Escorrego e adentro um imenso buraco. Caio em minhas ilusões. Navego por onde já sei que é mera ilusão. Não experimentar é não viver. O verão torna-se verão. E uma passeata por moradia. Pesquisas sobre Gnose. Uma conversa na noite passada. E muitas e muitas questões? Sempre em silencio, revejo velhos amigos de jornada. Num instante mato saudades. Nestes dias, ando fraco e as tentações me seduzem. Encerrei várias páginas de lúxuria, doce ilusão. Alguém me falou que quando morremos perdemos tudo e um tempo sem nada. E durante a conversa, cheguei a conclusão que só a oração nos salva. Muitas e muitas dúvidas filosóficas e um universo inteiro a pesquisar? Mas devo adentrar em mim para achar respostas. Sinto não Ser. Escorrego e adentro um imenso buraco. Nunca fui. Hoje com milhares de pessoas a pedir Justiça ao Pinheirinho. Passamos num bar e o dono e uns fregueses revoltados com o Pinheirinho. Assim é minha cidade e poderia ser qualquer cidade?
A lúxuria anda forte. Fecho páginas de internet, pura ilusão. Não somos e somos. Tudo se desfaz. Pesquiso o que ainda não sei. Se é que sei, mas alguém sabe? Mera ilusão! Adentremos as galáxias, escorreguemos por buracos negros. Naveguemos no hiper espaço. E estaremos aqui novamente? O pecado esta dentro e fora. Tudo passa. E a realidade se desfaz. Queria ver disco voador no alto de um morro. Escorrego e adentro um buraco. O calor se faz presente na noite. Tudo ilusão. Quantos livros que não li nesta semana? Que cidade - Ricardo Faria sempre repete. Mas poderia ser qualquer cidade? E ai? Vi grandes caixões na América, um vídeo sobre conspirações.
A terra gira. Escorrego para dentro de um buraco. Não sou, revi toda minha vida no sono da tarde. Um dia não terei este corpo físico. E ai tudo em vão. Sentir é viver? Somos limitados em nossos cinco sentidos. E tudo se perde dentro de um buraco. Hei de assistir a uma infinidade de filmes. Ei de ler muitos e muitos livros. E nada me livra da morte. Escorrego e adentro um imenso buraco. Não sou. Nem poeta sou. Não escrevo ficção. E me ajoelho diante da mãe natureza. Adentro a caverna? E por acaso já saímos da caverna? Parece algo Elizabethiano. Tem algo de mim em mim. Não sei. Sou mera personalidade. E num piscar de olhos não existo. E nos apegamos a tudo. O desapego tem que estar em nosso dia a dia. Pois dias nascem e morrem. Escorrego e adentro um imenso buraco. Onde esta a caverna? Já saímos da caverna? A internet é uma grande teia ilusória. Onde tento comunicar-me e a cada clik, estou mais só que nunca. Devo reduzir meu tempo virtual. E estou reduzindo. Mas tenho a imensa necessidade de escrever.
As filosofias se debatem. As religiões se combatem. Cada um com sua verdade. E a verdade esta dentro de nós. Onde esta Deus? Gosto do Deus do filme Deus é Brasileiro com Antonio Fagundes. Eu não vejo, mas sinto Deus neste dia quente de verão, onde chupo sorvete. E caminho numa passeata pacifica. E a vida se desfaz. O dia se desfaz. E te saúdo leitor enquanto sinto-me vivo. Mas estamos aqui? Não sei! Sei que sou um cidadão comum, sem poder fazer nada, além de curtir a vida numa passeata. E nada muda. E não mudo nada. E continuamos com a ilusória mania de que faremos uma revolução usando a internet. Nada fazemos além de registrar nossos sonhos. Falar de nossas vidas. E tudo passa. E haveremos de ser eternos mesmo no inferno. Que Deus nos tire de lá. Pois só Deus liberta e busco ser libertário. Alguém anárquico. Quero asas. Quero voar. Eu não sei rezar. Sei recitar mantras. Nada mais. Hoje foi um dia que se fez historia. E a mídia como sempre se calou. Mas não calaremos enquanto vivermos, tivermos saúde física e mental. Justiça aos povos que não tem sua habitação. Quantas terras neste planeta? E famílias não têm onde morar? Combatemos o bom combate. No universo real e virtual. Estamos aqui e fazemos da maneira que sabemos. Na ilusória vontade de mudar. E tudo passa. Escorrego e adentro a um imenso buraco.
JOKA
joão carlos faria






