Onde foi parar nosso desejo por revoluções?
Joka Faria
Dias estranhos, em que as palavras são distorcidas. Andam meio distraídas.
Tenho recebido críticas de que não sou eu — o mesmo. Então, este é sem revisão do GPT, que dizem distorcer minhas palavras.
Sempre sou eu em minha voz. Mas, para assegurar… Dizem que perdi leitores.
Mas leitores que nunca soube ter?
Deveria sair da mesmice e escrever roteiros. Mas tudo é tão previsível.
O tempo está a favor ou contra nós?
Tenho a impressão de que vinte e quatro horas hoje já são dezoito de um tempo atrás — andamos quase sem tempo.
Num eterno cotidiano.
Onde foi parar nosso desejo de revoluções?
O cotidiano nos tira a esperança.
E a luta de uma comunidade para manter seu parquinho reacende desejos.
O local, na zona norte de São José dos Campos, chama-se Vila Unidos.
Não sei o desfecho de hoje, mas vi ali esperança na humanidade.
O povo se junta por uma praça.
Uma praça — em tempos em que tudo é pressa.
Praça simboliza reflexão, vida, vento, respiração.
Quero fazer um pedal até esse local, próximo à Serra da Mantiqueira.
Ali merece um ponto de cultura erguido por sua comunidade aguerrida.
Sem sonhos, sem vida — neste mundo que mercantiliza até as esperanças.
João Carlos Faria
14 de outubro de 2025, terça-feira.
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