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Poemas indigestos


O politicamente correto que assassina a diversidade humana

Canção à mulher

A politica está um tédio. A poesia fotografa a alma.
Não me canso de voar, embora não tenha asas.
Sei que jamais estarei nas estantes das livrarias.
Bolso quase vazio. Contas a pagar.
Desejos inconfessáveis.
Inexisto diante do tempo.
Troco de corpos como de roupas.
Tenho a idade de diamantes.

Fêmea e Macho

Sei que caminho devagar no sol de verão.
Sei que não entendo muitos dos livros que já li.
Nem deste papo da não existência de sexo.
Desde que a humanidade existe há homens e mulheres.
Fêmea e Macho.
Agora a cor da roupa. O sexo é indiferente a cultura.
Sou contra a indecência do pré conceito.
Mas, e o pós conceito?!
Fêmea e Macho
Querem assassinar a diversidade de pensar em
nome de um pensamento único.

Em nome do deus mercado

Esta pós-modernidade onde se impõe o impensável
está criando neuroses.
Temos direito a tudo. E acabamos sem nada.
Quem dá mais?
Trinta moedas nos compra da infelicidade.
Esta pós-modernidade
Mata a diversidade em nome do consumo.
Cadê o direito a diferença?
Que nos torna indiferentes.

Joka

João Carlos Faria

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