AS MÁSCARAS DE OCASIÃO
Nos antigos teatros grego e romano era comum os atores usarem máscaras para interpretar papéis distintos, ou personalidades, em cena. Daí a origem da palavra personalidade, no latim “persona” (máscara) , e no grego “prósopon” (rosto). Assim, a grosso modo, personalidade é um conjunto de características individuais que definem uma pessoa.
Nos dias atuais, o grande problema do ser humano é procurar a fonte da felicidade fora de si mesmo. Com essa atitude ele não percebe que está sendo vítima de uma terrível ilusão, a ilusão da separatividade em seu próprio ser.
Como a felicidade é procurada no mundo exterior, ele deve submeter -se às regras desse mundo, acomodando-se aos vários papeis que lhe são exigidos.
O pior é representar esses papeis, ainda que a contragosto, identificar -se com essas máscaras, como se fossem sua realidade essencial verdadeira.
Ocorre uma desnorteante fragmentação interior, da qual a humanidade, em sua grande maioria não se dá conta. Há uma perda da “totalidade”, da Unidade interna.
Assim, dizemos “eu”, nem sempre sabemos de quem estamos falando: do nosso “eu”, tal como é visto pelos outros; o “eu”, tal como os outros gostariam que ele fosse; o “eu”, tal como ele pensa que os outros o percebem; o “eu,” tal como ele tem de ser e o “eu” tal como é realmente. A todo instante nos identificamos como nosso corpo, com nossas emoções, e nossos pensamentos. Não é nossa realidade essencial.
Já se tornou um lugar-comum afirmar -se que vivemos em uma época de divisões, fragmentações, conflitos. Porém, essa realidade é antiga, muito antiga. Afirmam os Mestres da Sabedoria Milenar que os primórdios dessa ruptura com a Unidade básica de todas as coisas começou com o evento chamado simbolicamente de A Queda do Homem relatado na Bíblia e em outros Livros Sagrados da Antiguidade.
Segundo esses relatos, nós, a humanidade, fomos perdendo gradativamente nosso contato e comunhão com as Divinas Hierarquias e com os Mundos Espirituais. Daí surgiu a ideia do Ego (a personalidade) como nossa única realidade. Caímos, então, na ilusão da separatividade, no mundo das “máscaras”.
Resta -nos, agora, reconhecer essas máscaras, transcendê-las, e através da espiritualidade encontrar nosso Ser verdadeiro, a essência que nos liga ao Divino.
Por Gilberto Silos
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