OSCAR 2026 – Comentários sobre todas as Categorias
* BEST PICTURE*
* MELHOR FILME*
* Vencedor : One Battle After Another (Uma Batalha Após a Outra)

Também concorriam:
* Bugonia
* F1 (F1 – O Filme)
* Frankenstein
* Hamnet (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet)
* Marty Supreme
* The Secret Agent (O Agente Secreto)
* Sentimental Value (Valor Sentimental)
* Sinners (Pecadores)
* Train Dreams (Sonhos de Trem)
Daltopinião: o aclamado longa de Paul Thomas Anderson era o franco favorito desde o começo da corrida pelo Oscar… muitas vezes vemos um favorito cair por terra quando a data vai se aproximando, mas não foi o que aconteceu desta vez. Deu a lógica e Uma Batalha Após a Outra acabou mesmo como o grande vencedor da noite (e além desta, levou mais outras 5 estatuetas para casa). Não é uma obra-prima, mas é um grande filme, sem dúvida, muito melhor que o vencedor do ano passado. Minha torcida era por Pecadores, apesar de saber que um filme de terror nunca venceu para Melhor Filme… bem, quem sabe um dia? Destaque também para um longa brasileiro estar na seleta lista dos melhores do ano, isso por si só já é uma inequívoca vitória. Em todo caso, o Oscar ficou em boas mãos, e vale lembrar que Uma Batalha Após a Outra também já havia vencido o Globo de Ouro, o BAFTA, entre vários outros prêmios, e acabou por fechar a temporada de premiações com chave de ouro.
*DIRECTING*
*MELHOR DIRETOR*
* Vencedor : Paul Thomas Anderson, por One Battle After Another (Uma Batalha Após a Outra)

Também concorriam:
* Ryan Coogler, por Sinners (Pecadores)
* Joachim Trier, por Sentimental Value (Valor Sentimental)
* Chloé Zhao, por Hamnet (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet)
* Josh Safdie, por Marty Supreme
Daltopinião: mais uma categoria em que a lógica prevaleceu. Paul Thomas Anderson já havia vencido para Melhor Diretor o BAFTA, o Critics’ Choice Awards, o DGA Awards, entre outros, e era o favorito destacado para levar o Oscar para casa também, e não tivemos surpresas… destaque também para os ótimos trabalhos de Chloé Zhao e Ryan Coogler, mas a consagração de Anderson foi merecida, ele que já havia concorrido por três vezes antes, sem sucesso, por Sangue Negro (2008), Trama Fantasma (2018) e Lucorice Pizza (2022).
* ACTOR IN A LEADING ROLE*
* MELHOR ATOR*
* Vencedor : Michael B. Jordan, por Sinners (Pecadores)

Também concorriam:
* Leonardo DiCaprio, por One Battle After Another (Uma Batalha Após a Outra)
* Ethan Hawke, por Blue Moon
* Timothée Chalamet, por Marty Supreme.
* Wagner Moura, por The Secret Agent (O Agente Secreto)
Daltopinião: já dizia Confúcio, “O Silêncio não comete erros “… Timothée Chalamet era o grande favorito nesta categoria, ele que havia se tornado o queridinho de Hollywood. Ele realmente fez um bom trabalho em Marty Supreme, papel que lhe rendeu o Globo de Ouro, mas nada que pudesse se comparar à atuação fantástica de Wagner Moura, ou mesmo a de Michael B. Jordan, que também concorriam. O 1° Oscar de Chalamet era quase certo, até ele começar a cavar sua própria sepultura, ao destilar arrogância contra outras formas de arte, em infelizes entrevistas, o que causou a revolta de seus colegas votantes. Mesmo o deslize tendo sido já no apagar das luzes para se entregar os votos, ainda deu tempo de soterrar as chances de Chalamet, que teve que ver a vitória ir para as merecidas mãos de Michael B. Jordan, que entregou uma atuação visceral (ou duas?) no fenomenal Pecadores, e levou merecidamente a estatueta dourada para casa, após um discurso emocionante, onde citou todos os (injustamente pouquíssimos) atores negros que foram laureados nesta categoria antes dele. Ótima e melhor surpresa da noite! O Oscar foi a 23ª premiação conquistada por Michael B. Jordan nesta Awards Season 2025… ninguém segura Fumaça e Fuligem!
* ACTRESS IN A LEADING ROLE*
* MELHOR ATRIZ*
* Vencedora : Jessie Buckley, por Hamnet (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet)

