OSCAR 2021 – Comentários de todas as categorias

OSCAR 2021
* BEST PICTURE
MELHOR FILME *
* Vencedor: Nomadland (Nomadland)
Também concorriam:
The Father (Meu Pai)
Judas and the Black Messiah (Judas e o Messias Negro)
Mank (Mank)
Minari (Minari: Em Busca da Felicidade)
Promising Young Woman (Bela Vingança)
Sound of Metal (O Som do Silêncio)
The Trial of the Chicago 7 (Os 7 de Chicago)
Daltopinião: Estranhamente desta vez a mais importante categoria do Oscar não fechou a cerimônia, sendo apresentada antes de Melhor Atriz e Melhor Ator, o que acabou acarretando um certo anticlímax. Grande favorito ao prêmio de Melhor Filme, Nomadland não decepcionou e acabou mesmo levando a estatueta dourada. O filme de Chloé Zhao já havido vencido o Globo de Ouro de “Melhor Filme – Drama” e o Critic’s Choice Awards, entre outras premiações, e se não saísse vencedor do prêmio da Academia, seria uma surpresa só superada pelo prêmio de Melhor Ator na noite. Nomadland é um filme absolutamente original e grandioso, além de complexo. É um verdadeiro brinde à liberdade acompanhar a história da viúva vivida por Frances McDormand, que decide adotar como estilo de vida o nomadismo. Com uma montagem soberba (feita pela própria diretora), que contribuiu muito para a grandiosidade da película, Nomadland é um road movie poderoso, com um roteiro muito inspirado e bem construído, e que merecidamente saiu vitorioso na cerimônia.
* DIRECTING
MELHOR DIRETOR *
* Vencedora: Chloé Zhao, por Nomadland (Nomadland)
Também concorriam:
Thomas Vinterberg, por Another Round (Druk: Mais uma Rodada)
David Fincher, por Mank (Mank)
Lee Isaac Chung, por Minari (Minari: Em Busca da Felicidade)
Chloé Zhao, por Nomadland (Nomadland)
Emerald Fennell, por Promising Young Woman (Bela Vingança)
Daltopinião: Chloé Zhao fez valer seu favoritismo e se tornou a segunda mulher a vencer nesta categoria (a outra foi Kathryn Bigelow, por Guerra ao Terror, em 2009). Tinha como principais concorrentes os grandes trabalhos de David Fincher e Emerald Fennell, mas assim como ocorreu no Globo de Ouro, a cineasta chinesa radicada em Los Angeles superou seus concorrentes e merecidamente saiu laureada. Uma direção precisa, talentosa e original arrebatou a maioria dos prêmios cinematográficos no ano, e fez a jovem diretora receber um mais do que merecido reconhecimento. Destaque também para seu lindo discurso ao receber a estatueta. “Chloé Zhao”… guarde este nome, pois todo amante da Sétima Arte vai ouvi-lo muito ainda.
* ACTOR IN A LEADING ROLE
MELHOR ATOR *
* Vencedor: Anthony Hopkins, por The Father (Meu Pai)
Também concorriam:
Riz Ahmed, por Sound of Metal (O Som do Silêncio)
Chadwick Boseman, por Ma Rainey’s Black Bottom (A Voz Suprema do Blues)
Gary Oldman, por Mank (Mank)
Steven Yeun, por Minari (Minari: Em Busca da Felicidade)
Daltopinião: a maior surpresa da noite, sem dúvida. Não que a atuação de Anthony Hopkins não fosse merecedora, pelo contrário, ele simplesmente entregou talvez a melhor atuação de sua carreira, e olha que estamos falando de um vencedor de Melhor Ator em 1992 por O Silêncio dos Inocentes, “apenas” o último filme a ter vencido o Big 5 do Oscar (as cinco principais categorias, ou seja: Filme, Direção, Ator, Atriz e Roteiro). Acontece que todos espervam, assim como foi no Globo de Ouro, a vitória póstuma de Chadwick Boseman, por sua atuação visceral e incrível em A Voz Suprema do Blues. Ele foi melhor que Hopkins, que entregou uma atuação arrebatadora, de tirar lágrimas de quem teve o privilégio de ver sua performance? Não se pode dizer isso… essa questão é como perguntar quem é melhor, Mozart ou Beethoven. Ambas as atuações foram verdadeiras virtuoses, e quiseram os deuses da Sétima Arte (leia-se os votantes da Academia) que Anthony Hopkins, enquanto dormia tranquilamente em sua casa no País de Gales, fosse o grande vencedor na categoria. Aos 83 anos, ele se tornou o mais velho vencedor do Oscar de Melhor Ator, ele que já havia vencido também o BAFTA e o British Independent Film Award por sua atuação em Meu Pai.
