Arte Cinema Dalto Fidencio

OSCAR 2016 – Comentários sobre todas as Categorias!


*BEST PICTURE*
*MELHOR FILME*
* Vencedor: Sotlight (Spotlight – Segredos Revelados)

Também concorriam:

* The Big Short (A Grande Aposta)
* Bridge of Spies (Ponte dos Espiões)
* Brooklyn (Brooklyn)
* Mad Max: Fury Road (Mad Max: Estrada da Fúria)
* The Martian (Perdido em Marte)
* The Revenant (O Regresso)
* Room (O Quarto de Jack)

Daltopinião: o melhor filme que vi em 2015 foi “Mad
Max: Estrada da Fúria”, mas é óbvio que uma produção
neste estilo jamais venceria na principal categoria
do Oscar, então a briga aqui estava entre dois outros
ótimos filmes: “Spotlight – Segredos Revelados” e “O
Regresso”. O favoritismo aqui se deu de forma
curiosa… Spotlight largou na frente quando os
filmes foram indicados mas com o passar do tempo, O
Regresso atropelou, ganhou enorme notoriedade entre
crítica e público, além de ter levado o Globo de Ouro
como “Melhor Filme de Drama”, batendo inclusive seu
principal rival na corrida pelo Oscar. Por tudo
isso, O Regresso era o principal favorito aqui, mas
Spotlight correu por fora e acabou sendo eleito o
Melhor Filme pela Academia. A película dá uma aula de
como se fazer um grande filme sem necessariamente ter
uma produção milionária. Baseado numa história real,
que deu origem a um livro vencedor do Pulitzer,
Spotlight é o nome da equipe editorial do jornal
Boston Globe, um time brilhante de jornalistas que
investiga uma série de relatos de pedofilia
praticados por membros da Igreja Católica em Boston,
absurdamente acobertados pela Igreja. O roteiro dá
uma aula de como o Jornalismo deve ser feito, e o
elenco é brilhante, com grandes atuações de Mark
Ruffalo e Rachel McAdams, além da competência de
Brian d’Arcy James e Michael Keaton. Os produtores
vitoriosos foram: Michael Sugar, Nicole Rocklin e
Blye Pagon Faust, que concorriam pela primeira vez,
além de Steve Golin, que concorria este ano também
por O Regresso (o único nessa categoria que já sabia
que sairia vencedor…), além de já ter sido indicado
em 2006 por “Babel”.

*DIRECTING*
*MELHOR DIRETOR*

* Vencedor: Alejandro G. Iñarritu, por The Revenant (O Regresso)

Também concorriam:

* Adam McKay, por The Big Short (A Grande Aposta)
* George Miller, por Mad Max: Fury Road (Mad Max: Estrada da Fúria)
* Lenny Abrahamson, por Room (O Quarto de Jack)
* Tom McCarthy, por Sotlight (Spotlight – Segredos Revelados)

Daltopinião: seria incrível se o Oscar nessa
categoria fosse para o veterano George Miller… mas
desejos postos de lado, aqui o favorito era mesmo
Alejandro G. Iñarritu, já vencedor do Globo de Ouro,
que tinha contra si apenas o fato de já ter vencido
no ano passado, e se já é raro vencer como Melhor
Diretor por duas vezes, fazê-lo por dois anos
seguidos é muito mais… mas o cineasta mexicano
conquistou o bi com todos os méritos, pelo seu
fantástico e irretocável trabalho em “O Regresso”.
Vitória merecidíssima por um trabalho de Direção
grandioso e dificílimo, realizado em locações
desafiadoras no Canadá. Incluindo a nomeação deste
ano também como produtor para Melhor Filme, esta foi
a sétima indicação de Iñarritu, que já havia vencido
ano passado por “Birdman ou a Inesperada Virtude da
Ignorância” em Melhor Filme, Direção e Roteiro
Original, além de ter concorrido em 2006 para Melhor
Filme e Direção, por “Babel”.

