Em São José dos Campos, quem anda mais devagar vôa, principalmente os grileiros de terras. Não conpensa prestar atenção aos rosnados desse ou daquele infeliz revoltado sem grana ou casa própria. O Pinheirinho é apenas um problema social que precisa ser resolvido. Na verdade, os invasores ocupam apenas a metade dos 1,3 milhões de metros quadrados. O restante da área pode ser utilizado pela prefeitura ou pelo Governo Federal num programa residencial ou outro qualquer. A grilagem de terras em São José vem de longe, basta ver como são, ainda hoje, passadas as ecrituras dos terrenos na Parque Industrial, Jardim das Indústrias etc. O próprio Banhado, considerado pulmão do Vale e nosso cartão de visitas, teve algumas partes transacionadas não se sabe como e que até hoje são motivo de brigas familiares. Tem muita figurinha carimbada na cidade que o pai ou o avô estiveram metidos em falcatruas envolvendo “compra e venda de terrenos” –vários deles reconhecidos como grileiros nas próprias cidades de origem. O que não se comenta é quem era realmente o dono do terreno do Pinheirinho, quem o vendeu ao Naji Nahas e como foi passada a escritura no Cartório do Felisbino? Essa documentação mau cheirosa é que precisa ser levantada e trazida a público. Será que o prefeito, os vereadores-tiriricas ou outra “otoridade” farão isto? Duvido e faço pouco. Enquanto isto, alguns advogados da prefeitura continuam levando uma grana alta de honorários toda vez que algum “acordo” é feito. Que cidade!
Ricardo Faria