Também concorriam:
* Rose Byrne, por If I Had Legs I’d Kick You (Se Eu Tivesse Pernas, Eu te Chutaria)
* Kate Hudson, por Song Sung Blue
* Emma Stone, por Bugonia
* Renate Reinsve, por Sentimental Value (Valor Sentimental)
Daltopinião: outro prêmio em que todos já sabiam quem seria a vencedora… Jessie Buckley já havia vencido o Globo de Ouro, o BAFTA, o Critics’ Choice Awards e o Actor Awards (SAG) nesta temporada, e a consagração da ótima atriz irlandesa era apenas protocolar, como acabou mesmo acontecendo. O Oscar se redime do resultado insosso nesta categoria no ano passado, e premia uma verdadeira grandíssima atuação neste ano. Vitória mais do que merecida para Jessie Buckley, que finalizou a Awards Season 2025 com impressionantes 42 prêmios de Melhor Atriz!
* WRITING (ORIGINAL SCREENPLAY)*
* MELHOR ROTEIRO ORIGINAL*
* Vencedor : Ryan Coogler, por Sinners (Pecadores)

Também concorriam:
* Robert Kaplow, em colaboração com Nader Saïvar, Shadmehr Rastin e Mehdi Mahmoudian, por Blue Moon
* Ronald Bronstein & Josh Safdie, por Marty Supreme
* Eskil Vogt & Joachim Trier, por Sentimental Value (Valor Sentimental)
* Jafar Panahi, por It Was Just an Accident (Foi Apenas um Acidente)
Daltopinião: ah, que aprazível ver a vitória de Ryan Coogler, com um filme de Terror, nesta categoria! Foi apenas a segunda vez que isso aconteceu na história do Oscar, a primeira foi com “Corra!” de Jordan Peele. Coincidentemente, ambos são os únicos cineastas negros a vencer para Melhor Roteiro Original em 98 anos da premiação. Finalmente a Academia começa a corrigir injustiça históricas. Pecadores venceu aqui com todos os méritos, e o melhor roteiro, de longe, saiu laureado.
* WRITING (ADAPTED SCREENPLAY)*
* MELHOR ROTEIRO ADAPTADO*
* Vencedor : Paul Thomas Anderson, por One Battle After Another (Uma Batalha Após a Outra)

Também concorriam:
* Will Tracy, por Bugonia
* Guillermo Del Toro, por Frankenstein
* Chloé Zhao & Maggie O’Farrell, por Hamnet (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet)
* Clint Bentley & Greg Kwedar, por Train Dreams (Sonhos de Trem)
Daltopinião: mais uma vitória já muito esperada, sem surpresas. Paul Thomas Anderson era o franco favorito nesta categoria, e finalmente conseguiu levar o Oscar para casa, ele que já havia concorrido anteriormente, sem sucesso, pelos Roteiros Originais de “Boogie Nights” (1997), “Magnolia” (1999) e “Licorice Pizza” (2021), e pelos Roteiros Adaptados de “Sangue Negro” (2007) e “Vício Inerente” (2014). Mas neste ano tanto o Globo de Ouro quanto o Oscar de Direção ficaram com o talentoso cineasta estadunidense.
* ACTOR IN A SUPPORTING ROLE*
* MELHOR ATOR COADJUVANTE*
* Vencedor : Sean Penn, por One Battle After Another (Uma Batalha Após a Outra)

