Biblioteca a céu aberto
Manhã do primeiro domingo de março. Lá fora o céu está nublado e escuro. Até parece metáfora das manchetes da edição impressa do ESTADÃO: “Estados Unidos atacam o Irã”. Entre as vítimas dos bombardeios há crianças. Não se pode prever onde o conflito poderá chegar.
No Caderno de Cultura do mesmo jornal, Leandro Karnal em sua crônica “As lições da história” escreve que “amamos a previsibilidade, mas o caos é o eixo estruturante da vida”.
Em busca de um pouco de leveza , refugio-me no caderno de arte e cultura. O poeta Ferreira Gullar foi muito preciso em sua frase “A arte existe porque a vida não basta”. Realmente, sem ela fica difícil encontrar sentido, transcendência e beleza no cotidiano. Leio com prazer as matérias publicadas nesse caderno.
Entre várias matérias interessantes , uma diz respeito ao projeto “Leituraço no Caribrejo” lançado na Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro. Trata-se de uma mobilização de leitura e circulação de livros em espaço público, com o objetivo de transformar a praia em uma grande biblioteca a céu aberto.
O evento foi idealizado e organizado pela produtora cultural Raquel Menezes em parceria com a Estante Virtual e outras instituições ligadas à cultura.
Os livros circulam entre banhistas, com a proposta de sentar na areia, abri-los e curtir sua leitura. Os interessados podem levar um ou mais livros e trocá-los com outras pessoas. O livro é um bem cultural vivo que deve ser compartilhado.
Projetos dessa natureza promovem o estímulo à leitura. Por que não criar algo semelhante em São José dos Campos?
Aqui não temos praias, mas contamos com parques como o Vicentina Aranha, Parque Santos Dumont e Parque da Cidade, espaços a céu aberto com boa estrutura e frequência nos finais de semana.
Fica aqui nossa sugestão para que as universidades, escolas, e instituições como SESC, Fundação Cultural Cassiano Ricardo abracem a ideia.
Por Gilberto Silos

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