*ACTOR IN A LEADING ROLE*
*MELHOR ATOR*

* Vencedor: Leonardo DiCaprio, por The Revenant (O Regresso)

Também concorriam:

* Bryan Cranston, por Trumbo (Trumbo: Lista Negra)
* Matt Damon, por The Martian (Perdido em Marte)
* Michael Fassbender, por Steve Jobs (Steve Jobs)
* Eddie Redmayne, por The Danish Girl (A Garota Dinamarquesa)

Daltopinião: uma das maiores barbadas da noite era a
(justíssima) vitória de Leonardo DiCaprio para Melhor
Ator. Ele já havia vencido o Globo de Ouro para
Melhor Ator de Drama deste ano e todos esperavam que
finalmente conseguisse levar o Oscar para casa, nesta
quinta vez em que concorria. Sua atuação em “O
Regresso” foi visceral, um show de interpretação num
papel em que ele mal tinha diálogos, o que o fez
“atuar com os olhos”. Suas impactantes respirações
que embaçavam a câmera faziam o cinéfilo estremecer
na cadeira do cinema. E tudo isso em locações ao
mesmo tempo paradisíacas (pelo visual) e infernais
(pela dificuldade em se filmar) no Canadá e na
Patagônia, que levaram os atores à se dedicar de
corpo e alma ao filme. Minha torcida, apesar de saber
que ele jamais venceria, era por Bryan Cranston, pois
seria fantástico ver o eterno Walter White ter seu
talento reconhecido também na Tela Grande, mas sem
dúvida nenhuma o Oscar foi para as mãos corretas. Eu
falei no início que esta era sua quinta indicação,
mas isso levando-se em conta apenas as atuações, mas
ele teve mais uma como produtor de Melhor Filme em
2013, por “O Lobo de Wall Street”, Suas outras
indicações anteriores haviam sido: Melhor Ator também
“O Lobo de Wall Street”, Melhor Ator por “Diamante de
Sangue” (2006), Melhor Ator por “O Aviador” (4004), e
Melhor Ator Coadjuvante por “Gilbert Grape – Aprendiz
de Sonhador” (1993).

*ACTRESS IN A LEADING ROLE*
*MELHOR ATRIZ*

* Vencedor: Brie Larson, por Room (O Quarto de Jack)

Também concorriam:

* Cate Blanchett, por Carol (Carol)
* Jennifer Lawrence, por Joy (Joy: O Nome do Sucesso)
* Charlotte Rampling, por 45 Years (45 Anos)
* Saoirse Ronan, por Brooklyn (Brooklyn)

Daltopinião: Brie Larson era a grande favorita,
depois de já ter vencido o Globo de Ouro deste ano
por seu brilhante trabalho em “O Quarto de Jack”, e
acabou dando a lógica, apesar de termos a espetacular
Cate Blanchett no páreo, isso sem falar da queridinha
de Hollywood, Jennifer Lawrence, que parece será
indicada mesmo se fizer um comercial de cerveja que
passe nos cinemas. A atuação de Brie é tocante e
espetacular, de uma sensibilidade ímpar, em um
roteiro mais do que emocionante. Uma aula de atuação
(dela e também de seu parceiro mirim, Jacob Tremblay)
em um filme que merece ser visto por todo aquele que
ama a Sétima Arte. Vitória merecidíssima, logo na
primeira indicação da jovem californiana.

*WRITING (ORIGINAL SCREENPLAY)*
*MELHOR ROTEIRO ORIGINAL*

* Vencedor: Spotlight (Spotlight – Segredos Revelados), por Josh Singer e Tom McCarthy

Também concorriam:

* Bridge of Spies (Ponte dos Espiões), por Matt Charman, Ethan Coen e Joel Coen
* Ex Machina (Ex Machina), por Alex Garland
* Inside Out (Divertida Mente), por Pete Docter, Meg LeFauve e Josh Cooley; História original por Pete
Docter, e Ronnie del Carmen
* Straight Outta Compton (Straight Outta Compton – A História do N.W.A), por Jonathan Herman e Andrea Berloff; História Original por S. Leigh Savidge, Alan Wenkus e Andrea Berloff

Daltopinião: não se tinha um favorito destacado
nesta categoria, mas “Spotlight – Segredos Revelados”
estava um passo a frente dos demais, e o vencedor
acabou mesmo sendo o roteiro da dupla Josh Singer e
Tom McCarthy, que é sim original mas que se baseou na
história real que deu origem a um livro escrito pelo
time que participou da apuração do caso. Vale citar
também a indicação do longa de animação da Pixar
nesta categoria, um fato que não é nada corriqueiro
(bem, a não ser quando Pete Docter escreve um
roteiro). Esta havia sido a primeira indicação do
co-vencedor Josh Singer, já Tom McCarthy, incluindo
sua indicação para Melhor Diretor este ano por este
mesmo filme, concorria pela terceira vez, já tendo
sido indicado pelo Roteiro Original de “Up – Altas
Aventuras”, em 2009.

