Cultura Popular Entrevistas Luigi Bongiovani

O cantor e escritor Robson Lanziloti comemora 17 anos de carreira.

Na entrevista cedida a Luigi Bongiovani, fala das dificuldades de ser artista no Brasil e da alegria de encontrar pessoas das mais diversas culturas e inteligências no mesmo território.

Bongiovani: 17 anos de muitas maluquices ?

Robson: De pouca maluquice, mas de muita beleza. Hoje estou com um público muito cativante e vamos lotar essa casa hoje.(NABUK´S BAR)

Bongiovani: Uma das maiores alegrias e apuros nesses 17 anos?

Robson: Viver de música no Brasil é difícil pra caramba, passo apuros até hoje, minha salvação é esse leque de pessoas que fui abrindo nesta trajetória. Pessoas que me contratam , indicam, compartilham meu trabalho. Sou grato a todos. São eles que me sustentam. Eu amo o Brasil.

Bongiovani: Quais suas influências musicais?

Robson: A maior delas é Raul Seixas.

Bongiovani: Referente ao lado esotérico das canções do Raul, qual o tua relação com isso ?

Robson: Todo dia eu descubro alguma coisa quando ouço as músicas do Raul. Eu vim do berço evangélico no qual é pregado um sistema que acopla-se ao sistema externo. Quando comecei a ouvir Raul em 1985 nunca mais parei, e cada vez que eu ouço descubro um novo escritor, uma nova palavra. Com toda essa parte mística e esotérica dele, aconteceu uma espécie de “Big-Bang” no meu cérebro. Se hoje li Nietzsche, Fernão Capelo Gaivota, Sócrates e tantos outros escritores maravilhosos, devo isso a Raul. “Faça o que tu queres pois é tudo da lei”. Essa é a nossa força e alegria do mundo. Essa foi minha libertação.

Bongiovani: Qual o preço que você paga por viver essa LEI ?

Robson: Pago com emoção. Por ser um saudosista, me emociono sozinho quando estou em casa lendo e descobrindo alguma coisa ou quando estou no bar com a galera. É minha segunda fonte de emoção. Então eu pago com emoção que é a melhor energia que posso trocar com essa volúpia de informação e mística do Raul, na qual ele se jogou. Ainda não sou dono de mim mesmo, mas estou caminhando pra lá.

Bongiovani: Qual música você cantaria para a classe política nesse momento?

Não fosse o Cabral!
Raul Seixas

Tudo aqui me falta,
A taxa é muito alta,
dane-se quem não gostar!
Miséria é supérfluo,
O resto é que tá certo,
assovia que é pra disfarçar

….

Falta de cultura
Pra cuspir na estrutura e…
Que culpa tem Cabral?

Bongiovani: Você diz que se emociona quando está lendo, e quando está escrevendo? Fala pra nós do futuro do Robson como escritor.

Robson: Esse é meu segundo livro, de poesias, Linhas – 2016. Tenho um livro didático lançado em 1999, A Família das Vogais, assinado por uma coordenadora e psicóloga. Acredito que eu tenho que levar o que se passa no meu coração e mente pra nova juventude. Não vou salvar todo mundo, mas posso fazer a diferença à partir da minha casa. O fato de eu escrever é mais pelo sentido de ajudar a humanidade do que ser escritor. Acho que esse título escritor tem um peso muito grande, deixo isso para Ariano Suassuna.

Bongiovani: Projetos futuros, preparando algo para 2017-2018 ?

Robson: Bom, consegui publicar o livro. Tenho 3 cds editados e estou com novas composições, mas preferi segurar um pouco. Como está tudo muito caro, pensei em fazer o cd para os amigos, essa mesma galera que me carrega há 17 anos, vou fazer uma homenagem a eles. Vai sair a qualquer momento, daqui a pouco tá aí.

Bongiovani: Um recado pra essa galera que acompanha e incentiva a tua carreira.

Robson: Eu amo vocês, sem vocês não existiria Robson Lanziloti. Continuem contratando indicando que eu dou um beijo na boca de cada um depois, é promessa hein. (risos).

Contato para Shows: 12  98847 5661
https://www.facebook.com/robson.lanziloti

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