Uma nova ordem mundial?
A partir deste momento, inicia-se uma nova fase para a humanidade. Os ventos da mudança nos favorecerão como indivíduos, como nação e como participantes de um mundo globalizado?
A noção de um poder hegemônico parece estar desabando, abrindo caminho para um novo paradigma. Estaríamos testemunhando o alvorecer de uma nova ordem mundial, surpreendentemente positiva e harmoniosa? Ou ainda persistem os resquícios de uma velha ordem, caracterizada pelo bilateral e pela busca da supremacia?
O mundo caminha para o multilateralismo, um cenário onde o respeito à soberania de cada nação é um dever. A negociação é a melhor opção ao invés da tomada de riquezas pela força. Povos necessitam uns dos outros, tornando a cooperação e o compartilhamento as opções mais sensatas, em detrimento da invasão e do saque. Seria o fim das guerras uma possibilidade real ou apenas uma utopia?
O discurso de Xi Jinping, em 01 de setembro de 2025, dita o ritmo para um mundo que anseia por mais harmonia e respeito. Afinal, o tempo das supremacias está chegando ao fim. Já chega de um país ser o mais poderoso do planeta e ficar ditando as regras do mundo. Chega, cansamos disso. Estamos cansados de gente retrógrada, que não consegue ampliar a visão do mundo.
A China, com paciência e silenciosamente vai se esgueirando na geopolítica mundial mostrando sua força, tanto nas áreas de conhecimento como no bélico, sem bombardear ou invadir nenhuma outra nação.
Um pequeno trecho do discurso de Xi Jinping, focado na visão de um mundo multilateral:
“Caros amigos, líderes e cidadãos do mundo,
“…Chega de um mundo ditado por uma única perspectiva, uma única cultura ou um único modelo de desenvolvimento. A diversidade é a maior riqueza da nossa civilização. Em vez de buscar a uniformidade, devemos celebrar nossas diferenças e encontrar força em nossa pluralidade. A verdadeira harmonia não vem da ausência de discordância, mas da nossa capacidade de geri-la com diálogo, respeito mútuo e o entendimento de que nosso destino comum está interligado. A prosperidade de um povo não pode ser construída sobre a exploração de outro. O caminho a seguir é o da negociação, do benefício mútuo e de um futuro compartilhado para toda a humanidade.”
Depois de ouvir isso, será que vamos cancelar o bicho papão do comunismo, pois a gigante asiática não está atacando ninguém, nem jogando bombas, muito menos invadindo nações…ao contrário, vem ajudando muitos países pobres, que sempre foram explorados pelo império ou pelos impérios que vão se sucedendo. O continente africano que sempre sofreu os mais duros revezes, por conta da exploração, agradece a China que negociou, cooperou e ajudou muitos países africanos. Será que podemos afirmar que o Comunismo deu certo na China? Ou não? Está ressurgindo a superpotência chinesa?
Espero, que antes de partir deste mundo, possa conhecer a tal de esperança, algo que nunca tive, mas…
Elizabeth de Souza
040925

Imagem do site:https://www.brasildefato.com.br/2025/09/03/grande-desfile-militar-china-80-anos-vitoria/
Discurso de Xi Jinping na 25ª Reunião do Conselho de Chefes de Estado da OCS
Distintos Colegas,
O ano corrente marca o 80º aniversário da Vitória da Guerra Antifascista Mundial e da fundação das Nações Unidas (ONU). É um marco que nos motiva a lembrar do passado e criar juntos um futuro melhor. Oitenta anos atrás, a comunidade internacional tirou lições profundas do flagelo das duas guerras mundiais e fundou a ONU, escrevendo assim uma nova página na governança global. Oitenta anos depois, enquanto se mantêm inalteradas as tendências históricas de paz, desenvolvimento, cooperação e benefícios mútuos, a mentalidade da Guerra Fria, o hegemonismo e o protecionismo continuam assombrando o mundo. Novas ameaças e desafios não deixam de aumentar. O mundo se encontra em um novo período de turbulência e transformação. A governança global chegou a uma nova encruzilhada.
