O TEMPO, A VIDA, OS VENTOS
Em nossas vidas o tempo parece se rarefazer cada vez mais. Dele pouco sobra para o que nos agrada e torna felizes. É a queixa de muita gente. Daí surge a pergunta: o que estamos fazendo com o nosso tempo? Não seria mais sensato perguntar: o que estamos fazendo com as nossas vidas?
Há quem viva obsessivamente tentando controlar o tempo. Isso significa lutar contra o fluxo natural da vida. Reflete bem o pensamento equivocado dos nossos dias, esse horror ao inevitável e à imprevisibilidade.
Propomos, então, um pensamento para reflexão: “Quando desistirmos de tudo controlar e nos deixar fluir como um riacho manso e preguiçoso, finalmente nos descobriremos em nós mesmos”.
A cada instante a vida se renova e nós nos renovamos . Sem o perceber, somos o mesmo e dentro do mesmo somos outro.
A vida também é estrada e caminhada, sem refluxo do tempo. Os momentos tranquilos da vida pouco nos ensinam. Os desafios, entretanto, apesar de tudo, iluminam nosso caminho, se formos capazes de entender seu significado.
Segundo a “arte de viver”, a vida é feita de travessias, que deveriam conduzir não ao “ser mais” , mas ao “mais Ser”.
Ainda filosofando sobre o tempo, às vezes me perguntam sobre o peso dos anos que carrego. Para dizer a verdade, deixo tudo por conta do coração. Ele me provê leveza na caminhada.
Escutar os ventos é sabedoria. Lá fora há ventos soprando, anunciando novos caminhos. E, se há caminhos a percorrer, celebremos a vida, então!
Por Gilberto Silos
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