*WRITING (ADAPTED SCREENPLAY)*
*MELHOR ROTEIRO ADAPTADO*

* Vencedor: The Big Short (A Grande Aposta), por Charles Randolph e Adam McKay

Também concorriam:

* Brooklyn (Brooklyn), por Nick Hornby
* Carol (Carol), por Phyllis Nagy
* The Martian (Perdido em Marte), por Drew Goddard
* Room (O Quarto de Jack), por Emma Donoghue

Daltopinião: com o perdão do trocadilho infame, a
grande aposta da noite nesta categoria era… “A
Grande Aposta”! Baseado no livro de Michael Lewis, o
roteiro fala da história real sobre a complexa crise
imobiliária dos Estados Unidos, ocorrida em 2008.
Estupendamente escrito, o roteiro transforma um
assunto à princípio maçante numa tempestade de
críticas e referências ao modo de vida americano, de
forma impactante. Não se pode afirmar que não tenha
sido uma vitória justa. Incluindo sua indicação este
ano para Melhor Diretor também com “A Grande Aposta”,
esta foi a segunda nomeação de Adam McKay. Já Charles
Randolph concorria pela primeira vez.

*ACTOR IN A SUPPORTING ROLE*
*MELHOR ATOR COADJUVANTE*

* Vencedor: Mark Rylance, por Bridge of Spies (Ponte dos Espiões)

Também concorriam:

* Christian Bale, por The Big Short (A Grande Aposta)
* Tom Hardy, por The Revenant (O Regresso)
* Mark Ruffalo, por Spotlight (Spotlight – Segredos Revelados)
* Sylvester Stallone, por Creed (Creed: Nascido Para Lutar)

Daltopinião: sim, Tom Hardy foi estupendo em “O
Regresso”, sim, Mark Ruffalo deu show em “Spotlight –
Segredos Revelados”, sim, Christian Bale como sempre
está ótimo em “A Grande Aposta”e Mark Rylance foi
soberbo em “Ponte dos Espiões”, mas a torcida era
toda para Sylvester Stallone, que provavelmente tinha
a última chance de levar um Oscar, por sua grande
atuação novamente na pele de Rocky Balboa, em “Creed:
Nascido Para Lutar”. Mas se o Globo de Ouro ficou
para Sly, o Oscar acabou mesmo nas mãos do britânico
Mark Rylance, pouco conhecido dos cinéfilos, já que
seu inegável talento é bem mais visto nos palcos de
Teatro. Sua atuação no filme de Spielberg foi
irrepreensível, e a estatueta dourada acabou em boas
mãos. Esta foi a primeira vez que Rylance foi
indicado.

*ACTRESS IN A SUPPORTING ROLE*
*MELHOR ATRIZ COADJUVANTE*

* Vencedor: Alicia Vikander, por The Danish Girl (A Garota Dinamarquesa)

Também concorriam:

* Jennifer Jason Leigh, por The Hateful Eight (Os Oito Odiados)
* Rachel McAdams, por Spotlight (Spotlight – Segredos Revelados)
* Rooney Mara, por Carol (Carol)
* Kate Winslet, por Steve Jobs (Steve Jobs)

Daltopinião: aqui a briga era entre Kate Winslet,
por seu brilhante trabalho em “Steve Jobs” e Alicia
Vikander, atriz sueca que deu show duas vezes na
temporada, com “Ex Machina” e principalmente por “A
Garota Dinamarquesa”. Mesmo tendo de “concorrer” com
mais uma atuação fantástica de Eddie Redmayne, ela é
quem mais brilha no filme, numa atuação sublime, com
força e sensibilidade, mostrando um talento
excepcional. Se Winslet saiu vencedora no Globo de
Ouro, Vikander deu o troco no Oscar, com uma vitória
mais do que merecida. Esta foi a primeira vez que ela
concorria.

