Cláu Epiphanio participa da mostra “Tecendo histórias – arte têxtil latino-americana”

Joseense Cláu Epiphanio participa de mostra do Instituto Artistas Latinas

Artista de SJ dos Campos Cláu Epiphanio participa da mostra “Tecendo histórias – arte têxtil latino-americana”

Promovida pelo Instituto Artistas Latinas, a exposição apresenta no Rio de Janeiro a arte de mulheres que utilizam técnicas ancestrais de bordado, tecelagem e costura em diálogo com questões estéticas e conceituais contemporâneas.

Com representantes do Brasil, Argentina, Guatemala e Peru, mostra reúne 11 artistas e dois coletivos, evidenciando o protagonismo da arte têxtil em articulação com a ação política. A curadoria é de Francela Carrera, em colaboração com Ana Carla Soler e Carolina Rodrigues.

Exposição abre em 14 de março (sábado), com entrada gratuita, e vai até 14 de junho, no Sesc Tijuca.

Artistas: Ana Tereza Barboza (Lima, Peru), Angelica Serech (San Juan Comalapa, Guatemala), Cláu Epiphanio (S. José dos Campos, SP), Claudia Lara (Curitiba, PR), iahra (S. Gonçalo, RJ), Karine de Souza (Nova Iguaçu, RJ), Laís Domingues (Recife, PE), Mayara (Rio de Janeiro, RJ), Mónica Millán (B. Aires, Argentina), Nádia Taquary (Salvador, BA), Rafa Bqueer (Belém, PA), além dos coletivos Mulheres Atingidas por Barragens (Brasil) e Serigrafistas Queer (B. Aires, Argentina).

Natural de SJ dos Campos, a artista Cláu Epiphanio é uma das convidados pelo Instituto Artistas Latinas para a mostra “Tecendo histórias – arte têxtil latino-americana” no Rio de Janeiro. Dedicado à pesquisa, formação de acervo e ações educativas em artes visuais com foco na produção feminina da região, o instituto apresenta uma seleção de obras de 11 artistas e dois coletivos da Argentina, Brasil, Guatemala e Peru. Em foco, estão trabalhos que atualizam técnicas ancestrais em diálogo com questões estéticas e políticas contemporâneas. A curadoria é de Francela Carrera com co-curadoria de Ana Carla Soler e Carolina Rodrigues. Com entrada franca, a mostra abre no dia 14 de março (sábado) e vai até 14 de junho de 2026, na galeria do Sesc Tijuca, uma das maiores da Rede Sesc na região metropolitana do Rio.

Artista visual e muralista, Cláu Epiphanio investiga em sua pesquisa artística os labirintos da psique feminina e os arquétipos que atravessam o universo físico e simbólico, explorando as conexões entre natureza, corpo e existência. Em sua prática, transforma apetrechos domésticos em matéria poética — tecidos, bordados, tintas, madeira e cimento —, criando obras que articulam textura, memória e simbolismo. É graduada em Moda pela Universidade do Vale do Paraíba (2010) e possui especialização em Artes Corpo e Movimento pela Escola AR.CO, em Lisboa (2011). Aprofundou sua formação artística por meio de cursos livres, mentorias e da Residência Artística do SESC São José dos Campos (2024). Entre suas exposições recentes, destacam-se as coletivas NOT SAMO (Galeria 18, São Paulo, 2024), Singularidades (Galeria Poente, São José dos Campos, 2024) e o Salão de Arte de Jacareí (2024). Participou ainda da mostra Expressões Femininas (Galeria Poente, 2023) e realizou a individual Mergulho em Mim (Bee Colaborativa, 2022). Em 2021, foi responsável por mural na Mostra Nexus (Jacareí/SP) e, em 2020, esteve entre as dez finalistas de concurso cultural do Aeroporto de Brasília.

A arte têxtil vive hoje um momento de destaque nas artes visuais. “Anteriormente considerada uma arte menor, agora ganha força não apenas pela dimensão estética, mas também pelo sentido político que incorporou”, afirma a curadora Francela Carrera (https://www.linkedin.com/in/francelacarrera/). “Por isso, quis reunir mulheres latino-americanas que, em suas pesquisas artísticas utilizam tecidos, fios, teares e bordados como meios de reflexão crítica também”, completa. “Em maior ou menor grau, todas as participantes mantêm vínculos com movimentos sociais e abordam, em seus trabalhos, diferentes pautas e debates contemporâneos. Além de uma exposição de arte, ‘Tecendo histórias’ é uma articulação de vozes, saberes e lutas”, diz Paulo Farias, diretor artístico do Instituto Artistas Latinas.

