CONVERSA SOBRE A MORTE
Escrevo muito ultimamente que tenho pouco tempo de vida. Sem desespero. A morte é inevitável e sempre defendi o direito ao suicídio. Já tive pânico da morte hoje não.
Talvez porque eu ache o cotidiano muito feio. Outro dia conversando com uma poeta da cidade que tem uma estranho desprezo existencial por este escriba ela falou
(não sei baseado em que) que ainda vou viver muito. O tempo tem uma dimensão estranha que já foi estudado pelos filósofos gregos e pelos filósofos contemporâneos.
Eu tenho pouco tempo de vida, no sentido de que não há mais tempo para fazer certas coisas que gostaria de ter feito. E tem mais o corpo dá sinais de cansaço. Tenho sim pouco tempo de vida. ‘Sem grilos de mim’, como diz o Caetano.







