Ruínas de um velho homem

Ruínas de um velho homem

Às vezes um poema bate tão forte quando o lemos que marca a alma.
Acabei de ler um de Juracy Ribeiro. Que vontade de seguir escrevendo. Naquela linha. Continuar. Um poema que daria uma série sobre a masculinidade tão desgastada que precisa ser reinventada.
O poema curto já inicia com “sou homem forte”. Mas que fortaleza é esta nesta era em que tudo se questiona?
É preciso achar um novo papel para os homens. Em dias de feminicídios, com tantos covardes do sexo masculino. O movimento LGBTQIA+ está aí, mas qual o papel do homem cis hétero?
Inventaram este tal de “cis”. Mas nós, humanos, somos múltiplos. Ir além do que é convencional se faz necessário. Ir além na redefinição de papéis. Em tempos de monstros da extrema direita, a liberdade urge.
Leiam Juracy Ribeiro.
Leiam poetas.
Somos palavras.
Somos humanos.

 

Joka Faria
9 de janeiro de 2026.

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