Como explicar sobre guerras e conflitos para crianças?

Como explicar sobre guerras e conflitos para crianças?

Com a intensificação de conflitos internacionais e a grande circulação de informações nas redes sociais, especialistas em educação alertam para a importância de famílias conversarem com crianças sobre guerras e atualidades. Para a diretora pedagógica do Colégio Joseense, em São José dos Campos, Rogéria Sprone, é fundamental que pais e responsáveis conversem com as crianças sobre acontecimentos atuais, sempre respeitando a faixa etária e utilizando uma linguagem apropriada.

“As crianças e os jovens têm hoje um acesso muito fácil à informação. Por isso, é importante que os adultos ajudem a contextualizar os fatos e orientem esse contato com as notícias, evitando que eles sejam impactados por informações falsas ou distorcidas”, explica Rogéria.

Conversar sobre temas complexos, como guerras e conflitos internacionais, pode também se transformar em uma oportunidade para trabalhar valores importantes na formação das crianças. Esses assuntos permitem discutir princípios como respeito, empatia, convivência entre povos e a importância da resolução pacífica de conflitos. A partir das notícias, podemos ajudar os alunos a desenvolver senso crítico e uma visão mais ampla de mundo.

Abordar o tema deve sempre considerar a idade da criança. Com os mais novos, a explicação deve ser mais simples e leve, utilizando recursos que facilitem a compreensão. Com crianças menores, é possível usar mapas para mostrar onde os países estão localizados ou até construir uma linha do tempo com os acontecimentos que antecederam determinado conflito. Esses recursos visuais ajudam muito na compreensão. A tecnologia também pode contribuir nesse processo, desde que haja acompanhamento dos responsáveis. Plataformas digitais oferecem conteúdos educativos que explicam acontecimentos internacionais de forma didática. O YouTube, por exemplo, tem canais educativos e bem produzidos que explicam esses temas de maneira clara. Mas é fundamental que os pais acompanhem e monitorem o que os filhos estão assistindo.

“Aqui no colégio incentivamos rodas de conversa, debates e atividades interdisciplinares para discutir assuntos do cotidiano. Muitas vezes os próprios alunos trazem dúvidas ou temas que viram nas notícias, e aproveitamos essas situações como oportunidades de aprendizagem”, conta Rogéria Sprone.

Para a educadora, a parceria entre escola e família é essencial para a formação de crianças e jovens mais conscientes.“É muito importante que escola e família caminhem juntas. Esse diálogo fortalece a formação dos estudantes e cria um ambiente em que eles se sentem seguros para perguntar, refletir e compreender melhor o mundo em que vivem”, conclui.

Amanda Galdino
amanda@drcomunicacao.com
(11) 95569-8400

Imagem extraída do site: https://www.indsh.org.br/

 

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