Deus sujo
Joka Faria
Como diria a música: “A tarde está chorando por você”.
Neste sábado eu iria ver os rumos da eleição no centro da cidade. E um amigo se esqueceu de ligar… Desliguei o celular e tirei um cochilo entre o céu e o inferno. E acabei descobrindo uma peça de teatro, um monólogo, Deus sujo, num espaço que já foi Liberdade, na Fundação Cultural Cassiano Ricardo.
Antes de sermos jogados na privada, de darem a descarga e de irmos embora desta dimensão, vamos vivendo o hoje. A temperatura combina para ficar em casa, de 20 a 24 graus… Quero um lugar na Mantiqueira com esta temperatura o ano todo.
Deus sujo é um monólogo que quero ver e ainda não consegui assistir. Hoje imaginei um roteiro de cinco minutos para as redes sociais: um filme em preto e branco, mudo e com uma trilha musical inigualável, instrumental. Divulguei a ideia em grupos de WhatsApp, para as pessoas e agora no Entrementes. O cinema é uma linguagem de cinco minutos ou de uma hora e meia. Estou revendo a saga Star Trek na Netflix. Tem alguma coisa em que os americanos são dignos, além do absurdo de quererem interferir na soberania dos países para roubar e pilhar.
Esta peça de Alex Cardoso, com direção de Reginaldo Nascimento, já é considerada um marco, e hoje irei prestigiá-la. Ficarei sem minha torta do McDonald’s.
Mas ver o teatro ocidental, criado pelos gregos, é maravilhoso. No Oriente não tenho as referências. Desculpem eu ser eurocêntrico neste texto, mas estamos no Sul Global. Estamos o tempo todo em desconstrução, e após esta peça as ideias e os sentimentos irão vir à tona…
Vale a pena assistir inúmeras vezes excelente atuação e dramaturgia
João Carlos Faria
3 de outubro de 2026, sábado.

“Deus Sujo” é um espetáculo teatral solo interpretado por Alex Cardozo, com dramaturgia e direção de Reginaldo Nascimento e direção de ator por Amalia Pereira. A peça tem duração aproximada de 60 minutos e classificação indicativa de 12 anos. Na trama, o personagem Riobaldo é um homem-rio livre da terra que testemunha as ações humanas e narra sua trajetória, desde o nascimento até tempos de tormenta, como um alerta à consciência coletiva. O texto utiliza a imagem do rio como uma metáfora poética sobre a fragilidade da vida, a persistência da natureza e a urgência de encarar a nossa vulnerabilidade diante das agressões ambientais cotidianas.
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