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SÃO TOMÉ.2

 

Roças esventradas

guardam intacta a dor dos contratados

numa renascida foto a preto e branco

se dilui o gesto e ecoa o pranto

se vislumbram rostos condenados

 

Roças fantasmas do passado

oferecem espantados meninos, dedos em riste

estendendo mãos sonhando guloseimas que não trouxe

pedindo apenas, serenos, com olhar doce

aforando a pele com olhos frágeis de tão tristes

 

Roças verdes

contam exuberantes memórias

ostentam partido um candelabro

num canto de gente lúgubre e macabro

guardam fragmentados átomos de História

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