* ACTRESS IN A LEADING ROLE
MELHOR ATRIZ *
* Vencedora: Frances McDormand, por Nomadland (Nomadland)
Também concorriam:
Viola Davis, por Ma Rainey’s Black Bottom (A Voz Suprema do Blues)
Andra Day, por The United States vs. Billie Holiday (Estados Unidos Vs Billie Holiday)
Vanessa Kirby – Pieces of a Woman (Pieces of a Woman)
Carey Mulligan, por Promising Young Woman (Bela Vingança)
Daltopinião: aqui tínhamos apenas atuações grandiosas, principalmente de Andra Day, vencedora do Globo de Ouro por seu trabalho em Estados Unidos Vs Billie Holiday, e da incrível Viola Davis, que entregou uma atuação espetacular em A Voz Suprema do Blues (é quase uma redundância chamar Viola de espetacular), mas aqui não tinha como Frances McDormand não sair vencedora… sua atuação sublime e marcante em Nomadland já havia lhe rendido o BAFTA, além de diversos outros prêmios nesse ano, e o Oscar veio coroar de vez seu trabalho único e impactante no longa de Chloé Zhao. Ela venceu seu terceiro Oscar, igualando a icônica Meryl Streep e se tornando uma das maiores vencedoras da história da Academia, atrás apenas de Katharine Hepburn, que venceu 4 vezes. Os seus prêmios anteriores haviam sido em 2018 por Três Anúncios Para Um Crime e anteriormente em 1997 por Fargo. Seu discurso inusitado ao subir ao palco, uivando e dedicando o prêmio “aos lobos” confundiu muita gente, mas ele ocorreu para homenagear Michael Wolf (“Lobo”, em inglês) Snyder, responsável pela captação e mixagem de som de Nomadland, que havia se suicidado no mês passado, aos 35 anos.
* WRITING (ORIGINAL SCREENPLAY)
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL *
* Vencedor: Emerald Fennell, por Promising Young Woman (Bela Vingança)
Também concorriam:
Will Berson e Shaka King (roteiro); Will Berson, Shaka King, Kenny Lucas e Keith Lucas (história), por Judas and the Black Messiah
(Judas e o Messias Negro)
Lee Isaac Chung, por Minari (Minari: Em Busca da Felicidade)
Darius Marder e Abraham Marder (roteiro); Darius Marder e Derek Cianfrance (história), por Sound of Metal (O Som do Silêncio)
Aaron Sorkin, por The Trial of the Chicago 7 (Os 7 de Chicago)
Daltoponião: aqui o maior favorito era Os 7 de Chicago, pois Aaron Sorkin já havia vencido o Globo de Ouro, além de outros prêmios, mas o vencedor acabou sendo mesmo a jovem e talentosa Emerald Fennell, por seu grande trabalho em Bela Vingança. Também conhecida na televisão por seu trabalho como atriz na premiada série The Crown, ela conquista de vez a Tela Grande como roteirista, e das grandes. Como tem apenas 34 anos, devemos acompanhar com atenção sua carreira daqui em diante, pois talento não falta para esta representante da nova geração de cineastas.
