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Drummond Punk – As Canções do Submarino Quântico

Fernando Selmer, Léo Mandi e Sérgio Ponti apresentam a peça experimental baseada na obra de Carlos Drummond de Andrade e outros poetas.

o mundo que nos cerca passa por uma reforma nos seus aspectos humanos de comportamento e manifestação. Drummond Punk e as Canções do Submarino Quântico está em consonância com esse processo, principalmente ao que se refere a desconstrução. A peça experimental é um conjunto de fragmentos cênicos, musicais e literários, que desarrolha-se de modo não linear, o que faz emergir do caos, irrefreavelmente, a multisignificação.

A tríade já está junta há algum tempo, o que permitiu realizar diversos projetos, na São José dos Campos e fora dela, entre eles o Papel Precari e o projeto literário Traço um fanzine.

23/01/2006

Escritos desentocados…

A serra.

Somos o veículo que adentra pela neblina serrana, embaçada, desconhecida, perigosa, a cruzar com placas e sinais na contramão nos alertando para avançarmos com cautela e cuidado. Caso contrário, o risco de acidente é maior, e em meio a essa neblina, a esse nevoeiro, sempre descemos, como se envelhecêssemos, em direção a um abismo talvez, e assim descemos em busca de um prazer, de um sol, de um paraíso, de um descanso.

(Escritos desentocados… é uma seção de escritos que já estavam há um bom tempo entocados, ora em gaveta, ora outra numa pasta qualquer… E que agora, incentivados por este espaço virtual, de certa forma renascem, isto é, desentocam-se).

Sérgio Pontes

***

17/03/2006

Fernando Selmer
Léo Mandi
Sérgio Ponti

I
Posso atropelar alguns versos
Escrever poesia de traz pra frente
Ler um romance inteiro numa página só
E assassinar algumas rimas de amor,
docemente!
II
Posso ser o que não sou
Pode ser!
Pode ser qualquer coisa
Qualquer coisa que se sente
III
Posso fugir de mim ao seu encontro
Que nunca chega!
Nunca chega a existir
IV
Posso! cada vez mais um pouco
E ainda é pouco!
V
Estou cansado,preciso dormir…

Selmer/traço.

***

22/02/06

Solto sorridente no vazio
Com standers do ontem
Sem navio no espaço
Com moços bravios
Com moços putos
No cemitério sem flor
No jardim sem sol
Na casa sem sangue do mesmo
Sem cristianismo lícito
Ouvindo gaivotas no ar.
Sem valor?
Sem passado?
Rir do quê.

Léo Mandí

Veja a entrevista e saiba como tudo começou:

 

 

 

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