Também concorriam:
* Benicio Del Toro, por One Battle After Another (Uma Batalha Após a Outra)
* Jacob Elordi, por Frankenstein
* Delroy Lindo, por Sinners (Pecadores)
* Stellan Skarsgård, por Sentimental Value (Valor Sentimental)
Daltopinião: aqui não havia um favorito destacado, apesar da vitória de Stellan Skarsgård no Globo de Ouro. Minhas fichas iam para Sean Penn, mas apenas por puro feeling mesmo, e não é que acertei? Com sua marcante atuação como o obcecado coronel Lockjaw, ele garantiu a entrada para o seleto clube dos atores que possuem três Oscars na carreira, já que ele havia vencido duas vezes anteriormente para Melhor Ator, por “Sobre Meninos e Lobos” em 2004 e por “Milk: A Voz da Igualdade”, em 2009. E talvez espelhando o personagem que lhe deu a vitória, Sean Penn não compareceu à Cerimônia do Oscar, por estar viajando para a… Ucrânia.
* ACTRESS IN A SUPPORTING ROLE*
* MELHOR ATRIZ COADJUVANTE*
* Vencedora: Amy Madigan, por Weapons (A Hora do Mal)
Também concorriam:
* Elle Fanning, por Sentimental Value (Valor Sentimental)
* Inga Ibsdotter Lilleaas, por Sentimental Value (Valor Sentimental)
* Wunmi Mosaku, por Sinners (Pecadores)
* Teyana Taylor, por One Battle After Another (Uma Batalha Após a Outra)
Daltopinião: e viva os filmes de Terror! Que alegria ver a vitória de Amy Madigan, por sua atuação incrível em A Hora do Mal! Aos pouquinhos, bem devagar, o preconceito contra os longas de terror vai diminuindo na Academia, e isso é para se comemorar. Não posso deixar de falar que esta categoria foi a responsável por uma das maiores injustiças do Oscar deste ano, que foi a não indicação da magnânima Tânia Maria, uma força da natureza em O Agente Secreto, em detrimento de atuações absolutamente comuns, como foram as de Inga Ibsdotter e Elle Fanning, que aqui concorriam. “Ah, mas a Tânia Maria ficou poucos minutos em cena”… tudo bem, digam isso para a grande vencedora Amy Madigan, que ficou 14 minutos e 45 segundos em cena em A Hora do Mal.
* CASTING *
* MELHOR ELENCO *
* Vencedor : One Battle After Another (Uma Batalha Após a Outra), por Cassandra Kulukundis

Também concorriam:
* Hamnet (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet), por Nina Gold
* Marty Supreme, por Jennifer Venditti
* The Secret Agent (O Agente Secreto), por Gabriel Domingues
* Sinners (Pecadores), por Francine Maisler
Daltopinião: obviamente toda a minha torcida aqui era por O Agente Secreto, mas sendo realista, eu sabia que a disputa estava mesmo entre Uma Batalha Após a Outra e Pecadores, e o recém-criado Oscar de Melhor Elenco da história acabou indo para as mãos de Cassandra Kulukundis, que convenhamos, reuniu mesmo um elenco estelar e cheio de talento para o seu longa.
* ANIMATED FEATURE FILM*
* LONGA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO*
* Vencedor : K-Pop Demon Hunters (As Guerreiras do K-Pop), por Maggie Kang, Chris Appelhans e Michelle L. M. Wong

Também concorriam:
* Arco, por Ugo Bienvenu, Félix de Givry Sophie Mas e Natalie Portman
* Elio, por Madeline Sharafian, Domee Shi, Adrian Molina e Mary Alice Drumm
* Little Amélie or the Character of Rain (A Pequena Amélie), por Maïlys Vallade, Liane-Cho Han, Nidia Santiago e Henri Magalon
* Zootopia 2, por Jared Bush, Byron Howard e Yvett Merino.
Daltopinião: era talvez o prêmio mais previsível da noite, já que As Guerreiras do K-Pop simplesmente atropelaram todos os concorrentes em praticamente todos os prêmios da temporada, e sua vitória no Oscar era questão puramente protocolar. E deu a lógica, elevando essa animação sul-coreana ao nível de ícone.
* PRODUCTION DESIGN*
* DESIGN DE PRODUÇÃO (DIREÇÃO DE ARTE & CENÁRIOS)*
* Vencedor : Frankenstein, por : Tamara Deverell (Direção de Arte) e Shane Vieau (Cenários)

Também concorriam:
* Hamnet (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet), por Fiona Crombie (Direção de Arte) e Alice Felton (Cenários)
* Marty Supreme, por Jack Fisk (Direção de Arte) e Adam Willis (Cenários)
* One Battle After Another (Uma Batalha Após a Outra), por Florencia Martin (Direção de Arte) e Anthony Carlino (Cenários)
* Sinners (Pecadores), por Hannah Beachler (Direção de Arte) e Monique Champagne (Cenários)
Daltopinião: Hamnet e Pecadores apresentaram grandes trabalhos nesta categoria, mas o vencedor só podia ser mesmo Frankenstein, com o sublime trabalho realizado por Tamara Deverell e Shane Vieau. A dupla fez valer a palavra “arte” da categoria ao pé da letra, sem falar que os Cenários eram reais, nada da insípida CGI, até mesmo o barco no gelo em que a Criatura se encontra com Victor Frankenstein foi todo construído em tamanho natural. Vitória justíssima para o longa de Del Toro.
* CINEMATOGRAPHY*
* FOTOGRAFIA*
* Vencedor : Sinners (Pecadores), por Autumn Durald Arkapaw

