Arte Poesia Ricola de Paula

Bula de alerta

 

O caos afunda
mastro sem bandeira

Apontada a baioneta

Cabeça, peito,
da nação brasileira.

Congela minha livre
iniciativa.
Crucifica o futuro
de muitos.

Igrejas em confetes.
Zombar dos deuses
Quem sou eu “nunca”.
Seguir,
como?

O samba horrendo
que ensaia a escola
morfética.
Batucada americana
Ensaio em Mariana.

Incendeiam Brasília.

Oscar Niemeyer
Saliva o saburro
do seu charuto cubano.
Cospe sobre o teto
salarial do palácio
dos poderes.

Via satélite o Brasil
desamarra o burro.
pois a vaca
afogou-se
Ancorada no brejo.
O mundo
endurece.
Hermeticamente
fechado.
Estado sólido.
Em conserva.
Germina ditaduras.

Os grilos morrem nas poças
Poemas grilhotinas
Hemoglobinas avassaladoras
Sangrias desatadas

Ricola de Paula

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