*ANIMATED FEATURE FILM*
*LONGA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO*

* Vencedor: Inside Out (Divertida Mente), por Pete Docter e Jonas Rivera

Também concorriam:

* Anomalisa (Anomalisa), por Charlie Kaufman, Duke Johnson e Rosa Tran
* Boy and the World (O Menino e o Mundo), por Alê Abreu
* Shaun the Sheep Movie (Shaun: O Carneiro), por Mark Burton e Richard Starzak
* When Marnie Was There (As Memórias de Marnie), por Hiromasa Yonebayashi e Yoshiaki Nishimura

Daltopinião: a torcida deste crítico e provavelmente
de todos os brasileiros era claro pelo poético “O
Menino e o Mundo”, genial produção nacional do
cineasta Alê Abreu, mas é claro que aqui todos já
sabiam que o vencedor seria a produção milionária da
Pixar, “Divertida Mente”, que, justiça seja feita,
também é de uma qualidade ímpar, sendo a melhor
produção do estúdio nos últimos anos. Deu a lógica e
a vitória foi sim merecidíssima, mas bem que podia
ter havido uma zebra…
Incluindo a nomeação deste ano para Melhor Roteiro
Original, esta foi a oitava vez que Pete Docter
concorria, já tendo saído vencedor em 2009 por “Up –
Altas Aventuras” (Melhor Animação), e concorrido para
Melhor Roteiro Original também por “Up – Altas
Aventuras”, para Melhor Roteiro Original por “Wall-E”
(2008), Melhor Curta de Animação por “Mike’s New Car”
(2002), Melhor Animação por “Monstros S. A. (2001) e
Melhor Roteiro Original por “Toy Story” (1995). Já
Jonas Rivera concorria pela segunda vez, já tendo
sido nomeado em 2009 por “Up – Altas Aventuras”, para
Melhor Filme.

*PRODUCTION DESIGN*
*DIREÇÃO DE ARTE & CENÁRIOS*

* Vencedor: Mad Max: Fury Road (Mad Max: Estrada da Fúria), por Colin Gibson (Direção de Arte); Lisa Thompson (Cenários)

Também concorriam:

* Bridge of Spies (Ponte dos Espiões), por Adam Stockhausen (Direção de Arte); Rena DeAngelo e Bernhard Henrich (Cenários)
* The Danish Girl (A Garota Dinamarquesa), por Eve Stewart (Direção de Arte); Michael Standish (Cenários)
* The Martian (Perdido em Marte), por Arthur Max (Direção de Arte); Celia Bobak (Cenários)
* The Revenant (O Regresso), por Jack Fisk (Direção de Arte); Hamish Purdy (Cenários)

Daltopinião: tínhamos grandes concorrentes para
Direção de Arte e Cenários, mas o trabalho absurdo da
dupla formada por Colin Gibson e Lisa Thompson tinha
que sair vencedor. Uma boa parte da genialidade de
“Mad Max: Estrada da Fúria” está em seu Design de
Produção espetacular, grandioso e arrebatador. Quem
testemunhou esta obra-prima de George Miller bem sabe
que o Oscar nesta categoria só poderia ir para o seu
filme. Tanto Gibson quanto Thompson concorriam pela
primeira vez.

*CINEMATOGRAPHY*
*FOTOGRAFIA*

* Vencedor: The Revenant (O Regresso), por Emmanuel Lubezki

Também concorriam:

* Carol (Carol), por Ed Lachman
* The Hateful Eight (Os 8 Odiados), por Robert Richardson
* Mad Max: Fury Road (Mad Max: Estrada da Fúria), por John Seale
* Sicario (Sicario: Terra de Ninguém), por Roger Deakins

