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Por que a coruja é o símbolo da sabedoria?

Foto tirada em Londrina – Por Elizabeth de Souza

Ela possui olhos adaptados para enxergar no escuro e seu olhar, para os gregos, parecia simbolizar a racionalidade.

Na mitologia grega, a coruja era a mascote da deusa Atena, geralmente relacionada à Lua. Ave noturna, ela possui os olhos adaptados para localizar suas presas sob a fraca luminosidade do luar, não suportando, por isso mesmo, a luz do Sol. Para os antigos gregos, esse olhar tornou as corujas, símbolo do conhecimento racional, em oposição ao conhecimento intuitivo. O primeiro tipo de conhecimento vem da reflexão racional sobre os fatos, enquanto a intuição vem da percepção simples e imediata das coisas. Ora, como as corujas se orientam pela reflexão (da luz solar na Lua) e não pela percepção direta (da luz solar), os gregos as associaram ao conhecimento, fruto da reflexão e da sabedoria.

Fonte: http://super.abril.com.br/superarquivo/1990/conteudo_111926.shtml

Foto tirada em Londrina – Por Elizabeth de Souza

A Coruja no mundo

África do Sul
A coruja é a mascote do feiticeiro zulu. E no xamanismo é reverenciada por enxergar a totalidade.

Argélia
Há a crença de que colocar o olho direito de uma coruja na mão de uma mulher dormindo fará com que ela conte tudo.

Austrália
Os aborígenes acreditam que a coruja representa o espírito da mulher. O espírito do homem é representado pelo morcego.

Babilônia
Origem do mito de Lilith, onde amuletos de coruja protegiam as mulheres durante o parto. O mito foi citado pela primeira vez no épico Gilganesh, escrito em 2000 a.C. Lilith era uma linda jovem com pés de coruja, que denunciavam sua vida notívaga. Ela era uma vampira da curiosidade, que dava aos homens o desejado leite dos sonhos.

Foto tirada em Londrina – Por Elizabeth de Souza

Brasil
Cantada por Tom Jobim em Águas de Março, Matita Perê é uma velha vestida de preto, com os cabelos caídos pelo rosto. Diz a lenda que ela tem poderes sobrenaturais e prefere aparecer nas noites sem luar, sob a forma de uma coruja.

Na tradição guarani, o espírito Nhamandu, o criador, manifestou-se na forma de coruja para criar a sabedoria.

No dicionário, o adjetivo corujeiro é um tremendo elogio. Significa alguém ou algo excelente, agradável e, o melhor, disposto a tudo.

Na linguagem popular, mãe coruja (ou avó coruja, tia coruja, pai coruja) é a mãe que acha seu filho o máximo, embora ele possa estar bem longe disso.

China
A coruja está associada ao relâmpago. Colocar efígies de coruja em casa protege contra os raios.

Estados Unidos
Entre os índios americanos, a coruja tinha muito poder:
Para os apaches, sonhar com ela significava a morte.
Os dakotas viam a coruja como um espírito protetor.
Os hopis tinham a coruja como guardiã do fogo.

França
A coruja é o símbolo de Dijon, cidade francesa. Há uma escultura de coruja na Catedral de Notre Dame, e quem passa a mão esquerda nela ganhar sabedoria e felicidade.

Grécia
Atena, a deusa da sabedoria e da guerra, ficou tão impressionada com a aparência da coruja que a tomou como sua ave favorita. Corujas faziam seus ninhos na Acrópole. Os gregos achavam que sua visão noturna vinha de uma luz mágica. Ela era um símbolo da cidade de Atenas, ao lado dos exércitos na guerra. As antigas moedas gregas (dracmas) tinham uma coruja cunhada no verso.

Índia
A carne de coruja é considerada uma iguaria afrodisíaca. Como ungüento, a carne também serve para curar dores reumáticas.

Inglaterra
A coruja branca servia para que os ingleses pudessem prever o tempo. Quando ouviam-na guinchar, significava que o tempo iria esfriar ou que uma tempestade estava chegando.
Os curandeiros ingleses curavam a bebedeira e a conseqüente ressaca com ovos de coruja Crus.
O costume britânico de pregar uma coruja na porta do celeiro para espantar o mal durou até o século XIX.

Marrocos
O Olho de uma coruja preso em um cordão no pescoço é um excelente talismã.

Peru
Cozido de coruja serve de remédio para quase tudo.

Roma Antiga
Ouvir o pio de uma coruja era presságio de morte iminente. As mortes de Júlio César, Augusto, Aurélio e Agripa foram anunciadas por uma coruja. A cena aparece na versão treatal Júlio César, de William Shakespeare. O bardo inglês ainda citaria a asa da coruja na poção de Macbeth.

Os romanos também acreditavam que, antes da batalha, quando uma coruja sobrevoa os soldados, era um sinal de vitória. Para elevar o moral das tropas, um general romano soltou corujas que pousaram sobre os elmos e escudos dos legionários. As tropas, animadas, capturaram Cartago em 310 a.C.

FONTE: Diálogo Médico, n.2, mar./abr. 2005. por Lu Gomes.

Filosofia e Coruja

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