Arte Literatura Poesia Ricola de Paula

Não estava nas escrituras

O sábado queria um sim,
não foi assim, imperativo.
Deu um toque apreciativo.
com colunas eretas,
força e vontade.
Sustentação do meu céu.

O sábado queria um sim
Não foi assim, mergulhei
em uma valeta da várzea.
Sai do outro lado do Rio Paraíba.
Sentada de lado na cadeira
a moça discursou sobre curas
com ervas, sobre o uso da copaiba.
Os sentimentos nunca sabem
onde ancorar seus desejos de menta.
A garotinha cessou o tufão
assoprando o cata-vento.

Submerso vejo as nuvens brancas
refletidas no azul piscina.

Sangrei, singrei
Sim, navego por suas veias abertas
sacras, piraquara, profanas.
Vertentes…batedeiras…emoções.
Meu Vale do Paraíba,
cidades vivas, gente hospitaleira.
Retorno às colunas
erguidas com troncos de jatobá .
Sustentam um punhado de estrelas
e uma tarde constelação, alegrias.
Ah, eu queria queririm
uma voltinha só no carrinho
bate-bate outra na roda gigante.

No meio do caminho
o tocarinho.
Conhecer Potin qualquer dia.
Penso no pico dos Marins,
na pedra da mina.
Molho de tomate de Tremembé.
Santa cabeça que repousa em Silveiras
Praia das pedrinhas em Guará.
No divino, no divino maravilhoso.
Agora tenho certeza que o Ribeirão dos Mudos
não pode viver longe de Taubaté.
Ah! vó, deu um taio, passa fiô passa …
sebo com picumã, na falta de pomada da farmácia.
Sara, cura.

Ricola de Paula

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