Daltopinião: o que falei na categoria anterior
também serve para esta… apesar da maravilhosa
Fotografia de “Mad Max: Estrada da Fúria” ou de “Os 8
Odiados”, seria um verdadeiro crime se a magistral e
fabulosa Fotografia de “O Regresso” não saísse
vencedora. O trabalho de Emmanuel Lubezki beirou o
sobrenatural, de tão belo. A forma como ele dominou a
luz e as sombras nas gélidas locações no Canadá e na
Patagônia serve de aula para qualquer admirador da
arte fotográfica do Cinema. Justíssima vitória. Esta
foi a oitava nomeação do mexicano Lubezki, que
conseguiu o raríssimo feito de um tricampeonato
consecutivo. Ele já havia vencido pelo ano de 2014
com “Birdman ou a Inesperada Virtude da Ignorância”,
e por 2013 com “Gravidade”. Além disso, havia sido
nomeado anteriormente por “A Árvore da Vida” (2011),
“Filhos da Esperança” (2006), “O Novo Mundo” (2005),
“Sleep Hollow – A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça”
(1999) e “A Princesinha” (1995).

*COSTUME DESIGN*
*FIGURINO*

* Vencedor: Mad Max: Fury Road (Mad Max: Estrada da Fúria), por Jenny Beavan

Também concorriam:

* Carol (Carol), por Sandy Powell
* Cinderella (Cinderela), por Sandy Powell
* The Danish Girl (A Garota Dinamarquesa), por Paco Delgado
* The Revenant (O Regresso), por Jacqueline West

Daltopinião: o meu favorito acabou levando nesta
categoria. É inegável que Jenny Beavan entregou um
trabalho muito acima da média neste filme, digno da
insanidade eletrizante do mesmo. Seu visual casou
perfeitamente com o espírito pós-apocalítico que todo
filme que tenha um tal de Max Rockatansky merece.
Esta foi a décima vez que Beavan concorria, já tendo
vencido uma vez por “Uma Janela
para o Amor” (1986). Suas demais indicações foram: “O
Discurso do Rei” (2010), Assassinato em Gosford Park
(2001), “Anna e o Rei” (1999), “Razão e
Sensibilidade” (1995), “Vestígios do Dia” (1993),
“Retorno a Howard’s End” (1992), “Maurice” (1997) e
“Os Bostonianos” (1984).

*FILM EDITING*
*MONTAGEM*

* Vencedor: Mad Max: Fury Road (Mad Max: Estrada da Fúria), por Margaret Sixel

Também concorriam:

* The Revenant (O Regresso), por Stephen Mirrione
* Spotlight (Spotlight – Segredos Revelados), por Tom McArdle
* The Big Short (A Grande Aposta), por Hank Corwin
* Star Wars: The Force Awakens (Star Wars: O Despertar da Força), por Maryann Brandon e Mary Jo
Markey

Daltopinião: meu coração geek torcia pela Montagem
de “Star Wars: O Despertar da Força”, mas as duas
melhores do ano haviam mesmo sido a de “O Regresso” e
a que acabou vencedora, a de “Mad Max: Estrada da
Fúria”. O trabalho de Margaret Sixel foi simplesmente
impecável, ajudando a contar com maestria a
alucinante história filmada por George Miller, que se
não contasse com uma Montagem perfeita, poderia
perder boa parte de sua incrível energia. Vitória com
todos os méritos de Sixel, e isso em sua primeira
indicação.

*MAKEUP AND HAIRSTYLING*
*MAQUIAGEM & PENTEADO*

* Vencedor: Mad Max: Fury Road (Mad Max: Estrada da Fúria), por Lesley Vanderwalt, Elka Wardega e Damian Martin

Também concorriam:

* The Revenant (O Regresso), por Siân Grigg, Duncan Jarman e Robert Pandini
* The 100-Year-Old-Man Who Climbed Out a Window and Disappeared (O Centenário Que Fugiu Pela
Janela e Desapareceu), por Love Larson e Eva von Bahr

Daltopinião: e o favorito seguiu levando estatuetas
para casa… levando-se em conta apenas os indicados
(senti falta da nomeação de “Star Wars – O Despertar
da Força”), não era difícil prever mais uma vitória
do arrebatador filme de George Miller. A Maquiagem
impecável foi digna de fazer o trio formado por
Lesley Vanderwalt, Elka Wardega e Damian Martin sair
vencedor. Eles concorriam pela primeira vez.