Com expografia de Gisele de Paula (https://www.linkedin.com/in/gisele-de-paula-21a05268/), arquiteta da 36ª. Bienal de São Paulo, a mostra é dividida em cinco núcleos curatoriais. No eixo “Mobilização social”, as obras aparecem como instrumentos de denúncia e engajamento coletivo. Estão lá trabalhos do Coletivo Nacional de Mulheres do Movimento dos Atingidos por Barragens e das Serigrafistas Queer. A seção “Uma Geografia Sensível” traz criações têxteis de Ana Teresa Barbosa, Angelica Serech, Claudia Lara e Mayara, com narrativas de território por meio de cartografias íntimas e reflexões sobre ancestralidade e pertencimento. O núcleo “Têxtil Expandido – Corpo, Imagem e Performance” reúne iahra e Rafa Bqueer, com trabalhos que atravessam performance e moda, explorando diferentes processos para investigar as relações entre corpo, forma, matéria, ancestralidade e identidade. O núcleo “Retratos: presença e matéria” apresenta obras figurativas e de autorrepresentação. Karine de Souza, Laís Domingues e Mónica Millán investigam identidade e memória por meio do bordado, da impressão com materiais naturais e outras técnicas. Em “Espiritual e Sagrado”, a curadoria exibe trabalhos em bordado de Cláu Epiphanio e Nádia Taquary, que articulam temas como ancestralidade afro-brasileira, sagrado feminino e memórias do corpo.

Criado em 2019, o Instituto Artistas Latinas atua para ampliar e consolidar o reconhecimento da produção de mulheres na arte contemporânea. “A exposição entrelaça memórias, territórios e histórias de resistência, reafirmando a potência da arte têxtil como linguagem contemporânea e como fio condutor de novas narrativas”, finaliza Paulo Farias, fundador e presidente da instituição (https://www.linkedin.com/in/paulo-farias/).

SOBRE O INSTITUTO ARTISTAS LATINAS – https://www.artistaslatinas.com.br/

Criado em 2019, o Instituto Artistas Latinas atua para ampliar e consolidar o reconhecimento da produção de mulheres na arte contemporânea. Por meio de uma plataforma digital, reúne e disponibiliza informações de centenas de artistas de diferentes países, estruturando um panorama da cena regional, favorecendo intercâmbios de pesquisa e impulsionando conexões e parcerias. As redes sociais do Instituto funcionam como espaços de difusão, promovendo a visibilidade dos trabalhos, projetando as pesquisas das artistas para além das fronteiras geográficas e institucionais. Esse conjunto de ações viabiliza a presença do Instituto em diferentes territórios, com impacto direto em 12 países, por meio de iniciativas presenciais e digitais. Além disso, o Instituto desenvolve e difunde conteúdos diversos que promovem o diálogo na arte contemporânea, desenvolvendo ações educativas e de formação livre, organizando projetos de exposições e institucionais, oferecendo consultoria para coleções públicas e particulares, participando de feiras de arte e facilitando cursos voltados ao protagonismo feminino.

Arquivo pessoal da artista
Cláu Epiphanio

SERVIÇO

Exposição: Tecendo histórias – arte têxtil latino-americana
Local: Sesc Tijuca
Data: 14 de março a 14 de junho de 2026
Artistas: Ana Teresa Barboza, Angelica Serech, Cláu Epiphanio, Claudia Lara, iahra, Karine de Souza, Laís Domingues, Mayara, Mónica Millán, Nádia Taquary, Rafa Bqueer, além dos coletivos Mulheres Atingidas por Barragens e Serigrafistas Queer
Países envolvidos: Brasil, Argentina, Guatemala e Peru
Curadoria: Francela Carrera, com co-curadoria de Ana Carla Soler e Carolina Rodrigues
Endereço: R. Barão de Mesquita, 539 – Tijuca – Rio de Janeiro – RJ – CEP 20540-001
Realização: Instituto Artistas Latinas
Site: www.artistaslatinas.com.br
Instagram: @artistaslatinas

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