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A melhor abertura do melhor FESTIVALE de todos os tempos!!!

Exagero?! Sensacionalismo?! Ou pura realidade?!
Na última sexta, dois de setembro, em abertura ao trigésimo primeiro Festivale – Teatro e Democracia, o Grupo Pândega de Teatro e  Maria Alice Vergueiro (uma das atrizes mais amadas do Brasil, musa da subversão, das temáticas marginais e da isquemia), nos puseram diante da única certeza que o vivente traz consigo: a morte, desfecho irremediável, ou um novo começo, se assim preferir. E se há certeza, Temer não é uma boa. Dilma, também não, embora tenha sido eleita com 51,64% dos votos. É claro que seu governo é indefensável, devido ao acordo de classes e a corrupção do partido, mas impeachá-la sem motivo… Sim, senhoras e senhores, é um golpe!
Quando a atriz entrou no palco, mãos dadas aos atores Luciano Chirolli e Robson Catalunha, ao som do piano, trêmula, de olhos fulminantes,  todos, em pé, aplaudiram-na. E, ao invés de sua fala habitual, no início do espetáculo: Por que o cavalo?, ou: “Why the Horse?” ( “Hair!”, 1979) que é: “Obrigada, por virem ao meu velório!”, Alice diz: “FORA TEMER!”, e a ovação extasiante toma conta do Teatro Municipal de São José dos Campos (Sanja), de modo que naquele exato instante uma estrela explodiu nalguma parte do cosmos.
Pra quem não sabe, a morte é uma libertação. Com exceção desta nos significou o espetáculo, que, pelo contrário; representa uma perda inestimável de conquistas sociais. Isso mesmo! Refiro-me a morte da Democracia, orquestrada e financiada por uma burguesia fascista que, como sabemos, fede. Somos artistas, porque todo o vivente que faz de sua vida produtiva também o é. O ativismo na cultura, nos faz ativista-políticos. Por isso, não somos bestas! Tomaremos as ruas. E que isso fique bem claro! Isso não vai ficar assim! Não podemos acreditar que o Brasil tem um longo passado pela frente. Faremos o nosso futuro, porque hoje você é quem manda, mas amanhã… Há de raiar o sol ensinando-nos, pois ele nasce para todos (inclusive para os mais indignos). Por uma Assembleia Popular Nacional Constituinte, por um governo escolhido por nós, que seguimos em frente e segurando rojão! Fora Temer e o Congresso Nacional!
Em se tratando de Teatro, que como a toda arte, salva, a Rainha do Porão, que passa por peripécias do organismo,  vigorosamente  inspira-nos a não desistir da luta. No mais, pelos boleros, pelo acordeon, pelo piano de calda, por Hilda Hilts, Bechett, Brechet & Cia., Gil, Fernando Pessoa, Luiz Vieira, agradecemos… Agradecemos ao Luciano Chirolli, Carolina Splendore, Robson Catalunha e Sérvulo Augusto e ao ecumênico Grupo Pândega (=farra), por conceder-nos, sem sobras de dúvidas, a melhor abertura do melhor Festivale de todos os tempos! Aliás, cordiais cumprimentos à curadoria (#aquivocêtemvoz!). AVANTE!!!
Veja a matéria (para fazê-la, vali-me de duas reportagens, uma da porcaria da Veja, porque estrume serve de alimento às flores, e outra da Folha):
https://youtu.be/O0wjYOobTBM
Pra quem quiser sentir o gostinho:
Mais informaçãoe sobre o grupo, acesse: grupopandega.wordpress.com

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