aguardente

Edvard Munch, "The Day After", 1895 (fonte: https://www.wikiart.org/pt/edvard-munch/o-dia-seguinte-1895)

ironia que arde
como balde de água fria

agonia que se arrepende
da vontade jamais saciada

alegria que range
como ruído branco

urgência que atinge
toda bondade abandonada

história que foi contada
pra outro boi dormir

e eu continuo aqui,
esperando

– esperando

– – – esperando

//quênia lalita, 2025

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