Também concorriam:
* Frankenstein, por Dan Laustsen
* Marty Supreme, por Darius Khondji
* One Battle After Another (Uma Batalha Após a Outra), por Michael Bauman
* TrainDreams (Sonhos de Trem), por Adolpho Veloso
Daltopinião: e a única mulher que concorria nesta categoria deixou os homens comendo poeira! A Fotografia entregue por Autumn Durald Arkapaw em Pecadores foi esplêndida, e não se pode dizer que a vitória não foi merecida, mas o trabalho arrebatadoramente sublime do brasileiro Adolpho Veloso bem que poderia ter sido o vencedor também. Pesou contra ele estar concorrendo por um filme, digamos, um tanto quanto sonolento, enquanto Autumn concorria por um filme espetacular, e sim, isto não deveria contar nesta categoria, mas é inevitável que seja levado em conta.
* COSTUME DESIGN*
* FIGURINO*
* Vencedor : Frankenstein, por Kate Hawley

Também concorriam:
* Avatar: Fire and Ash (Avatar: Fogo e Cinzas), por Deborah L. Scott
* Hamnet (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet), por Malgosia Turzanska
* Marty Supreme, por Miyako Bellizzi
* Sinners (Pecadores), por Ruth E. Carter
Daltopinião: apesar dos fortes concorrentes, seria uma grande surpresa se o longa de Guillermo Del Toro não fosse o vencedor para Melhor Figurino, já que esse é uma das grandes forças do filme, pois Kate Hawley entregou um trabalho realmente impecável, sendo a laureada com todos os méritos. É uma pena que um filme visualmente tão fantástico tenha sido feito basicamente para o streaming… ele merecia meses de exibição na tela grande.
* FILM EDITING*
* MONTAGEM*
* Vencedor : One Battle After Another (Uma Batalha Após a Outra), por Andy Jurgensen

Também concorriam:
* F1 (F1 – O Filme), por Stephen Mirrione
* Marty Supreme, por Ronald Bronstein & Josh Safdie
* Sentimental Value (Valor Sentimental), por Olivier Bugge Coutté
* Sinners (Pecadores), por Michael P. Shawver
Daltopinião: muitos trabalhos de qualidade nesta categoria, já que a Montagem é a técnica que dá ritmo à narrativa de um filme, mas realmente Andy Jurgensen entregou um grandíssimo trabalho em seu longa, dando perfeita coesão, com ótimos cortes à história contada na tela. O Oscar foi para boas mãos.
* MAKEUP AND HAIRSTYLING*
* MAQUIAGEM & PENTEADO*
* Vencedor : Frankenstein, por Mike Hill, Jordan Samuel e Cliona Furey

Também concorriam:
* Kokuho, por Kyoko Toyokawa, Naomi Hibino e Tadashi Nishimatsu
* Sinners (Pecadores), por Ken Diaz, Mike Fontaine e Shunika Terry
* The Smashing Machine (Coração de Lutador), por Kazu Hiro, Glen Griffin e Bjoern Rehbein
* The Ugly Stepsister (A Meia-Irmã Feia), por Thomas Foldberg e Anne Cathrine Sauerberg
Daltopinião: mais uma categoria em que Frankenstein não poderia deixar de ser o vencedor. Jacob Elordi passava simplesmente cerca de 10 horas diárias (!) sendo maquiado, onde eram aplicadas 42 próteses de silicone, sendo 14 delas apenas na parte da cabeça e pescoço, para se transformar na Criatura que foi a alma do filme. Mike Hill, Jordan Samuel e Cliona Furey entregaram um trabalho de excelência, merecidamente reconhecido pela Academia.
* MUSIC (ORIGINAL SCORE)*
* TRILHA SONORA ORIGINAL*
* Vencedor : Sinners (Pecadores), por Ludwig Göransson

Também concorriam:
* Bugonia, por Jerskin Fendrix
* Frankenstein, por Alexandre Desplat
* Hamnet (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet), por Max Richter
* One Battle After Another (Uma Batalha Após a Outra), por Jonny Greenwood
Daltopinião: se a sensacional Trilha de Pecadores não fosse a vencedora aqui, seria um enorme Pecado, com o perdão do trocadilho infame. Ludwig Göransson
nos entregou um trabalho sublime, perfeito para ajudar a contar a história de um filme também ligado à música. Vitória mais do que merecida, mas senti a falta da ótima Trilha de Marty Supreme concorrendo por aqui.
* MUSIC (ORIGINAL SONG)*
* CANÇÃO ORIGINAL*
* Vencedor : K-Pop Demon Hunters (As Guerreiras do K-Pop), por “Golden”. Música e Letra de Ejae, Mark Sonnenblick, Joong Gyu Kwak, Yu Han Lee, Hee Dong Nam, Jeong Hoon Seon e Teddy Park

