Não olhe para cima!

 

Não olhe para cima!

Vertical é o profundo, vasto e distante avesso da vida horizontal. Quem caminha pelo chão, iludido pelos véus que nunca se levantam, só imagina que é alguma coisa que nunca entendeu, mas gosta de se iludir.

O mundo tornou-se uma narrativa criada pela mídia e redes sociais. E todos vão seguindo o fio de uma historia criada para manipular e empurrar todos para o chão e nunca olhar para cima.

Ninguém olha para o céu, para a imensidão do Universo e prefere enxergar apenas o seu cotidiano e não pensar que poderia haver mais coisas além de nascer, crescer, reproduzir e morrer.

Os algoritmos tem bolas de cristal e determinam toda a trajetória de uma vida, escaneiam todas as emoções, sentimentos, pensamentos e ações de cada indivíduo e a que nicho ele pertence. Todos pertencem a algum padrão de comportamento que são determinados e determinantes.

E não se olha para o alto, para o infinito. E ao invés de adentrar as multidimensões, vai-se descendo por elas numa entropia viciante. E a cada dia que passa, vão se perdendo as percepções, as poucas que se tem em mãos.

E para que olhar para o alto se a lida horizontal toma conta dos sentidos e de toda a verdade que se poderia acessar?! Olhar para cima é buscar a verdade, a realidade do que realmente se é. É enxergar o nível que se encontra todo indivíduo e toda a humanidade, nesse momento.

E a verdade que está lá em cima, fica escondida embaixo; que está lá fora, esconde-se dentro; que está dentro de si, fica encoberta, tampada pelos véus de Maya. Acredita-se em tudo, menos na verdade. Busca-se desculpas e justificativas para todas as mentiras, para todas as ilusões e fugir é a melhor opção diante daquilo que assombra. A verdade perdeu o seu brilho e não consegue angariar seguidores. A horda caminha para o lado contrário dessa donzela.

Não olhar para cima é ficar no chão, é aceitar a mediocridade, a mentira e a ilusão de que se é alguma coisa. Na verdade não se é nada e estão todos sujeitos as Leis: – Do Universo, as Leis da Natureza e as leis da Balança; lei da gravidade, lei do pêndulo, lei da entropia, lei da relatividade, lei do retorno, lei da ação e da reação, lei dos opostos, enfim, sujeitos a essa roda de dores coletivas.

Mas pior do que viver sob as leis é ir aos poucos perdendo os instintos de sobrevivência em troca do mero vil metal dos mundos horizontais e sombrios. O materialismo está acima da vida e dos seres nessa encruzilhada em que caminham pelo pó do mundo, sem olhar para cima.

Nada é para sempre, nada é permanente e o tempo que nem existe, passa correndo enquanto caídos rolando pelo chão, não se olha para o alto – sem nunca olhar para cima.
Eita vida besta!

Elizabeth de Souza
271221

 

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*