* WRITING (ADAPTED SCREENPLAY)
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO *
* Vencedor: Christopher Hampton e Florian Zeller, por The Father (Meu Pai)
Também concorriam:
Sacha Baron Cohen, Anthony Hines, Dan Swimer, Peter Baynham, Erica Rivinoja, Dan Mazer, Jena Friedman & Lee Kern (roteiro);
Sacha Baron Cohen, Anthony Hines, Dan Swimer e Nina Pedrad (história), por Borat Subsequent Moviefilm: Delivery of Prodigious Bribe
to American Regime for make Benefit Once Glorious Naton of Kazakhstan (Borat: Fita de Cinema Seguinte)
Chloé Zhao, por Nomadland (Nomadland)
Kemp Powers, por One Night in Miami… (Uma Noite em Miami)
Ramin Bahrani, por The White Tiger (O Tigre Branco)
Daltopinião: o favorito era Nomadland, ou mesmo o inusitado Borat: Fita de Cinema Seguinte, que havia vencido o WGA, mas a tocante e poderosa história de Meu Pai surpreendeu e acabou sendo agraciada como detentora do prêmio de Melhor Roteiro Adaptado neste ano. Ele é uma adaptação de uma peça teatral de 2012 do francês Florian Zeller, sim, o mesmo que dirige o longa, e que contou com a ajuda de Christopher Hampton para adaptar a peça para o cinema. Prêmio merecido para um roteiro marcante, que emociona.
* ACTOR IN A SUPPORTING ROLE
MELHOR ATOR COADJUVANTE *
* Vencedor: Daniel Kaluuya, por Judas and the Black Messiah (Judas e o Messias Negro)
Também concorriam:
Sacha Baron Cohen, por The Trial of the Chicago 7 (Os 7 de Chicago)
Leslie Odom Jr., por One Night in Miami… (Uma Noite em Miami)
Paul Raci, por Sound of Metal (O Som do Silêncio)
Lakeith Stanfield, por Judas and the Black Messiah (Judas e o Messias Negro)
Daltopinião: já conhecido dos brasileiros por sua participação em Black Mirror, e mais recentemente pelos sucessos do cinema Corra e Pantera Negra, o britânico filho de ugandeses Daniel Kaluuya foi praticamente uma unanimidade nas premiações desta categoria neste ano, tendo levado para casa o Globo de Ouro, o BAFTA, o SAG Awards e o Critics Choice… por tudo isso ele era favoritíssimo a levar também o Oscar, por sua incrível atuação em Judas e o Messias Negro, onde interpretou Fred Hampton, o líder dos Panteras Negras (não confundir com o super-herói de Wakanda) de forma visceral, com movimentos corporais e imposição de voz impactantes, que roubaram a cena, tornando-o quase um protagonista da película. Prêmio mais que merecido!
* ACTRESS IN A SUPPORTING ROLE
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE *
* Vencedora: Yuh-Jung Youn, por Minari (Minari: Em Busca da Felicidade)
Também concorriam:
Maria Bakalova, por Borat Subsequent Moviefilm: Delivery of Prodigious Bribe to American Regime for make Benefit Once Glorious
Naton of Kazakhstan (Borat: Fita de Cinema Seguinte)
Glenn Close, por Hillbilly Elegy (Era uma Vez um Sonho)
Olivia Colman, por The Father (Meu Pai)
Amanda Seyfried, por Mank (Mank)
Daltopinião: me pergunto quando a Academia fará justiça ao talento inequívoco de Glenn Close, e ela levará seu primeiro Oscar… concorrendo pela oitava oportunidade, desta vez por seu trabalho brilhante em Era uma Vez um Sonho, a veterana atriz acabou sendo derrotada pela sul-coreana Yuh-Jung Youn, que entregou uma atuação sensível e memorável em Minari: Em Busca da Felicidade. Ao vencer já em sua primeira indicação, ela se tornou a segunda mulher asiática a ganhar o Oscar de Melhor Coadjuvante, depois da japonesa Miyoshi Umeki, de Sayonara. Destaque para seu discurso inspirado ao receber a estatueta… ela se mostrou a simpatia em pessoa.
* ANIMATED FEATURE FILM
LONGA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO *
* Vencedor: Soul (Soul), por Pete Docter e Dana Murray
Também concorriam:
Onward (Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica), por Dan Scanlon e Kori Rae
Over the Moon (A Caminho da Lua), por Glen Keane, Gennie Rim e Peilin Chou
A Shaun the Sheep Movie: Farmageddon (Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca)
Wolfwalkers (Wolfwalkers), por Tomm Moore, Ross Stewart, Paul Young e Stéphan Roelants
Daltopinião: concorrer com a Pixar em pé de igualdade é uma tarefa hercúlea… aqui Soul era mais do que favorito, pois o estúdio da Disney entregou, só para variar, mais uma obra-prima. Seus concorrentes era muito bons, destaque para o ótimo Wolfwalkers ou a adorável animação em stop-motion Shaun, o Carneiro, o Filme: A Fazenda Contra-Ataca, mas Soul realmente competia em outro patamar, e como aconteceu no Globo de Ouro, saiu consagrado como o grande Longa de Animação do ano.
