Cotidiano – Poesia

Cedo fui pra rua espiar a vida lá fora

e passou o homem que fala sozinho,

decerto conversando com os passarinhos.

Caminhei atrás de orelhas atentas

e escutei que fazia planos de construir um prédio,

que ia gastar tanto de cimento,

para fazer uma infinidade de andares,

para mostrar para Margarida (quem será?)

que é um homem trabalhador.

Pobre doidinho, foi excesso de aguardente?

Sol na cabeça? Ou ficou louco de amor?

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*