Arte Elizabeth de Souza Literatura Poesia

Resposta Poética

Caro Domingos!

 

Quando eu nasci

ficava entre as árvores e os bichos

por isso não tinha noção

de quanta gente havia no mundo

mas fui crescendo devagar

até hoje não cresci tudo

e pude ver de forma bem clara

que é muita gente pra poucas árvores, animais, pedras, rios…

E vamos caminhando sobre nossa casa

misturando nossos pés

com lama e sangue

areia e água

pedra e pó.

Antes, parecia tudo tão bom

pessoas que davam as mãos

abraçavam de graça

e eram felizes sem saber

depois, ficamos arredios

paranoicos um pouco por dia

até chegar nessa histeria

em meio ao caos e a ordem.

Entrementes quem sabe

possamos vislumbrar

um novo amanhecer

nessa terra antes mãe

hoje, de ninguém.

Nesse útero quente e úmido

ainda há esperança

de brotar de forma complexa

ainda que perplexa

nossa musa POESIA.

E da Serra da Mantiqueira

devolvo o ósculo respeitoso e o forte amplexo

porque os irmãos das coisas fugidias

continuam do ponto que começaram

sem  abrir mão do UNI-VERSO.

Elizabeth

 

O Princípio da Incerteza

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