Arte Literatura Poesia Ricola de Paula

Bula Alfa Beta

 

Funcional
Agregamos então
o elétron a eléctra.
Mesmo que tenhamos
que sofrer ao apaziguar
gregos platônicos.

Aceitar o presente
sem sofismas.

Sei que tento agravar o tempo.
Sorver o tema.
Tocar o lombo morno da gata.

Sei que tento.
Sempre segura
ando em brasa.

Afia suas garras
finalizando a meta.
Emplaca o desejo.

Em movimentos
intermitentes.

De novo segura suas pontas
Compreende a gama
Inté mesmo a palavra “Soma”.

Analisar a metamorfose.
Ter ciência sobre os fatos
certo que a serenidade
é o melhor dos ingredientes.

Como crescer fora das formas
que a sociedade nos assegura.
Querer fomentar sem fermento.

Longe dali a solidão mitológica.
Os cem olhos de Argos.
Colorindo a cauda do pavão.

Deixar miríades de estrelas brilhantes
não passarem despercebidas.

A sonata de inverno “Tânger” tange
outra realidade perto da Nubia.
Outro dia escuro na Somália
na Etiópia ou na Namíbia.

Ricola de Paula

5 Comments

  1. Oi Ricola pode me fazer um favor. É que me exilei do Facebook e estou sem acompanhar os poetas.
    Avise o Edu Planchez para me adicionar no watzap.
    Pelo menos sua poesia eu acompanho aqui no Entrementes.
    A bárbarie esta muito e demais.
    Abraços

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