*MUSIC (ORIGINAL SCORE)*
*TRILHA SONORA ORIGINAL*

* Vencedor: The Hateful Eight (Os Oito Odiados), por Ennio Morricone

Também concorriam:

* Bridge of Spies (Ponte dos Espiões), por Thomas Newman
* Carol (Carol), por Carter Burwell
* Sicario (Sicario: Terra de Ninguém), por Jóhann Jóhannsson
* Star Wars: The Force Awakens (Star Wars: O Despertar da Força), por John Williams

Daltopinião: aqui uma das maiores injustiças da
história do Oscar foi finalmente corrigida! Era um
crime e um absurdo que um gênio (e este adjetivo é
muito pouco para ele) como o maestro Enio Morricone
jamais houvesse vencido um Oscar de Trilha Sonora.
Ele já havia vencido um Oscar Honorário em 2006 pelo
conjunto da obra, mas todos sabemos que isso não
passa de uma prêmio de consolação. Numa ironia do
destino, Morricone já havia se aposentado quando foi
convencido por Quentin Tarantino a criar a Trilha
para seu novo filme, “Os Oito Odiados”. E o resultado
foi mais uma Trilha Sonora espetacular, como tantas
já feitas pelo veterano italiano, que lhe deu
finalmente seu primeiro Oscar. O mais justo prêmio da
noite, tanto que ele foi aplaudido de pé por todos os
presentes na cerimônia, inclusive por seu amigo John
Williams, “apenas” o maior compositor da história do
cinema. Anteriormente, Ennio Morricone havia
concorrido pelas Trilhas Sonoras de “Malèna” (2000),
“Bugsy” (1991), “Os Intocáveis” (1987), “A Missão”
(1986) e “Cinzas no Paraíso” (1978).

*MUSIC (ORIGINAL SONG)*
*CANÇÃO*

* Vencedor: “Writing’s on The Wall”, por Spectre (007 Contra Spectre), música e letra de Jimmy Napes e Sam Smith

Também concorriam:

* “Earned It”, por Fifty Shades of Grey (Cinquenta Tons de Cinza), música e letra de The Weeknd, Ahmad Balshe, Jason Quenneville e Stephan Moccio
* “Manta Ray” , por Racing Extinction (A Corrida Contra a Extinção), música de J. Ralph e letra de Anohni
* “Til It Happens to You”, por The Hunting Ground (The Hunting Ground), música e letra de Diane Warren e Lady Gaga
* “Simple Song #3” , por Youth (Juventude), música e letra de David Lang

Daltopinião: a favorita era a tocante canção de
Diane Warren e Lady Gaga, para o forte documentário
“The Hunting Ground”, mas a vitória coube à insossa
canção-tema de “007 Contra Spectre”, que já havia
vencido também o Globo de Ouro. Assim que Sam Smith
começou a cantar na abertura do ótimo filme de James
Bond, foi inevitável pensar
“nossa, não chega aos pés da canção de Adele, do
filme anterior”, mas pelo visto, este crítico
cinéfilo é que não entende nada de escolher a Canção
do ano, e deveria ter dito, espelhando uma certa
atriz: “Não sou capaz de opinar”…

*VISUAL EFFECTS*
*EFEITOS VISUAIS*

* Vencedor: Ex Machina (Ex_Machina: Instinto Artificial), por Andrew Whitehurst, Paul Norris, Mark Ardington e Sara Bennett

Também concorriam:

* Mad Max: Fury Road (Mad Max: Estrada da Fúria), por Andrew Jackson, Tom Wood, Dan Oliver e Andy Williams
* The Martian (Perdido em Marte), por Richard Stammers, Anders Langlands, Chris Lawrence e Steven
Warner
* The Revenant (O Regresso), por Rich McBride, Matthew Shumway, Jason Smith e Cameron Waldbauer
* Star Wars: The Force Awakens (Star Wars: O Despertar da Força). por Roger Guyett, Patrick Tubach,
Neal Scanlan e Chris Corbould

