Pais e filhos redescobrem a arte como ponte de afeto em meio à rotina acelerada

Pais e filhos redescobrem a arte como ponte de afeto em meio à rotina acelerada

Dados apontam queda no tempo de qualidade entre pais e filhos e vivências de arteterapia surgem como resposta sensível e acessível

Em um cenário de excesso de telas, trabalho remoto e agendas lotadas, muitos pais têm redescoberto o valor de criar com os filhos, longe dos dispositivos e perto do essencial: o vínculo. A reconexão familiar, hoje, passa também pela arte. Segundo dados do IBGE, 70% das famílias sentem que passam pouco ou nenhum tempo de qualidade juntas, um alerta que se intensificou após os anos de isolamento social.

Nesse contexto, o Meu Ateliê, espaço de arteterapia idealizado pelo artista plástico Samuel Caixeta em São Paulo, vem se consolidando como um ponto de encontro para famílias que buscam mais presença emocional em sua rotina. De terça-feira a sábado, o local abre as portas para crianças e seus responsáveis participarem de vivências que estimulam a expressão livre, o acolhimento e o afeto por meio da criação artística.

“Não é sobre a obra pronta, é sobre o que acontece enquanto ela é feita. Quando pais e filhos pintam juntos, eles estão se ouvindo sem dizer uma palavra. É ali que mora a potência da arte. Levamos experiência e proporcionamos momentos únicos para as famílias, a criação dessa memória familiar é algo que vai ser levado para sempre”, comenta Samuel Caixeta, artista plástico neoexpressionista e fundador do Meu Ateliê.

A proposta vai além do entretenimento. As oficinas unem cuidado emocional e criatividade, promovendo experiências que ajudam a reduzir o estresse, fortalecer a escuta e melhorar o diálogo entre gerações. Em cada sessão, pais e filhos mergulham em atividades como pintura espontânea, colagem afetiva e construção simbólica, sempre mediados por profissionais formados em arteterapia.

“A arte é para todos, crianças, famílias, escolas. Não existe público ideal, existe apenas o desejo de viver a experiência. Inclusive, cada vez mais médias e grandes empresas têm procurado o ateliê como forma de cuidar de seus times, oferecendo momentos de pausa e conexão verdadeira, provando ser um ativação válida para interação em todos os grupos”, finaliza Samuel Caixeta, artista plástico e fundador do Meu Ateliê.

Meu Atelie – entrada

 

Carolina Cristina da Silva
carolina@doisces.com.br
(11) 96319-6006

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