São José dos Campos: A Capital da Censura

São José dos Campos: A Capital da Censura

São José dos Campos se consolida como a capital nacional da censura. E o título não poderia ser mais merecido. Em meio a uma série de ataques covardes contra projetos culturais e artistas essenciais, testemunhamos a mais nova e vergonhosa afronta: a censura brutal à Milly Lacombe, uma ordem direta do prefeito da cidade. Este prefeito, que se porta como um déspota, acredita ser o dono da cidade, rasgando os princípios democráticos e pisoteando a liberdade de expressão – a mesma que eles querem pra falar merda e cometer crimes.

É revoltante a censura em São José dos Campos, chancelada por uma Câmara de Vereadores conservadora e subserviente, demonstrar tamanha incapacidade de conviver com o contraditório. As instituições que deveriam servir à população estão sendo sistematicamente desmanteladas em prol de obras melomaníacas. As autarquias que sempre foram modelos e motivos de orgulho, são sucateadas, virando apenas peças de um jogo político, descumprindo seus compromissos sociais. A educação é precarizada, com professores sendo substituídos por cuidadores, um escárnio contra o ensino. A Fundação Cultural, responsável por cuidar da cultura, é alvo de um verdadeiro desmonte: cortes drásticos no número de vagas de oficinas, contratos de oficineiros cada vez mais curtos, orçamentos de festivais reduzidos. Fecham-se espaços e projetos essenciais são enterrados. A AFAC, além de corroborar com o silenciamento, deveria valorizar os artistas, mas paga os menores cachês… A Fundhas, assim como as outras, carece de concurso, recurso e valorização dos trabalhadores…

Isso é cidade inteligente? Isso é educação 5? Isso é capital da cultura? Não. É Hipocrisia, é marketing, é business. O que se vê, no fundo, é um governo que sequestrou as autarquias, transformando-as em feudos para defender seus próprios interesses e silenciar qualquer voz dissidente. Para nós, que lidamos com a palavra, podemos resumir o problema a uma só: DIRETORIA, ou com licença poética: bundamolismo. Se as autarquias estivessem em plena saúde democrática as respectivas diretorias estariam a favor da sociedade, defendendo o interesse público e não o do prefeito.

A censura a Milly Lacombe não é um erro isolado. É o mais novo capítulo de uma história de perseguição e retrocessos que mancha a cidade. Um episódio que jamais será esquecido ou perdoado. Declaramos apoio incondicional a Milly Lacombe e reafirmamos: censura nunca mais! Basta de censura! Basta de autoritarismo!

O prefeito tentou calar Milly Lacombe, mas não vamos nos silenciar. A FLIM é do povo, da cultura, da diversidade! Nesta sexta-feira, às 18h, no Vicentina Aranha, mulheres, LGBTI+ e todxs que defendem a liberdade de expressão vão ocupar a festa literária contra a censura.  Venha com sua voz, sua arte, seu corpo e sua palavra.  Mostremos que São José dos Campos não se curva ao obscurantismo.  Cultura é pluralidade, democracia e resistência!  Ocupar é resistir! Ocupar é garantir que a literatura e a arte permaneçam livres! Não aceitaremos censura! A exclusão de Milly Lacombe da FLIM 2025 é um ataque à liberdade de expressão e à diversidade cultural.

Chamamos tod@s ao BOICOTE SOLIDÁRIO: Os grupos que se apresentarão não devem ser prejudicados — respeitamos e defendemos o trabalho artístico. Que façam seus shows e apresentações, mas o público não compareça. Toda a nossa força deve estar na ocupação coletiva contra a censura no dia e horário convocados pelo movimento.

 ✊ O boicote é uma ferramenta legítima de impacto econômico e político. Só assim essa gente conservadora entenderá que não aceitaremos retrocessos. Cultura é diversidade, liberdade e resistência!

Maria Carolina de Benguela

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