Daltopinião: As apostas estavam em dois filmes:
“Star Wars: O Despertar da Força” (que tinha minha
torcida) ou “Mad Max: Estrada da Fúria”, ambos
detentores de Efeitos Visuais arrebatadores, mas aqui
tivemos uma grande surpresa, que foi a vitória de
“Ex_Machina: Instinto Artificial”! Uma produção
modesta em se comparando aos dois blockbusters
citados, mas de incrível e inegável qualidade. É uma
enorme pena que este ótimo filme não tenha entrado em
cartaz nos cinemas brasileiros, tendo sido lançado
diretamente em DVD/Blu-Ray. Esta foi a primeira
indicação do quarteto Andrew Whitehurst, Paul Norris,
Mark Ardington e Sara Bennett

*SOUND EDITING*
*EDIÇÃO DE SOM*

* Vencedor: Mad Max: Fury Road (Mad Max: Estrada da Fúria), por Mark Mangini e David White

Também concorriam:

* Sicario (Sicario: Terra de Ninguém), por Alan Robert Murray
* The Martian (Perdido em Marte), por Oliver Tarney
* The Revenant (O Regresso), por Martin Hernandez e Lon Bender
* Star Wars: The Force Awakens (Star Wars: O Despertar da Força), por Matthew Wood e David Acord

Daltopinião: a disputa aqui era boa, apesar de tênue
favoritismo para “Mad Max: Estrada da Fúria”… e ele
acabou mesmo vencendo. A qualidade absurda do
trabalho da dupla Mark Mangini e David White
merecia mesmo sair vencedora, pois contribuiu para
levar o filme a um patamar acima. Mark Mangini
concorria pela quarta vez nesta categoria, já tendo
sido indicado anteriormente por “O Quinto Elemento”
(1997), “Aladdin” (1992) e por “Jornada nas Estrelas
4: A Volta para Casa” (1986), já David White
concorria pela primeira vez.

*SOUND MIXING*
*MIXAGEM DE SOM*

* Vencedor: Mad Max: Fury Road (Mad Max: Estrada da Fúria), por Chris Jenkins, Gregg Rudloff e Ben Osmo

Também concorriam:

* Bridge of Spies (Ponte dos Espiões), por Andy Nelson, Gary Rydstrom e Drew Kunin
* The Martian (Perdido em Marte), por Paul Massey, Mark Taylor e Mac Ruth
* The Revenant (O Regresso), por Jon Taylor, Frank A. Montaño, Randy Thom e Chris Duesterdiek
* Star Wars: The Force Awakens (Star Wars: O Despertar da Força), por Andy Nelson, Christopher
Scarabosio e Stuart Wilson

Daltopinião: E “Mad Max: Estrada da Fúria” seguiu
levando para casa os prêmios técnicos, provando a
incrível qualidade de sua produção. Mais uma vitória
merecida numa categoria cheia de concorrentes de
peso. Esta foi a quinta nomeação de Chris Jenkins,
que já havia vencido pelos seus trabalhos em “O
Último dos Moicanos” (1992) e “Entre Dois Amores”
(1985), e concorrido por “O Procurado” (2008) e “Dick
Tracy” (1990). Gregg Rudloff concorria pela sétima
vez, tendo vencido por “Matrix” (1999) e “Tempo de
Glória” (1999), e concorrido por “Sniper Americano”
(2014), “Argo” (2012), A Conquista da Honra (2006), e
“Mar em Fúria” (2000). Já Ben Osmo concorria pela
primeira vez.

*FOREIGN LANGUAGE FILM*
*FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA*

* Vencedor: Son of Saul (O Filho de Saul) – Hungria. Direção de László Nemes

Também concorriam:

* Embrace of the Serpent (El Abrazo de La Serpiente) – Colômbia. Direção de Ciro Guerra
* Mustang (Mustang) – França. Direção de Deniz Gamze Ergüven
* Theeb (Theeb) – Jordânia. Direção de Naji Abu Nowar
* A War (Guerra) – Dinamarca. Direção de Tobias Lindholm

Daltopinião: a grande favorita era mesmo a ótima
produção húngara, que já havia vencido o Globo de
Ouro na mesma categoria. É um tocante filme que fala
sobre o Holocausto, assunto que costuma agradar aos
votantes da Academia. Esta foi a nona vez que a
Hungria concorreu ao Oscar, já tendo vencido uma vez,
com “Mephisto” (1981), e sendo nomeada por “Hanussen,
o Profeta” (1988), “Coronel Redl”
(1985),”Job’sRevolt” (1983),”Confidence”
(1980),”Hungarians”
(1978), “Cat’s Play” (1974) e “Os Meninos da Rua
Paulo” (1968).