A história nos conta que em tempos difíceis, temos de continuar com o nosso compromisso original com coexistência pacífica, reforçar a nossa confiança na cooperação de ganhos compartilhados, avançar em linha com a tendência da história, e nos desenvolver acompanhando o ritmo dos tempos.
Com esse fim, gostaria de propor a Iniciativa para a Governança Global (IGG). Aguardo com expectativa trabalhar com todos os países por um sistema de governança global mais justo e equitativo e avançar juntos para uma comunidade com futuro compartilhado para a humanidade.
Primeiro, devemos aderir à igualdade soberana. Devemos defender que todos os países, a despeito do seu tamanho, força e riqueza, participam, fazem decisões e se beneficiam de maneira igual na governança global. Devemos promover maior democracia nas relações internacionais e aumentar a representação e voz dos países em desenvolvimento.
Segundo, devemos cumprir o Estado de direito internacional. Os propósitos e princípios da Carta da ONU e outras normas básicas das relações internacionais universalmente reconhecidas têm de ser observados de maneira abrangente, plena e total. O direito e as regras internacionais devem ser aplicados de forma igual e uniforme. Não pode haver duplo critério, nem a imposição das regras de casa de um pouco de países sobre os outros.
Terceiro, devemos praticar o multilateralismo. Devemos persistir na visão de governança global caraterizada por consulta extensiva, contribuição conjunta para benefícios compartilhados, fortalecer solidariedade e coordenação e nos opor a unilateralismo. Devemos defender firmemente o status e a autoridade da ONU, e garantir o seu papel insubstituível e chave na governança global.
Quarto, devemos advogar a abordagem centrada no povo. Devemos reformar e melhorar o sistema de governança global para garantir que as pessoas de cada nação sejam os atores e beneficiários da governança global, de modo a melhor enfrentar os desafios comuns para a humanidade, melhor colmatar o fosso Norte-Sul, e melhor salvaguardar os interesses comuns de todos os países.
Quinto, devemos focar em tomar ações reais. Devemos adotar uma abordagem sistemática e holística, coordenar ações globais, mobilizar plenamente diversos recursos, e nos esforçar por mais resultados visíveis. Devemos reforçar cooperação prática para prevenir que o sistema de governança fique para trás ou fragmentado.
Leia na íntegra no link abaixo:
(https://portuguese.news.cn/20250902/d23ebfe26955460bbeb4dad76869cbd6/c.html)
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Devemos, devemos, devemos…
Quem deve?
O alto escalão ou o povo?
Realmente está na hora de parar somente um pais querer ser o soberano. Todos merecem. A China é um exemplo. A colonização já passou e não foi útil a nada.
Oi Eliana, muito obrigada por fazer seu comentário.
Esse lance de que o povo chinês é oprimido já caiu por terra. Alguns brasileiros que moram na China desmentem tal fato. A China é mais democrática do que o país que se dizia a maior democracia do mundo. Depois vou passar para você, alguns canais de quem mora na China. Abraço!
Rogério, valeu pelo seu comentário!
Verdade, já estamos cansados de hegemonia. O mundo é multipolar, é multilateral. A diversidade tem que prevalecer.
Querida Beth, que texto rico, uma bela matéria, ela vem de encontro aos nossos anseios também. Afinal a China é a civilização que tem muito para nos ensinar. Ela vivenciou agressões imperialistas que marcaram a sua história. O imperialismo inglês subjulgou a China por anos. Seu povo passou pelo feudalismo, capitalismo, a invasão Japonesa que foi extremamente cruel e pela experiência socialista, uma importante escola para o povo chinês. Tudo isso qualifica a China como uma nação que pode nos ensinar alguma coisa. Como vc, eu também quero acreditar, esperançar, diria Paulo Freire, que a geopolítica mundial pode e deve mudar para uma condição harmônica, fraterna.
Grata por nos fortalecer com informações históricas e contextualiza a tual civilização arcaica que estamos a viver! Seu brilho neste texto para mim está na observação da capacidade de usarmos nossa maior ferramenta humana e gratuita o diálogo.
Que venha a China, e jamais religiosos radicais, assim a esperança vem brilhar em nossas janelas pelo sol que abre todos os dias o mundo inteiro. Amei sua reflexão sábia.