Antígona
Nova versão para a tragédia grega de Sófocles, da autora britânica Lulu Raczka, estreia em outubro na cidade de São Paulo em curtíssima temporada com direção de Daniela Stirbulov.
Estreia no dia 14 de outubro no Espaço da Cia. da Revista o espetáculo Antígona, em uma releitura contemporânea do mito clássico de Sófocles, com texto de autora britânica Lulu Raczka, direção de Daniela Stirbulov e no elenco, as atrizes Fernanda Gidali e Julia Gaspar.
Nessa versão da obra, o foco da montagem é a intimidade das duas jovens irmãs. Antes que a tragédia se consolide, Antígona e Ismênia são mostradas como jovens comuns – entre jogos, desejos e tentativas de viver uma vida ordinária – enquanto o mundo ao redor se deteriora.
À medida que a violência externa se aproxima, o espaço de experimentação se transforma. A guerra, a morte e o peso da herança familiar atravessam suas vidas, impondo escolhas irreversíveis. Nesse contexto, a decisão de Antígona deixa de ser um símbolo distante e se revela como um gesto humano, atravessado por contradições, impulsos e urgência. A peça se desloca, então, do ato em si para suas consequências na vida das irmãs, abrindo espaço para o olhar da Ismênia e sua experiência de viver após a tragédia.
A encenação investiga o momento anterior à tragédia, quando ainda existe dúvida e possibilidade de escolha. Antígona e Ismênia são apresentadas de formas distintas de lidar com o mesmo mundo: enquanto Antígona insiste e enfrenta as consequências de seus impulsos, Ismênia busca sobreviver pela adaptação. O espetáculo questiona o que constitui um ato de coragem e até que ponto determinadas ações nascem de convicções coletivas ou de necessidades individuais. Sem oferecer respostas definitivas, a peça desloca o debate para a complexidade dessas motivações. Ao mostrar personagens constantemente atravessadas pelo olhar social e pela herança familiar, o espetáculo aproxima o mito clássico da atualidade, marcada por polarizações, julgamentos e exigências constantes de posicionamento.
O foco central da montagem está no jogo entre as duas atrizes e nas transições constantes entre diálogo, narração e ação. Elas constroem e transformam o espaço diante do público, alternando momentos de intimidade, confronto, humor e relato. A encenação aproxima o mito da experiência contemporânea sem situá-lo em um tempo específico. A guerra aparece como uma presença constante e influencia nos conflitos das personagens, transformando memórias em disputas políticas. Humor, fisicalidade e intimidade são elementos fundamentais no jogo em que as jovens vão sobrevivendo diante dos seus afetos, desejos e humanidade. Um contexto violento que impõe julgamentos e reorganiza relações.
FICHA TÉCNICA:
Texto: Lulu Raczka
Tradução: Fernanda Gidali
Direção: Daniela Stirbulov
Elenco: Fernanda Gidali e Julia Gaspar
Assistente de direção: Enzo Malaquias
Cenografia: Carmem Guerra
Figurino: Paô Souza
Iluminação: Camila Jordão
Trilha sonora original: Nathália Gidali e Vitor Constantino
Assessoria de imprensa: Fabio Camara
Design gráfico e mídias sociais: Enzo Malaquias
Fotografia: Cecília Gidali
Produção e Realização: Fernanda Gidali

CREDITO – CECILIA GIDALI
SERVIÇO:
Local: Cia. da Revista (Alameda Nothmann 1135 – Campos Elíseos) – 82 lugares
Data: 14/10 até 05/11 (quarta e quinta 20h)
Ingresso: R$ 70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia)
Vendas: https://www.sympla.com.br/evento/antigona-de-lulu-raczka/3579134
Informações: 11 3751 5200
Duração: 90 min
Classificação indicativa: 14 anos
EQUIPE:
Lulu Raczka (dramaturga)
Lulu Raczka é uma premiada dramaturga que escreve para teatro, cinema e rádio. Suas peças já foram apresentadas em diversos teatros do Reino Unido, entre eles o Almeida Theatre, Unicorn Theatre, New Diorama Theatre, Leeds Playhouse e Royal Exchange Manchester. Em 2019, recebeu o Imison Award por sua peça radiofônica “Of a Lifetime”. Atualmente, desenvolve novos trabalhos para o Royal Court Theatre e o Rose Theatre, em Kingston.
Daniela Stirbulov (diretora)
Mestre em direção teatral pela University of Essex (Londres), graduada em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo e formada pelo Núcleo Experimental de Artes Cênicas do SESI. Faz parte da Young Vic’s Directors Network. Atualmente assina a direção do clássico O Mercador de Veneza, de Shakespeare, com Dan Stulbach. Outros projetos como diretora, assistente de direção e diretora residente incluem Oleanna, Tom Jobim – o Musical, Cabaret – Kit Kat Club, Ney Matogrosso – Homem com H, Sílvio Santos Vem Aí – uma comédia musical, Heathers, etc. É sócia-fundadora do Espaço Co.Lab, onde coordena grupos de estudos. Recebeu prêmios como o ACESC (melhor direção e melhor espetáculo) e o APCA (melhor elenco).
Fernanda Gidali (atriz e produtora)
Atriz paulistana formada pelo Célia Helena Centro de Artes e Educação. Já estudou com Estrela Straus, Tomás Rezende, Eduardo Milewicz, Luciano Sabino e fez cursos no CT Treinamento de Atores e na Academia Internacional de Cinema. Em 2022 fez sua estreia no audiovisual como a protagonista da websérie educativa “Elos”, que recebeu o prêmio de melhor elenco no Rio Webfest. No mesmo ano participou da série “Desejos S.A.”, da Star+. Em 2023 protagonizou o curta “Chá”, dirigido por Shay Esterian e participou do longa “O Monstro”, dirigido por Helena Guerra e que tem estreia prevista para 2027. No teatro, entre as montagens de que participou, destaca-se “Álbum de Família”, dirigida por Jorge Farjalla, em que interpretou a personagem Glorinha. A montagem inaugurou o Teatro Estúdio em São Paulo.
Julia Gaspar (atriz)
Natural de São Paulo e formada em Teatro pela Escola de Atores Wolf Maya. Já trabalhou com grupos estabelecidos como a Cia Vaca Profana, Cia Coexistir e Cia Lazzari. Protagonizou o musical original “Só Se For A Dois” (dir. Allan Oliver, 2019), com repertório de clássicos da MPB; o romance gótico “Numa Hora Assim Tão Escura” (dir. Kleber Montanheiro, 2023) e o drama distópico “2034” (dir. Laerte Mello, 2026), em que foi co-produtora. No cinema, atuou em “Invisível” (dir. Hudson Glauber, 2023) e em “Pacto Maldito”, ao lado de Carol Castro (dir. Caio Cobra, 2026), além de protagonizar curtas premiados como “Aquilo Que Me Assombra” (dir. Catarina Gonçalves, 2024) e “La Petite Mort” (dir. Isabela Vogliotti, 2026).
Fabio Camara
Assessoria de Imprensa e Produções
fabio@lugibi.com.br
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