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Monteiro Lobato cravada na Mantiqueira

Monteiro Lobato que já se chamou Buquira – nome do Rio que ali passa. E hoje leva nome de um grande escritor.
Desde minha infância por ali passo porque ia com a família para o Sul de Minas. Em minha infância até passei ali num dia de eleição em 1978 e tinha até uma briga de faca.
E nos anos noventa redescobri os encantos da cidade e o Bairro do Souza, cravado na Mantiqueira. Fui com o povo que participava e organizava o sarau Celebração ao Renascimento da Poesia. Um sarau de praça e ruas que está guardado em nossos corações.
E fomos para o Souza num velho fusca. Umas sete pessoas dentro do carro. Lá, na época, tínhamos acesso a algumas cachoeiras, distante da beira do Riacho. A “Beira do Riacho” é uma pequena cachoeira dentro da propriedade onde hoje tem um restaurante, e ali acontece shows como da banda Trem da Viração.

Este bairro de Monteiro é povoado por uma comunidade acolhedora e hospitaleira e de vários artista de nosso Vale e Capital. É um pedacinho de chão que merece ser visitado. Hoje, muitas das cachoeiras que visitei estão fechadas. Senti falta, mas a caminhada valeu a pena. Caminhar na beira da rodovia que corta a região não é algo fácil.
Lá tem uma escola chamada Pandavas que tem uma linha pedagógica própria, mas isto fica para outra matéria que vou fazer.

Já teve um tempo que fiz algumas trilhas por esta região. E o centro de Monteiro tem suas característica próprias, como o restaurante Califórnia, que serve uma boa comida há mais de trinta anos. Uma casa de doces que nunca deixo de entrar. Monteiro não é lugar de passagem – ali viveu Monteiro Lobato, numa grande fazenda e viveu Dailor Varella, recentemente.
Enfim neste canto da Mantiqueira tem muitas historias e felizmente a sua preservação se dá com uma estação de tratamento de esgoto.
Acredito que na Serra da Mantiqueira como um todo merece ter um projeto de recuperação da mata nativa.
Sonhar nunca é impossível. E confiram nas fotos que fiz, uma linda Monteiro, mas é preferível ir e conhecer o lugar.
Tem muitas trilhas para se caminhar, cachoeiras espalhadas, de difícil acesso, mas isto é recompensador para amantes da natureza.
Enfim, só conhecendo que aprenderemos a preservar e adquirir de fato uma consciência ecológica.
Meu avó João Caetano nos contou certa vez, uma lenda de um gigante que ali estava adormecido e que um dia iria despertar. Nossa região é vasta e deve ser preservada e as águas ali estão em abundância.
E quem sabe um dia consiga meu pedacinho de chão nesta Mantiqueira e que não seja com sete palmos de terra.
E assim seguimos com nossas jornadas de descoberta deste Brasil. E nada como uma mochila nas costas, boas companhias e um bom tênis para caminhar.
Numa de minhas aventuras sai à noite de Monteiro com um amigo e fomos parar em Campos do Jordão.
E assim continuamos com uma boa disposição para registrar esta região.

Joka

João Carlos Faria

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