Gotham – Poema (TBT)
Poema antigo gravado para o CD Cidade das Palavras

Gotham City
Os primeiros raios de sol apontam em Gotham City
A terra de ninguém agora é minha
O meu cinto de utilidades
tem mais apetrechos do que aquele usado
pelo cavaleiro das trevas
A sombra da noite se dilui
E a claridade invade minhas entranhas.
Oh, doce ilusão!
Os três dias que desci aos infernos
me deleitei no gozo dos teus delírios.
Oh, doce ilusão!
Penteias como ninguém meus cabelos em desalinho
com o mais belo pente incrustado de pedras preciosas
Ofereces o colar de 108 contas
ordenando minhas infinitas vidas
nas mais variadas matizes
Ofereces a Pedra de Opala
Que esfrego nas mãos
num gesto terrível de predigistação.
Traz em si, o poder de curar todas as dores do mundo
e o desespero dos homens
Ofereces areia fina
embaçando meus olhos nos momentos de fúria
embalando meu sono e a morte que alivia
num colo quente e macio
Só me faltou roubar-te dos lábios
o poderoso mantra
esse, ainda buscarei errante
pelas ruas sombrias e tortuosas
dessa cidade sem alma
Talvez, ainda será dos teus lábios
Que arrancarei sôfrega, o nome indizível
Afinal de contas
no final das 108 contas
sugarei ludibriada
da tua boca malvada
o néctar da descerebração.
Elizabeth de Souza
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Bateu forte no meu peito!…
Muito bom, a terra de ninguém agora é minha, viva a posse, viva!
Que lindo! Nossa mente cria um submundo, ou meta verso ou backroom como se diz hoje em dia, toda grande cidade a noite é essa Gotham para um poeta caótico.
Oi Luzia, minha amiga, sei o quanto você é sensível. E sei que seus sentimentos são verdadeiros. Abração!
Grande Abda I
Almirez, honrada por visitar o meu quintal, só não vale tomar posse, tá? Essa sua vestimenta de capitalista selvagem, quase me convence, hahaha!
Oi William, que legal que gostou do meu poema, obrigada. Esse é um poema antigo, que está no CD de Poesia produzido pelo Joka Faria e Marcelo Planchez.
Em minha mente, o caos e a ordem dançam para criar, mas não dá bug. O cenário de devastação de Gotham City é um arquétipo e o lado sombrio dá o tom. Gosto dos símbolos e dos arquétipos e os uso o tempo todo no que escrevo. É constante o lado claro e sombrio que me remete as pinturas de Rembrandt.
Quanto as backrooms, em suas origens é um pouco assustador, um cenário que me causa medo, um arquétipo moderno da tecnologia, o mundo do terror da web negra…trazendo à tona os bugs das mentes modernas que já não conseguem separar a realidade tridimensional com outras dimensões paralelas, levando ao bug. Muito denso!
Falando nisso você já assistiu o novo filme sobre isso? Como não sou fã de terror com certeza não vou assistir. Mas se assistiu, nos conte ou escreva sobre isso, gostaria de saber.
Valeu!