A função social da escrita cada vez mais distante de uma obrigação de uma escrita com teor literário. A escrita para mim deixa a função meramente estética de escrever para se fazer arte? Num momento grave do planeta, da cidade que moro, de meus pais. Não vejo nenhuma vaidade em aparecer enquanto escritor. Sei da importância de um poema, de um romance, no momento leio mais que nunca. Mas qual a função de um escritor? Não estou só, o mestre da literatura universal Leon Tostoi seguiu e nos mostrou este caminho. Sei que não iremos mudar o mundo, mas quando escrevemos, estamos refletindo a nós mesmos e nossa postura ética.
Ontem, no Bola de Meia foram muitas as reflexões, mas senti o mesmo ar de sempre nos meus mais de vinte anos de militância. Se é que podemos nos chamar de militantes? Nossa interferência é mínima. Sei do papel de governos, seja ele o municipal, estadual e federal. A questão do Pinheirinho expõe ao pais o déficit de moradia que há no pais inteiro. E o minha casa nossa vida, do governo federal, resolve de fato o problema? Só vimos o preço do imóvel aumentar na cidade e nos pais inteiro. E a chamada fila da moradia resolve o problema? O PSTU neste oito anos bancou sozinho o Povo do Pinheirinho, fui lá uma única vez ha duas semanas. Mesmo se fosse antes, o que um cidadão pode fazer? De fato só temos direito a voto, seja eu ou qualquer um, estejamos atentos e participemos das eleições. No momento estou sem partido e continuarei assim. Não entro no PSTU ou PSOL, pois apoio o governo Dilma. E não entro no PT, pois já fui filiado e seria um retrocesso. Só se muda este pais estando num partido? Mas não é a hora de mudarmos este jogo. Que pena que não vi nenhuma novidade além de uma juventude que começa a se interessar, na reunião no Bola de Meia. No mais, sempre mantemos aquelas bobagens de todos nos apresentarmos. E depois todos os discursos. Acabo indo nestas reuniões, hoje em dia, para ver pessoas. Sei que elas não transformam. Não temos o fio da ninhada.
Não temos um “insite” novo. Para mim, só vejo mudanças num Sindicato e no PSTU que comprou o briga do Povo do Pinheirinho nestes últimos oito anos. E nós ? Sempre perdidos numa atuação política somente de discursos que não nos leva a nada. Somente a satisfação de nosso ego. Eu estou envergonhado com minha atuação e de meus companheiros. Não estamos intervindo de fato nos acontecimentos, estamos paralisados. E esta podre elite sabe disto.
Numa conversa paralela que acho o supra sumo destes encontros se levantou a hipótese de tentativa de se desestabilizar o governo Dilma. Nosso Vale do Paraíba é a base da extrema direita nacional. E nosso governador é daqui. Tomemos todos os cuidados. Devemos fortalecer a oposição e participarmos ativamente das eleições municipais deste ano. Mas é duro ver pobres atacando pobres como no site do jornal O VALE, com base no anonimato. Eu não tenho respostas, Tenho perguntas. Faço parte dos descontentes. Precisamos criar mudanças, refletir nossas atitudes políticas. Repensar estratégias. Acho válido se chamar uma reunião como Moraes fez. Mas é hora de mudarmos a maneira como a conduzimos.
A sociedade é política. A sociedade não é isenta. As pessoas têm opiniões e na nossa atitude no dia a dia ha ações de direita e de esquerda, às vezes somos democráticos ou autoritários. Refletimos, não somos anjos e nunca somos donos da verdade. Sei que tem uma população inteira jogada em abrigos, gente que luta por um lugar ao Sol como nós. Eles estão sem seu direito a moradia. Tento me imaginar no lugar deles e não consigo. Sei o que é a vulnerabilidade de um desemprego. De ficar sem dinheiro. Mas nunca senti na pele a ausência de um teto. E só aquele povo sabe e experimenta este horror. Eles clamam por justiça. E cadê a justiça? Enquanto temos onde dormir, tomar banho, comer. Este país precisa mudar e não pode entrar numa instabilidade política. Cadê o desenvolvimento econômico para o POVO DO PINHEIRINHO? Justiça social quer ver a atuação prática do município do estado e da união. Queremos ação. Eu não tenho o poder de fazer. Só tenho minha reflexão e um teclado de um computador. Doa a quem doer. E dói mais neste povo desabrigado.
JOKA
joão carlos faria






