Rainha do Carvão
João Carlos Faria
Estes dias descobri as histórias sobre a Tartária, uma lenda como a Atlântida. Sei que estamos num desenlace de uma já terceira guerra? Pressão para reeleger Lula para não virarmos uma Argentina e termos mais perda de direitos. Como diria a canção de Renato Russo, vivemos num mundo doente. E Raul Seixas, quem não tem colírio usa óculos escuros.
Mas a vida é algo estranho, nascemos e estamos aqui. Crescemos e temos que ganhar a vida, e a maioria não irá enriquecer. Da Tartária cheguei a Nicolas Tesla. Uma civilização que, segundo Marcelo Marins, foi embora deste planeta. Mas tudo é história ou estória. Sou um ficcionista, se bem que mais para crônicas.
A vida é estranha, assisti a um filme argentino na Netflix, Rainha do Carvão, que conta a história real de uma mulher trans. Que roteiro bem construído, mostrando as minas de carvão na Argentina, não o lado turístico. E como ela é expulsa de casa e acolhida por outra mulher trans, consegue o trabalho na mina de carvão. Mas sem spoiler. É uma narrativa do universo LGBT, sem glamour, sem ser panfletário. Afinal, nós humanos não estamos dentro de caixinhas. Somos uma multidão cheia de talentos e defeitos, não só um amontoado de egos.

Tartária, universo trans, LGBT, guerra escrota no Oriente Médio, e governos ainda só nos bastidores. Ah, seu moço do disco voador, nos dê uma carona. Façamos por merecer. Afinal, um cidadão interfere nos acontecimentos? Esta mulher retratada no filme mostrou que sim, com sua luta as mulheres puderam trabalhar nas minas. Trabalho bem duro, mais que na construção civil. Mas a vida é mágica, mas as lutas sociais são árduas. Mas devemos seguir. Que tal um café para refletir este apocalipse diário?
Joka Faria
Segunda-feira, 9 de março de 2026, 01:10 minutos.
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