Já na escura noite de verão, após uma chuva torrencial e todos os problemas sem sentido serem resolvidos. Mas nem toda justiça se faz aos homens na anseia de ter. E a vida sempre se esvai. E quantas vidas vêm. E tudo se constrói e tudo se destrói. Não há tempo. E insisto a mentir para mim mesmo. Adentro o silencio. E nunca estou em silencio. E a noite se faz trevas e me faço solidão. Os problemas da humanidade não estão só na economia, nem na política e muito menos na religião. Estamos o tempo todo ausentes de nós mesmos. Por isto leio e releio as paginas dos livros. E nunca escrevo um só livro. E tudo sem mim funciona. Então, para que nos ligarmos ao mundo? O fazemos? Toda metafísica esta presente em nós. E não nos apercebemos dela. Quer mais magia que o passar do tempo? Que envelhecer? Tudo se faz memória. E nada do passado existe. Só vivemos o presente momento. Tudo mera lembrança. Num só dia varias emoções. E um amontoado de ilusões. Paro tudo para ler um livro de economia. Sim de economia. Nossas leituras não podem se prender só a poesia. Como se poesia fosse uma religião. Tudo faz parte da vida. Nossa sociedade dividiu o conhecimento e o conhecimento é indivisível. As matérias são interligadas. E devemos estar ligados e desligados também. Ás vezes brinco que as crianças não se tira as pilhas. Quem dera eu tirar minhas próprias pilhas. Hoje resolvi um problema burrocratico. E ai sim, respirei e curti o Sol da tarde. Só não fiquei andarilho pela cidade porque tinha comprado um pedaço de manteiga no mercado de minha cidade. Tenho o habito de comer pastel nesse mercado. E nunca paro. É uma ilusão bem prazerosa. Hoje falei com um amigo pelo computador. E tudo se faz. E não se faz. Ando a ler de tudo. E continuo a não saber de nada. Tento esvaziar a mente. E sentir. Qualquer hora desta subo a montanha e fico lá um bom tempo. E vou seguindo o viver cotidiano. Enquanto não retorno a São Sebastião do Rio de Janeiro. Enquanto não mergulho na praia de Cocanha em Caraguatatuba. Aqui em São Jose´dos Campos não ando de bicicleta. Aqui andamos de ônibus sempre cheio de vida. De ser humano. E eu gosto de ser humano. Pois ainda sou humano. E tudo se esvai na ampulheta. Agora se faz trevas em breve se fará luz. E esvai-se a vida. Em breve as águas de março. Agora Carnaval. E quero estar em silencio em alguma praia. Ou nesta casa. Só o Universo o sabe? E tudo vida, metafísica, realidade, verdades e mentiras. Com o nascer e o apagar o dia. E a vida flui. Cadê minha bicicleta? Minha motocicleta? E a chave do portal? Ainda não tenho chave. Ou tenho e não me apercebi dela? A noite se faz presente por causa do eu. O ser ausente. E o vento adentra ao meu quarto e eu encerro este escrito. Uma noite e a busca do saber. A metafísica se faz real em nossas vidas e só não apercebermos. E uma barata passa. E finjo não ve-la. Adentrou ao meu quarto. E passeia por ele. Espero que não voe. E assim tudo se vai. E a ampulheta se faz areia.
JOKA
joão carlos faria
Livro : O que é o liberalismo
De Donald Stewart Jr.
Editora : Ediouro