*DOCUMENTARY FEATURE*
*DOCUMENTÁRIO*

* Vencedor: Amy, por Asif Kapadia e James Gay-Rees

Também concorriam:

* Cartel Land, por Matthew Heineman e Tom Yellin
* The Look of Silence, por Joshua Oppenheimer and Signe Byrge Sørensen
* What Happened, Miss Simone?, por Liz Garbus, Amy Hobby e Justin Wilkes
* Winter of Fire, por Evgeny Afineevsky e Den Tolmor

Daltopinião: favoritíssimo, o documentário sobre a
grande cantora britânica Amy Winehouse, falecida com
apenas 27 anos em 2011, por abuso de substâncias
tóxicas, acabou mesmo vencedor. Uma personalidade
forte inundada em inúmeros problemas pessoais
privaram o mundo de uma de suas vozes mais poderosas.
Asif Kapadia e James Gay-Rees foram indicados pela
primeira vez, e já levaram as estatuetas douradas
para casa.

*DOCUMENTARY SHORT SUBJECT*
*DOCUMENTÁRIO – CURTA*

* Vencedor: A Girl in the River: The Price of Forgiveness, por Sharmeen Obaid-Chinoy

Também concorriam:

* Body Team 12, por David Darg e Bryn Mooser
* Chau, beyond the Lines, por Courtney Marsh e Jerry Franck
* Claude Lanzmann: Spectres of the Shoah, por Adam Benzine
* Last Day of Freedom, por Dee Hibbert-Jones e Nomi Talisman

Daltopinião: mais um Documentário em que o favorito
acabou vencedor. “A Girl in the River: The Price of
Forgiveness” conta a sofrida história da paquistanesa
Saba, que aos 18 anos de idade fugiu de seu pai e seu
tio por ter se apaixonado, acabou caçada por eles mas
conseguiu sobreviver para contar sua história. Esta
foi a segunda vez que Sharmeen Obaid-Chinoy
concorria, já tendo sido vencedor em 2011, pelo
Documentário-Curta “Saving Face”.

*SHORT FILM (ANIMATED)*
*CURTA DE ANIMAÇÃO*

* Vencedor: Bear Story, por Gabriel Osorio e Pato Escala

Também concorriam:

* Prologue, por Richard Williams e Imogen Sutton
* Sanjay’s Super Team, por Sanjay Patel and Nicole Grindle
* We Can’t Live without Cosmos, por Konstantin Bronzit
* World of Tomorrow, por Don Hertzfeldt

Daltopinião: olha aqui um Davi vencendo um Golias!
A bela animação chilena acabou derrotando o favorito
“Sanjay’s Super Team”, cria de ninguém menos do que a
Pixar! É a qualidade das animações sul-americanas
mostrando mais uma vez sua força neste Oscar. Esta
foi a primeira nomeação tanto de Gabriel Osorio
quanto de Pato Escala.

*SHORT FILM (LIVE ACTION)*
*CURTA-METRAGEM*

* Vencedor: Stutterer, por Benjamin Cleary e Serena Armitage

Também concorriam:

* Ave Maria, por Basil Khalil e Eric Dupont
* Day One, por Henry Hughes
* Everything Will Be Okay (Alles Wird Gut), por Patrick Vollrath
* Shok, por Jamie Donoughue

Daltopinião: o vencedor acabou sendo o drama
britânico que fala de um jovem com um distúrbio na
fala, que vive isolado e acaba se envolvendo num
relacionamento online. Em dado momento, ele resolve
encontrá-la pessoalmente e revelar a verdade sobre si
mesmo. Esta foi a primeira indicação da dupla
Benjamin Cleary e Serena Armitage no Oscar.

DALTO FIDENCIO
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