Também concorriam:
* Diane Warren: Relentless, por “Dear Me”. Música e Letra de Diane Warren
* Sinners (Pecadores), por “I Lied to You”. Música e Letra de Raphael Saadiq e Ludwig Göransson
* Viva Verdi, por “Sweet Dreams of Joy”. Música e Letra de Nicholas Pike
* Train Dreams (Sonhos de Trem), por “TrainDreams”. Música de Nick Cave e Bryce Dessner; Letra de Nick Cave
Daltopinião: minha torcida era pela belíssima “I Lied to You”, mas o mundo todo do Cinema já sabia que a vitória seria de “Golden”, que via colecionando vitórias por toda a temporada de premiação. Esta consagração foi histórica, pois ao vencer Melhor Animação e Melhor Canção Original, As Guerreiras do K-Pop se tornou o primeiro longa-metragem de animação da história a vencer mais de um Oscar, sem ser uma produção da Disney.
* VISUAL EFFECTS*
* EFEITOS VISUAIS*
* Vencedor : Avatar: Fire and Ash (Avatar: Fogo e Cinzas), por Joe Letteri, Richard Baneham, Eric Saindon e Daniel Barrett
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Também concorriam:
* F1 (F1 – O Filme), por Ryan Tudhope, Nicolas Chevallier,
Robert Harrington e Keith Dawson
* Jurassic World Rebirth (Jurassic World: Recomeço), por David Vickery, Stephen Aplin, Charmaine Chan e Neil Corbould
* The Lost Bus (O Ônibus Perdido), por Charlie Noble, David Zaretti, Russell Bowen e Brandon K. McLaughlin
* Sinners (Pecadores), por Michael Ralla, Espen Nordahl, Guido Wolter e Donnie Dean
Daltopinião: aqui obviamente o vencedor era protocolar… você pode ou não ser fã da saga épica da James Cameron, mas é simplesmente inegável que, sempre que houver um Avatar concorrendo em Efeitos Visuais, ele será o grande vencedor. Não há como bater a magia da lua Pandora e seus Na’vi nesta categoria. Vitória justíssima.
* SOUND*
* MELHOR SOM*
* Vencedor : F1 (F1 – O Filme), por Gareth John, All Nelson, Gwendolyn Yates Whittle, Gary A. Rizzo e Juan Peralta

Também concorriam:
* Frankenstein, por Greg Chapman, Nathan Robitaille, Nelson Ferreira, Christian Cooke e Brad Zoern
* One Battle After Another (Uma Batalha Após a Outra), por José Antonio García, Christopher Scarabosio e Tony Villaflor
* Sinners (Pecadores), por Chris Welcker, Benjamin A. Burtt, Felipe Pacheco, Brandon Proctor e Steve Boeddeker
* Sirât, por Amanda Villavieja, Laia Casanovas e Yasmina Praderas
Daltopinião: esta categoria busca a excelência na criação, gravação, edição e mixagem de todos os sons necessários para contar a história de um filme, e realmente o trabalho que os vencedores entregaram foi um belo exemplo disso, com o Som impecável de F1 – O Filme. Bela vitória, mesmo não tendo largado na pole position!
* INTERNATIONAL FEATURE FILM*
* LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL*
* Vencedor : Sentimental Value (Valor Sentimental) ~ Noruega

Também concorriam:
* The Secret Agent (O Agente Secreto) ~ Brasil
* It Was Just an Accident (Foi Apenas um Acidente) ~ França
* Sirât ~ (Espanha)
* The Voice of Hind Rajab (A Voz de Hind Rajab) – Tunísia
Daltopinião: obviamente toda a minha torcida (e também a de todo brasileiro de verdade que goste de cinema) era para uma vitória de O Agente Secreto, mas não se pode negar que o favorito da noite era mesmo o longa-metragem norueguês, com suas impressionantes nove indicações, nas mais diversas categorias, deixando claro que mesmo a vitória no Globo de Ouro não colocava o filme brasileiro como o favorito. Valor Sentimental é um drama sobre a difícil e complexa relação entre um cineasta veterano com as duas filhas, ele que foi um pai ausente por toda a vida, e agora tenta uma reaproximação. É um daqueles dramas intimistas que antigamente a Academia adorava premiar, e que numa espécie de revival, acabou se apaixonando neste ano. Em tempo, para quem acha que O Agente Secreto pode ser chamado de “perdedor”, vale lembrar que o longa de Kleber Mendonça Filho recebeu 77 premiações (!), além de 165 indicações (!!) pelo mundo afora, ao longo desta temporada de premiações do Cinema mundial.
* DOCUMENTARY FEATURE FILM*
* DOCUMENTÁRIO*
* Vencedor : Mr. Nobody Against Putin ~
por David Borenstein, Pavel Talankin, Helle Faber and Alžběta Karásková

