“Bedroom pop CLT” inspira álbum de estreia de Samuel Amaro

“Bedroom pop CLT” inspira álbum de estreia de Samuel Amaro: “Músicas Surpreendentemente Comuns, Melancólicas e Feitas Para Dormir”

Demissões, términos e o tédio das calçadas conduzem o álbum de oito faixas do compositor de Maringá (PR)

Quando a rotina engole as ambições e os afetos desandam, o que resta é transformar o colapso em crônica. É com esse sentimento que Samuel Amaro lança seu álbum de estreia, “Músicas Surpreendentemente Comuns, Melancólicas e Feitas Para Dormir”. O registro flutua entre o bedroom pop, o indie contemporâneo e o lo-fi hip-hop, referenciando Ginger Root, Men I Trust e Mellow Fellow.

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Com oito faixas, o disco aborda o baque de perder o emprego, a timidez e o cansaço do trabalhador comum. A estética vintage serve de contexto para o não pertencimento e para o esgotamento que flerta com a renúncia da própria arte, sentimentos que ganham contornos em todo o repertório, incluindo os singles “Tá Foda”, “Odeio Futebol” e “Desamor”.

“Músicas Surpreendentemente Comuns, Melancólicas e Feitas Para Dormir (MSCMEFDP)” foi gravado em Maringá (PR), no próprio home studio de Samuel, que assina a produção musical ao lado de Zero Pacelli. No álbum, o cantor ainda reincorpora seu alter ego Qumma, no qual ganhou destaque no cenário internacional colaborando com Takada Fu (Japão) e Cozy Couch (Dinamarca)

Arte da capa por Diego Silva

Samuel enfatiza que essa bagagem dita os timbres e o tom trivial das canções.“A atmosfera do Qumma funciona como o estopim para traduzir o artista-quase, aquele cara que você conhece e sabe que é bom no que faz, mas que por algum motivo nunca alcançou o devido reconhecimento. A nostalgia e a melancolia moldam a crônica de um cotidiano em que se traçam todas as possibilidades para impulsionar a carreira. No fim das contas, é um relato real sobre a força de vontade pura para fazer o corre virar.”

As participações no “MSCMEFDP” trazem a realidade dessa trajetória compartilhada. O diálogo com a cena local se materializa nas vozes de Natkym em “Obcecado” e Rxds em “Refém”, enquanto as guitarras de João Manoel, João Castellani e Murilo Veronezzi, junto aos baixos de Adilson Júnior, Luiz Júnior e Ricardo Farias, dão o peso necessário para faixas como “Eu Ia”, “Falta” e “Pra Não Morrer de Tédio”.

O lançamento marca um amadurecimento para o compositor de Maringá, que pavimenta seu espaço na cena independente desde o single “Mariposa” (2018) e os EPs “MORNO” (2020) e “SINTOMA” (2022). Agora, Samuel Amaro prepara novos desdobramentos visuais para expandir o universo do disco “Músicas Surpreendentemente Comuns, Melancólicas e Feitas Para Dormir”.

Arquivos para imprensa:

Redes sociais | Instagram: @amarosamu

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Fotos de divulgação por Luiz Niekawa

Arte da capa

 

Franciele J.S. Mello

 

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