* PRODUCTION DESIGN
DIREÇÃO DE ARTE & CENÁRIOS *
* Vencedor: Mank (Mank), por Donald Graham Burt (Direção de Arte) e Jan Pascale (Cenários)
Também concorriam:
The Father (Meu Pai), por Peter Francis (Direção de Arte) e Cathy Featherstone (Cenários)
Ma Rainey’s Black Bottom (A Voz Suprema do Blues), por Mark Ricker (Direção de Arte) e Karen O’Hara e Diana Stoughton (Cenários)
News os the World (Relatos do Mundo), por David Crank (Direção de Arte) e Elizabeth Keenan (Cenários)
Tenet (Tenet), por Nathan Crowley (Direção de Arte) e Kathy Lucas (Cenários)
Daltopinião: o favorito aqui era Mank, apesar da forte concorrência de A Voz Suprema do Blues, mas a incrível recriação da Hollywood dos anos 1940, a estética impecável e a qualidade absurda do trabalho apresentado por Donald Graham Burt e Jan Pascale levaram o grande filme de David Fincher a ser vencedor nesta categoria, com todos os méritos.
* CINEMATOGRAPHY
FOTOGRAFIA *
* Vencedor: Mank (Mank), por Erik Messerschmidt
Também concorriam:
Judas and the Black Messiah (Judas e o Messias Negro), por Sean Bobbitt
News os the World (Relatos do Mundo), por Dariusz Wolski
Nomadland (Nomadland), por Joshua James Richards
The Trial of the Chicago 7 (Os 7 de Chicago), por Phedon Papamichael
Daltopinião: mais uma categoria em que o favorito saiu como o vencedor, sem surpresas. Mank, com sua Fotografia em preto & branco (detalhe que costuma agradar a Academia) realmente era superior aos seus concorrentes, pois Erik Messerschmidt entregou um trabalho muito acima da média, conseguindo ecoar a obra-prima Cidadão Kane sem contudo copiar a mesma. Brilhante.
* COSTUME DESIGN
FIGURINO *
* Vencedor: Ma Rainey’s Black Bottom (A Voz Suprema do Blues), por Ann Roth
Também concorriam:
Emma (Emma), por Alexandra Byrne
Mank (Mank), por Trish Summerville
Mulan (Mulan), por Bina Daigeler
Pinocchio (Pinóquio), por Massimo Cantini Parrini
Daltopinião: nesta categoria a disputa era acirrada… Mank e Mulan tentavam desbancar a outra favorita, A Voz Suprema do Blues, que acabou mesmo sendo a agraciada na noite. Ann Roth, que já tinha um Oscar na carreira pelo Figurino de O Paciente Inglês (1997), se tornou a mulher mais velha a vencer um Oscar, aos 89 aninhos de vida e muito talento.
* FILM EDITING
MONTAGEM *
* Vencedor: Sound of Metal (O Som do Silêncio), por Mikkel E. G. Nielsen
Também concorriam:
The Father (Meu Pai), por Yorgos Lamprinos
Nomadland (Nomadland), por Chloé Zhao
Promising Young Woman (Bela Vingança), por Frédéric Thoraval
The Trial of the Chicago 7 (Os 7 de Chicago), por Alan Baumgarten
Daltopinião: as Montagens de Os 7 de Chicago e Nomadland foram muito acima da média e eram fortes concorrentes, mas a de O Som do Silêncio foi realmente incrível, vital para ajudar a contar a ótima história do baterista de heavy metal que vai aos poucos perdendo a audição e tem que aprender a viver com isso. Trabalho estupendo do montador dinamarquês Mikkel E. G. Nielsen, que já havia vencido este ano o BAFTA e o Critics’ Choice Award, e coroou seu trabalho levando também o Oscar para casa.