Também concorriam:
* The Alabama Solution (Alabama: Presos do Sistema), por Andrew Jarecki e Charlotte Kaufman
* Come See Me in the Good Light (Embaixo da Luz de Neon), por Ryan White, Jessica Hargrave, Tig Notaro e Stef Willen
* Cutting Through Rocks (Rompendo Rochas), por Sara Khaki e Mohammadreza Eyni
* The Perfect Neighbor (A Vizinha Perfeita), por Geeta Gandbhir, Alisa Payne, Nikon Kwantu e Sam Bisbee
Daltopinião: muito interessante ver este documentário tão corajoso ser o vencedor nesta categoria, já que ele mostra a história de um professor russo que ousa registrar na escola em que trabalha, a propaganda pró-guerra após a invasão da Ucrânia, enfrentando a fúria do Kremlin.
* DOCUMENTARY SHORT FILM*
* DOCUMENTÁRIO – CURTA*
* Vencedor : All the Empty Rooms (Quartos Vazios), por Joshua Seftel e Conall Jones

Também concorriam:
* Armed Only With a Camera: The Life and Death of Brent Renaud, por Craig Renaud e Juan Arredondo
* Children no More: “Were and are Gone”, por Hilla Medalia e Sheila Nevins
* The Devil is Busy, por Christalyn Hampton e Geeta Gandbhir
* Perfectly a Strangeness, por Alison McAlpine
Daltopinião: este importante documentário em curta-metragem da Netflix aborda um assunto delicado… a dor das famílias estadunidenses após tiroteios em escolas. O nome da obra se dá devido ao jornalista Steve Hartman e o fotógrafo Lou Bopp registrarem quartos de crianças mantidos intactos mesmo após elas terem partido deste plano, vítimas dos ataques.
* ANIMATED SHORT FILM*
* CURTA DE ANIMAÇÃO*
* Vencedor : The Girl who Cried Pearls, por Chris Lavis e Maciek Szczerbowski

Também concorriam:
* Butterfly, por Florence Miailhe e Ron Dyens
* Forevergreen, por Nathan Engelhardt e Jeremy Spears
* Retirement Plan, por John Kelly e Andrew Freedman
* The Three Sisters, por Konstantin Bronzit
Daltopinião: toda a minha torcida aqui era por The Girl who Cried Pearls, por um motivo simples… eu sou apaixonado por animações em stop-motion, e a torcida deu certo! Numa época em que a insípida IA impera, é um enorme prazer ver uma produção feita literalmente de forma artesanal, que levou 5 anos para ser concluída, deixar a concorrência a ver navios. Vitória poética!
* LIVE ACTION SHORT FILM*
* CURTA-METRAGEM*
* Vencedores : The Singers (Os Cantores), por Sam A. Davis e Jack Piatt e também Two People Exchanging Saliva, por Alexandre Singh e e Natalie Musteata

Também concorriam:
* Butchers Stain, por Meyer Levinson-Blount e Oron Caspi
* A Friend of Dorothy, por Lee Knight e James Dean
* Jane Austen’s Period Drama, por Julia Aks e Steve Pinder
Daltopinião: empate no Oscar? Pode isso? A resposta é… sim! Apesar de raríssimo, isso não é inédito, e foi a terceira vez que tivemos mais de um vencedor numa categoria. “Os Cantores” mostra uma competição musical improvisada em um bar, que acaba por transformar uma noite solitária em um momento de pura harmonia… já o francês/estadunidense “Two People Exchanging Saliva” mostra um cenário distópico onde o beijo é proibido, e o curta usa essa premissa para explorar temas como intimidade e repressão. Pode ser visto de forma gratuita no YouTube… recomendo!
DALTØ FIDENCIØ
nils satis nisi optimum
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