O amor de Aninha
Nos olhos, a expressão sofrida,
nos lábios, a palavra contida,
nas mãos, o contorcer da angústia;
o corpo teso, numa quase explosão;
a imensidão da dor, pelo afeto negado;
a humilhação pelo amor mendigado.
Mas, um dia Aninha entendeu
que a dor era o irromper da semente
que continha um amor mais vasto,
aquele que sobrevive à solidão;
é o amor pela própria essência,
quando o coração ousa proclamar:
eu me amo, com toda paixão!
Por Gilberto Silos
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