* MAKEUP AND HAIRSTYLING
MAQUIAGEM & PENTEADO *
* Vencedor: Ma Rainey’s Black Bottom (A Voz Suprema do Blues), por Sergio Lopez-Rivera, Mia Neal e Jamika Wilson
Também concorriam:
Emma (Emma), por Marese Langan, Laura Allen e Claudia Stolze
Hillbilly Elegy (Era uma Vez um Sonho), por Eryn Krueger Mekash, Matthew Mungle e Patricia Dehaney
Mank (Mank), por Gigi Williams, Kimberley Spiteri e Colleen LaBaff
Pinocchio (Pinóquio), por Mark Coulier, Dalia Colli e Francesco Pegoretti
Daltopinião: o favorito aqui era mesmo A Voz Suprema do Blues, apesar do grande trabalho mostrado por exemplo em Mank e em Era uma Vez um Sonho. A caracterização dos personagens para a época da Chicago dos anos 1920 foi espetacular, e Sergio Lopez-Rivera, Mia Neal e Jamika Wilson tiveram seu trabalho laureado, com toda a justiça. Foi a primeira vez que mulheres negras saíram vencedoras nesta categoria… aos pouquinhos o Oscar vai corrigindo antigas injustiças.
* MUSIC (ORIGINAL SCORE)
TRILHA SONORA ORIGINAL *
* Vencedor: Soul (Soul), por Trent Reznor, Atticus Ross e Jon Batiste
Também concorriam:
Da 5 Bloods (Destacamento Blood), por Terence Blanchard
Mank (Mank), por Trent Reznor e Atticus Ross
Minari (Minari: Em Busca da Felicidade), por Emile Mosseri
News of the World (Relatos do Mundo), por James Newton Howard
Daltopinião: aqui tínhamos dois favoritos… as magníficas Trilhas Sonoras de Mank e de Soul, ou seja, Trent Reznor e Atticus Ross, (integrantes da banda Nine Inch Nails) responsáveis pelos dois trabalhos, não tinham como não sair vencedores. E como havia acontecido no Globo de Ouro, a vitória coube mesmo à Trilha de Soul, a fantástica animação da Pixar, que contou também com composições do pianista norte-americano Jon Batiste. O Oscar foi para ótimas mãos.
* MUSIC (ORIGINAL SONG)
CANÇÃO *
* Vencedor: Judas and the Black Messiah (Judas e o Messias Negro), por “Fight for You”. Música de H.E.R. e Dernst Emile II; Letra de H.E.R. e Tiara Thomas
Também concorriam:
The Trial of the Chicago 7 (Os 7 de Chicago), por “Hear my Voice”. Música de Daniel Pemberton; Letra de Daniel Pemberton e Celeste Waite
Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga (Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars), por “Husavik”. Música e Letra de Savan Kotecha,
Fat Max Gsus e Rickard Göransson
The Life Ahead – La Vita Davanti a Se (Rosa e Momo), por “Io Sí”. Música de Diane Warren; Letra de Diane Warren e Laura Pausini
One Night in Miami… (Uma Noite em Miami), por “Speak Now”. Música e Letra de Leslie Odom, Jr. e Sam Ashworth
Daltopinião: tínhamos dois favoritos aqui: o vencedor do Globo de Ouro, Rosa e Momo (e que tinha minha torcida por contar com Laura Pausini entre os concorrentes), e Uma Noite em Miami… mas a vitória coube à bela canção “Fight for You”, do filme Judas e o Messias Negro, rendendo ao longa dirigido por Shaka King seu segundo Oscar na noite.
* VISUAL EFFECTS
EFEITOS VISUAIS *
* Vencedor: Tenet (Tenet), por Andrew Jackson, David Lee, Andrew Lockley e Scott Fisher
Também concorriam:
Love and Monsters (Amor e Monstros), por Matt Sloan, Genevieve Camilleri, Matt Everitt e Brian Cox
The Midnight Sky (O Céu da Meia-Noite), por Matthew Kasmir, Christopher Lawrence, Max Solomon e David Watkins
Mulan (Mulan), por Sean Faden, Anders Langlands, Seth Maury e Steve Ingram
The One and Only Ivan (O Grande Ivan), por Nick Davis, Greg Fisher, Ben Jones e Santiago Colomo Martinez
Daltopinião: numa categoria em que não tínhamos um favorito destacado, o Oscar acabou indo para o longa de Christopher Nolan, que é visualmente sensacional, com Efeitos incríveis neste que parece ser um “James Bond não oficial” do genial cineasta britânico. Mais uma estatueta dourada que acabou nas mãos certas e merecedoras.
