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História em Quadrinhos: Uma arte que precisa ser redescoberta

Saudações meus caros, enfim minha primeira participação neste espaço que comecei apreciando como leitor, enfim agora dou minha primeira contribuição.

Acabo de ler uma matéria neste mesmo espaço do colunista Held Pereira com respeito aos quadrinhos. Bem, como sou envolvido com este universo por vários anos quero dar algumas informações extras sobre tal arte.

Das pinturas rupestres em cavernas a Rudolf Töpffer (artista e escritor suiço) por exemplo, temos milhares de anos que os separam, ou de Angelo Agostini à Fábio Moon e Gabriel Bá temos quase 150 anos, porém uma mesma motivação, informação descritiva. Podemos chamar de literatura em estampas, arte seqüencial, banda desenhada e o mais popular; história em quadrinhos. Talvez o diminutivo “quadrinhos” remeta a uma idéia de algo ligado diretamente ao público infantil, porém diz respeito ao formato da página dividida em pequenos quadros.

Possuímos trabalhos excepcionais na história da humanidade como Ao Coração da Tempestade e O Edifício de Will Eisner por exemplo, que possuem narrativa e arte que se distanciam e muito de histórias de super heróis, tratando tão bem do quotidiano e abordando o preconceito, Temos Flavio Colin e seu traço inconfundível navegando pelo misticismo e história brasileira, o surrealismo da parceria Neil Gaiman e Dave McKean, a escatalogia urbana de Marcatti e Angeli, Revistas como Heavy Metal, que por definição eram chamados de quadrinhos adultos, pelas abordagens mais substanciais da ficção, erotismo e fantasia que os diversos artistas participantes nos ofereciam, a sátira de MAD, O estrondoso sucesso do Elseworld de Frank Miller, Cavaleiro das Trevas, E que tal citarmos Moon Shadow, A Garagem Hermética, Dylan Dog, lembrar de Alan Moore, Robert Crumb, A minissérie Bruxaria, ou mesmo Watchmen que não permite em definitivo sua compreensão em uma primeira leitura, muitas vezes sendo abordada apenas como uma revista sobre super heróis, como bem exemplificado no fisco cinematográfico.

No mundo da arte, possuímos o teatro, escultura, literatura, cinema, TV dentre outras manifestações assim como os quadrinhos, em que se abordam os temas tanto infantis quanto o adulto, sendo assim, dentro das histórias em quadrinhos possuímos as diferentes formas de se explorar essa forma de comunicação. Hoje inclusive, para promover a produção nacional e apoiar o vasto material produzido no Brasil e o potencial de seus criadores, temos o projeto de lei n.º 6060-2009 para a produção de HQs, que é a proposta da lei de incentivo para a produção, publicação e distribuição de revistas em quadrinhos nacionais, gerando alguma polêmica mas que irá favorecer a prata da casa com 20% de espaço do que se comercializa, levando em consideração a campanha massiva internacional, onde se vende em grande quantidade dentro do país material de qualidade questionável em excesso, devido a grande campanha de marketing.

É meus amigos, esse universo ainda precisa ser descoberto por muitos, já se falou que quadrinho é uma opção preguiçosa à leitura de um livro, ledo engano, mas meu bla bla bla em prol não seria muito interessante para mudar tal ponto de vista, mas vale as recomendações citadas acima para tirarem suas próprias conclusões, e saber que existe um universo encantador que sobrevive pacificamente com as outras formas de arte, e tem tanto a dizer quanto.

No dia 4 de fevereiro deste ano tivemos o 28º Prêmio Angelo Agostini, no link abaixo dá para se ter um pouco de idéia de como anda a produção nacional sobre quadrinhos e um ótimo debate a seu favor, confiram.

http://wagnermoloch.blogspot.com/2012/02/28-premio-angelo-agostini-04092012.html

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4 Responses to "História em Quadrinhos: Uma arte que precisa ser redescoberta"

  1. Heldpereira disse:

    Minha intenção não era denegrir os quadrinhos, peço desculpas se o fiz.
    Realmente, eu havia pensado somente nas HQ, como são vistas hoje no mainstream, em revistas de super-heróis etc.

    Adorei a matéria e acho que um texto sobre porquê os Quadrinhos não são uma opção preguiçosa de leitura viria bem a calhar qualquer dia =)

  2. Wagner Moloch disse:

    Não não, que isso, não ví seu texto com a intenção de denegrir, na verdade só quis ir um pouco mais além sobre o tema, é que realmente por mais que tenhamos uma FIQ em Belo Horizonte ou a Comic-Con em San Diego nos EUA, a arte sequencial ainda possui um espaço restrito, mas que tem muito a oferecer como forma de manifestação cultural, assim como a animação, existem muitos desenhos animados que vão além do universo infantil como Valsa com Bashir por exemplo, o grande problema está na forma como a grande mídia oferece.
    Eu sinceramente consumo de quase tudo, do herói (mais material antigo) ao pulp, é como alimento, podemos comer chocolate ou fricassé de frango, mas cada um em sua ocasião hehe
    Grande abraço e valeu pelo comentário :)

  3. beth disse:

    Wagner, Bem-vindo ao Portal Entrementes….demorou, mas chegou com tudo!
    Abraços!
    Elizabeth

  4. Wagner Moloch disse:

    Muito grato ! Contribuirei sempre por aqui :)

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