Forró se atualiza no som e na coreografia sem perder a alma nordestina

Cultura/Música: Forró se atualiza no som e na coreografia sem perder a alma nordestina

Gênero musical símbolo do Nordeste segue conquistando novas gerações e reafirmando sua importância como patrimônio imaterial da cultura brasileira

Tradicional expressão da cultura nordestina, o forró segue se reinventando e conquistando novas gerações. Para o professor Ari Colares, professor do Curso de Música da Faculdade Santa Marcelina, essa longevidade do gênero está diretamente ligada à sua capacidade de absorver novas influências, tanto no corpo quanto no som.

“O elemento coreográfico vive sendo renovado”, afirma Colares. “As pessoas vão juntando passos que podem ser vistos na gafieira, na soul music, nas danças de salão. Essa corporeidade no forró está sempre sendo atualizada.” A dança a dois, característica do estilo, vem se transformando ao incorporar manejos e passos vindos de diferentes tradições coreográficas urbanas e populares.

Na música, o trio clássico estabelecido por Luiz Gonzaga — sanfona, zabumba e triângulo — também é reinterpretado. Segundo o professor, é cada vez mais comum ver músicos substituírem ou complementarem os instrumentos tradicionais com set-ups percussivos mais complexos, incluindo pratos, blocos e outros efeitos. “Há um grupo chamado Bicho de Pé cujo percussionista, Chica Brother, toca um set maior que inclui caixa e outros instrumentos. E temos nomes como Éder Rocha, que criou a ‘zabumbatera’, misturando zabumba, bateria e outros instrumentos em um mesmo kit”, diz.

Além das inovações, Colares também destaca um movimento de resgate histórico: o retorno dos forrós de rabeca, instrumento que antecede o acordeom na tradição nordestina. “Tem um músico muito interessante chamado Filpo Ribeiro, da nova geração, que além de tocar também constrói rabecas e busca difundir esse repertório ancestral.”

Para o professor, a vitalidade do forró está na sua pluralidade e no diálogo constante entre tradição e invenção. “Sempre tem alguém que traz novos elementos: baixo, teclado, outras harmonias e melodias. E, ao mesmo tempo, há quem olhe para trás, para manter vivo o que veio antes”, conclui.

Sobre a Faculdade Santa Marcelina

A Faculdade Santa Marcelina é uma instituição mantida pela Associação Santa Marcelina – ASM, fundada em 1º de janeiro de 1915 como entidade filantrópica. Desde o início, os princípios de orientação, formação e educação da juventude foram os alicerces do trabalho das Irmãs Marcelinas. Em São Paulo, as unidades de ensino superior iniciaram seus trabalhos nos bairros de Perdizes, em 1929, e Itaquera, em 1999. Para os estudantes é oferecida toda a infraestrutura necessária para o desenvolvimento intelectual e social, formando profissionais em cursos de Graduação e Pós-Graduação (Lato Sensu). Na unidade Perdizes os cursos oferecidos são: Música, Licenciatura em Música, Artes Visuais, e Moda. Já na unidade Itaquera são oferecidas graduações em Psicologia, Administração, Ciências Contábeis, Enfermagem, Fisioterapia, Medicina, Nutrição, Tecnologia em Radiologia e Tecnologia em Estética e Cosmética. Além disso, há também a opção de cursos na modalidade de ensino a distância, que incluem Administração, Gestão Comercial, Gestão Hospitalar e Gestão de Recursos Humanos.

 

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