* SOUND
MELHOR SOM *
* Vencedor: Sound of Metal (O Som do Silêncio), por Nicolas Becker, Jaime Baksht, Michellee Couttolenc, Carlos Cortés e Phillip Bladh
Também concorriam:
Greyhound (Greyhound), por Warren Shaw, Michael Minkler, Beau Borders e David Wyman
Mank (Mank), por Ren Klyce, Jeremy Molod, David Parker, Nathan Nance e Drew Kunin
News os the World (Relatos do Mundo), por Oliver Tarney, Mike Prestwood Smith, William Miller e John Pritchett
Soul (Soul), por Ren Klyce, Coya Elliott and David Parker
Daltopinião: uma das perguntas que mais me foi feita desde que comecei a escrever comentários sobre o Oscar foi qual era a diferença entre as categorias Edição de Som e Mxagem de Som… a primeira se relaciona à captação do áudio de um filme, tanto na hora da gravação como para complementar a cena posteriormente, como o barulho de um estádio lotado, por exemplo. Já a segunda entra em cena depois, já com os sons todos coletados pela Edição, é a hora da Mixagem fazer a pós-produção, adicionando, aumentando, diminuindo e sincronizando os áudios nas cenas de um filme, ou seja, diferentemente da Edição, aqui o trabalho é sempre feito dentro de uma sala de Mixagem. Bem, parece que a Academia não queria mais explicar essa diferença, pois fundiu as duas categorias em uma única, agora chamada simplesmente de Melhor Som. Aqui o vencedor não poderia ser outro senão O Som do Silêncio, simplesmente espetacular a forma como a surdez do protagonista nos é mostrada, e sua posterior adaptação a ela. Digna de se aplaudir em pé… prêmio merecidíssimo.
* INTERNATIONAL FEATURE FILM
LONGA-METRAGEM INTERNACIONAL *
* Vencedor: Another Round (Druk: Mais uma Rodada) – Dinamarca. Direção de Thomas Vinterberg
Também concorriam:
Better Days (Better Days) – Hong Kong. Direção de Kwok Cheung Tsang
Collective (Collective) – Romênia. Direção de Alexander Nanau
The Man Who Sold His Skin (O Homem que Vendeu Sua Pele) – Tunísia
Quo Vadis, Aida? (Quo Vadis, Aida?) – Bósnia. Direção de Jasmila Žbanić
Daltopinião: um dos prêmios mais previsíveis da noite… Druk: Mais uma Rodada havia feito tanto sucesso na temporada que extrapolou as fronteiras da Dinamarca e conseguiu até emplacar uma indicação de Melhor Direção para Thomas Vinterberg. Conta com o ótimo Mads Mikkelsen (que venceu o Bafta de Melhor Ator por este papel), que vive um professor que lidera um grupo de colegas de trabalho que resolve testar uma teoria etílica maluca: beber todo dia uma certa quantidade de álcool para agir socialmente de uma forma mais “inspirada”, mas ainda segura. É um filme que diverte e cativa, e que levou para a Dinamarca seu quarto Oscar de Longa Internacional (anteriormente chamado de Filme em Língua Estrangeira). Com o perdão do trocadilho infame: um brinde à vitória de Druk!
* DOCUMENTARY FEATURE
DOCUMENTÁRIO *
* Vencedor: My Octopus Teacher (Professor Polvo), por Pippa Ehrlich, James Reed e Craig Foster
Também concorriam:
Collective (Collective), por Alexander Nanau e Bianca Oana
Crip Camp (Crip Camp: Revolução pela Inclusão), por Nicole Newnham, Jim LeBrecht e Sara Bolder
The Mole Agent (Agente Duplo), por Maite Alberdi e Marcela Santibáñez
My Octopus Teacher (Professor Polvo), por Pippa Ehrlich, James Reed e Craig Foster
Time (Time), por Garrett Bradley, Lauren Domino e Kellen Quinn
Daltopinião: apesar da concorrência de Crip Camp: Revolução pela Inclusão, documentário produzido por Barak e Michelle Obama (que venceram o Oscar nesta categoria no ano passado), o favorito era mesmo Professor Polvo, o grandioso documentário de Pippa Ehrlich, James Reed e Craig Foster. A produção da Netflix é visualmente soberba e de longe o mais cinematográfico da lista, e levou a estatueta dourada para casa com todos os méritos.
