Arte Literatura Poesia Ricola de Paula

30 de Abril

Ar…se…nal
de poemas

Ar…pão

Granadas
Ar…se…nal

olhos verdes
mareados
palmeiras
vento fresco
romance
rendado.

O começo da praia
com os capitães de areia
do Jorge Amado.

Não ri não.
Não tem glaça…

O capital simula
Outra tlapaça…

Abadejos e peixes
elétricos
se movem
Os dias engolem
as horas
perdidas
que não te vejo.
Que não te beijo.

Justos e expostos
No farol meus limites

As partículas da solidão desprendem-se
Inquietas permitem tal prazer incalculável
Insisto em ser feliz, mesmo que isso custe

Intolerante com a língua mastigo
As batatinhas, cansado, chipado.
Chonsky!..Chomsky!..Chonsky!.

Nave terra
faz tempo
que a gente ta nessa né! bixo.
Segurando com outros irmãozinhos
o freio de mão.
Despencando galáxia abaixo
Seguindo Velhas instruções
Piloto automático
sem garantias
do astronauta
“Arm/strong”

No começo ~~~~da onda
pré-amar. ~~~
dentro ou ~~~~
……… no final do tubo.

Sim eu te amaria um dia
Tipo perdido em canoa-quebrada
Ou numa rede de bilros
no delta do São Francisco

A língua plugada
na chave de grifo
Coloca meia sola
Esqueça o salto

Oh! Neófito
A escada não suporta
tua insistência tola
em querer subir.

 

Ricola de Paula

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