19/07/2011
FESTA CAIÇARA
A Festa Caiçara foi no sábado (16-07-2011) organizada pelos moradores do Quilombo da Fazenda, Fundação Cultural de Ubatuba (FUNDART) e o Ponto de Cultura Olhares de Dentro. Uma típica Festa da Cultura Caiçara da Região Norte de Ubatuba.
“Seo” Zé Pedro, Mestre Quilombola da Casa de Farinha estava presente, presenteando a todos com a sua sabedoria milenar. Um símbolo vivo da Cultura Antiga de seus antepassados.
O escritor Moacyr Pinto, de São José dos Campos e os músicos integrantes da Banda Trem da Viração, também estavam presentes na Festa. Pela primeira vez, naquela comunidade, eles apresentaram as canções compostas pelo escritor em parceria com o músico Déo Lopes e a participação do sanfoneiro Cauíque Bonsucesso e o Violonista Márcio Oliveira. O tema das canções são os Causos do Mestre Zé Pedro, alguns foram contados por ele, durante a Festa. Os Causos, a Sabedoria do Mestre Quilombola e a vida na sua comunidade são contadas no Livro de Moacyr Pinto, “Eu tenho o Meu Sonho”.
Depois de uma aventura de ônibus, cheguei à cidade de Ubatuba, litoral norte de São Paulo. Mais alguns quilômetros (35 km), até a Casa de Farinha no Quilombo da Fazenda. Já era noite, mas a luz do farol iluminava a estrada de chão, ocultando a lua, que majestosa passou a noite apreciando a Festa Caiçara.
Fiquei encantada com aquele lugar mágico… A noite deu um ar de mistério aos rituais de danças impregnados nas memórias inconscientes. A impressão é estar vivendo uma recorrência, concreta e real. Naquele momento, na claridade prateada da Lua Cheia, tudo fica surreal.
Muita emoção ver, ouvir, cheirar, tocar e degustar cada momento do evento saciando os sentidos físicos e os além físicos. Pessoas exóticas perambulando num espaço cercado pela mata, a dança ao som de tambores, palmas, cantos e gestos ritmados.
Encantada com a Quadrilha, bem diferente das costumeiras, do Jongo trazendo vagas lembranças que estão impregnadas, do Xiba que me transportou à infância, onde vi meus ancestrais apreciando o mesmo ritual: Pés e mãos em movimento ritmado num mundo de balanços variados.
A comida tão diferente…Não tinha experimentado ainda o bolinho de Taioba. É uma das plantas que mais gosto, pela beleza do seu formato, a sua exuberância nos matos e o gosto peculiar. Um bolinho delicioso recheado com queijo, assim como o bolinho de mandioca e outros quitutes cheirosos.
São os meus devaneios no experimento das sensações nesse contexto rembrandteano.
Elizabeth de Souza
Veja os Vídeos:
http://www.youtube.com/watch?v=KT0JNPeh0sY&feature=player_embedded















