Meninos eu vi, os moradores do Pinheirinho deixando suas casas apavorados. Policiais militares e guardas municipais atirando e batendo no povo. Meninos eu vi. A justiça falar, o comandante aceitar, o deputado retrucar. Meninos eu vi o povo debaixo das tendas baratas, as crianças chorando no chão batido ou coberto de lona, os cachorros latindo. Barulho de tiros, o povo chorando; A comida nos pratos de plástico; Meninos eu vi. Políticos pobres tornando-se ricos, o povo aceitando. Meninos eu vi, o radialista preto falando que a secretária e a irmã da vereadora definham com câncer, que agoniza a mulher do deputado atacado pela flebite. Meninos eu vi e ouvi coisas assombrosas. Meninos, nem sei se preciso ver ou ouvir mais. E ainda vou ter que ajudar a pagar pagar os R$ 100 milhões; Meninos, vou lhes contar um segredo, em São José Dos Campos da Putas e dos Ladrões, o diabo ri por último. Que cidade!
Popular
Latest
-
João sabe que não é sábio e sabe que não sabe maio 23, 2012 -
O homem que ouviu Deus maio 22, 2012 -
Festival Internacional de Curitiba maio 22, 2012 -
Radio Aguapé 3ª edição – Todos os vídeos maio 22, 2012 -
Cineclube Jacarei maio 22, 2012
Comments
-
JOKA: É eu não vejo ninguém debater com profundidade este tema que a mi...
-
Paty: Parabéns , ficou perfeito ! Igualzinho ele!!!...
-
Paty: Adorei "CAIAM MUROS", combinam perfeitamente com o momento que e...
-
beth: Vou mesmo, deve ser uma figura e tanto....Beth...
-
beth: Tem um bioquímico ingles chamado Rupert Sheldrak, do qual sou uma...
Tags
Agenda
Arte
Artes Visuais
Cinema
Ciência
Colunistas
Críticas
Cultura Popular
Dailor Varela
Dalto Fidencio
Dança
Domingos dos Santos
Educação
Eliete Santos
Elizabeth de Souza
Entrevistas
Esoterismo
Fatima Melfa
Filosofia
Germano Xavier
Helder Pereira
História em Quadrinhos
Joka
Kazzuo Miyahara
Literatura
Milton T. Mendonça
Moacyr Pinto
Máh Luporini
Música
Notícias
Paulo Vinheiro
Poesia
Política e Sociedade
Prosa
Rafael Arrais
Renato Mota
Ricardo Faria
Ricola de Paula
Rodolfo Salvador
Ronie Von R. Martins
Teatro
Tecnologia
Ufologia
Variadas
Wagner Moloch
Entre-Matérias
- maio 2012 (65)
- abril 2012 (79)
- março 2012 (75)
- fevereiro 2012 (89)
- janeiro 2012 (95)
- dezembro 2011 (89)
- novembro 2011 (112)
- outubro 2011 (605)
- setembro 2011 (8)







O Pinheirinho foi dizimado pelo Poder Público em São José dos Campos – SP, desalojando-se 1600 famílias, cerca de 6000 pessoas, sem nenhum programa social de socorro que ultrapasse barracas montadas sobre terra e promessas de passagens de ônibus para o local de origem dos cidadãos (cidadãos?).
Por infeliz coincidência, dois prédios literalmente vieram abaixo no Rio de Janeiro com os moradores dentro… Ninguém sabe, até agora, informar nada a respeito das causas de mais essa tragédia…
A Imprensa Brasileira e internacional vinha noticiando o atentado social às famílias que moravam no Pinheirinho… Agora noticiam o caos estabelecido no Rio de Janeiro com a queda dos prédios e a perda de — sabe Deus quantas — vidas, assim, de um instante para outro.
O que há em comum nas duas notícias?
Além da dor e sofrimento de pessoas, nada mais. Ainda assim não me furto a um comentário politicamente incorreto. Na verdade, faço questão de dizer.
Que bom seria se os desmoronamentos jamais tivessem ocorrido. Mas, ainda pior, ocorreram AGORA… A dor das famílias dos sobreviventes é inexcedível e merece o nosso mais absoluto respeito. Mas desfocam o noticiário do atentado social que vitimou 1600 famílias no Pinheirinho.
Não me sai da mente a imagem de Fulano e Beltrano rindo pela “sorte” de ter ocorrido essa catástrofe no Rio de Janeiro.