Do indie dançante ao drama medieval: Carmino lança o single “Tristes Olhos Verdes”

Do indie dançante ao drama medieval: Carmino lança o single “Tristes Olhos Verdes”

Inspirado pela estética oitentista, cantor catarinense encerra a sequência de singles do seu próximo EP com um retrato visceral sobre medo e idealização

Dois corações, duas armaduras e um medo em comum: o de se machucar. É nesse cenário que o cantor e compositor catarinense Carmino lança “Tristes Olhos Verdes”, single que versa sobre a vulnerabilidade e a idealização, comparando o amor com um campo de batalha medieval.

Escute “Tristes Olhos Verdes” no YouTube

“Tristes Olhos Verdes” remete à sonoridade dos anos 1980 e cita o clássico “Take on Me” no contraste entre uma letra densa e um indie rock pulsante, cheio de ganchos melódicos e sintetizadores voltados para a pista. O single fecha a trilogia iniciada por “Querido Querubim” e “Pégaso”, antecipando o novo EP do artista, previsto para a reta final de 2026.

A narrativa acompanha essa tensão: o que começa como a busca por entender alguém fechado ganha uma virada no final, quando o eu lírico desconstrói a idealização e questiona se realmente amava o outro ou apenas a imagem de si mesmo refletida naquele olhar. Para Carmino, esse dilema é a chave para entender o conceito da faixa:

“Essa foi uma das letras mais difíceis de escrever até hoje, talvez por considerá-la muito pessoal. Fui escrevendo imaginando o romance como um campo de batalha medieval, em que cada um usa suas armaduras por medo de se machucar. A gente produziu esse som sob essa mesma sensação, já que o estúdio estava em processo de mudança e eu passando por vários processos pessoais”, conta o artista.

Arte da capa por Alessa Cynthia / Carmino

Essa atmosfera ganha corpo com influências de Terno Rei, The 1975, Fontaines D.C. e Christian Leave. A faixa tem produção e arranjos de Demis Kohler e Carmino no Estúdio Euphonia, além das participações de Ruan Mueller (bateria), Joaquim Roxo (contrabaixo) e Elieser de Jesus (arranjos vocais).

Viabilizado com apoio do Fundo Municipal de Apoio à Cultura de Guabiruba (SC), o lançamento marca a maturação do trabalho de Carmino, que é atuante na região sul do Brasil desde meados de 2018, estreou nas plataformas com o álbum Casa de Badalação & Tédio (2024) e dividiu palco com nomes expressivos como Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo, Paira e Cidade Dormitório.

Arquivos para Imprensa
Fotos de divulgação por Júlia Faria com Direção Criativa de Marina Doria e Carmino

Instagram e X: @eucarmino | @vermellpress

Arte da capa por Alessa Cynthia / Carmino

Spotify | Deezer | Apple Music

 

Franciele J.S. Mello

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