Josefina Neves Mello
Hoje peguei para ler Adélia Prado, o livro Bagagem, numa tarde de sol diante da Serra da Mantiqueira.
E me veio à memória Josie, Josefina Neves Mello.
Figura da cena literária que nos encantava com sua criticidade, às vezes até difícil de entender. Como amo os conflitos na literatura; paz é cemitério.
Na Comissão de Literatura, ajudou-nos a estruturar o LITTER, que era puro conflito entre os centuriões. Hoje, a cena é outra: uma arte enfurnada em editais, e vem um sarau para nos fazer respirar, com Vanessa e Selmer.
Mas Josie era encanto, conflito, paixão pela literatura e pelas artes.
Saudades e lembranças desses dias efervescentes.
E vamos seguindo nesta São José dos Campos desapegada da palavra revolução.
Que seus poemas e sua memória sejam resgatados, assim como os de outros mestres e mestras da literatura.
Joka Faria
Agosto de 2026

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