* DOCUMENTARY SHORT SUBJECT
DOCUMENTÁRIO – CURTA *
* Vencedor: Collete, por Anthony Giacchino e Alice Doyard
Também concorriam:
A Concerto is a Conversation, por Ben Proudfoot e Kris Bowers
Do Not Split, por Anders Hammer e Charlotte Cook
Hunger Ward, por Skye Fitzgerald e Michael Scheuerman
A Love Song for Latasha, por Sophia Nahli Allison e Janice Duncan
Daltopinião: o favorito aqui era A Love Song for Latasha, mas Collette acabou desbancando o favorito e levando o Oscar para casa. A produção conta a história de Colette Marin-Catherine, uma senhora de 90 anos que fez parte da Resistência Francesa contra o regime nazista. Nesta luta ela perdeu seu irmão Jean-Pierre, assassinado pelos seguidores de Hitler. Ela retorna à Alemanha pela primeira vez desde o final da guerra, para visitar o local onde seu irmão perdeu a vida. A vitória ficou em boas mãos.
* SHORT FILM (ANIMATED)
CURTA DE ANIMAÇÃO *
* Vencedor: If Anything Happens I Love You (Se Algo Acontecer Te Amo), por Will McCormack e Michael Govier
Também concorriam:
Burrow, por Madeline Sharafian e Michael Capbarat
Genius Loci, por Adrien Mérigeau e Amaury Ovise
Opera, por Erick Oh
Yes-People, por Gísli Darri Halldórsson e Arnar Gunnarsson
Daltopinião: belíssimo e tocante como muitos dos longas não conseguem ser, este é Se Algo Acontecer Te Amo. Esse curta em animação 2D é de um nível de excelência tal que não poderia deixar de ser o vencedor. A trama mostra um casal convivendo com a dor da trágica perda da filha de 10 anos, assassinada num tiroteio na escola em que estudava. As lembranças do convívio com a menina estão por toda parte, espalhadas pela casa, e os pais tentam a todo custo encontrar forças para seguir em frente após ela ter partido. Obra-prima.
* SHORT FILM (LIVE ACTION)
CURTA-METRAGEM *
* Vencedor: Two Distant Strangers (Dois Estranhos), por Travon Free e Martin Desmond Roe
Também concorriam:
Feeling Through, por Doug Roland e Susan Ruzenski
The Letter Room, por Elvira Lind e Sofia Sondervan
The Present, por Farah Nabulsi e Ossama Bawardi
White Eye, por Tomer Shushan e Shira Hochman
Daltopinião: o que aconteceria se o trágico assassinato de George Floyd se unisse ao episódio “Rebobinar” (T1:E3) da série Além da Imaginação, da Amazon Prime? A resposta é esse curta espetacular, que em apenas 30 minutos passa uma mensagem muito forte, e mais do que necessária na sociedade atual. A trama mostra o protagonista Carter (vivido por Joey Bada$$) preso em um looping temporal que sempre termina de forma trágica nas mãos do policial racista Merk (vivido por Andrew Howard), não importa o que ele faça para tentar mudar seu destino. E os créditos finais fecham com (triste) chave de ouro essa produção admirável de crítica social. Não é apenas recomendável, é obrigatório a todo fã da Sétima Arte, e bem poderia virar um longa-metragem de sucesso.
DALTO FIDENCIO
nils satis nisi optimum
Comentários
Admin
07/05/2021 at 07:02
Parabéns Dalto pelas Daltopiniões que esperamos com muita expectativa, pois seu trabalho sempre foi primoroso e merece prestígio. Esse ano, não acompanhei o Oscar.
Abraço!
Beth
patriciadocarmo
28/04/2021 at 23:59
As Daltopiniões são sempre esperadas pois nos aproxima dos filmes, nos estimula assistir… sua forma de escrever é espetacular.
Parabéns pelo conteúdo, continue nos enriquecendo sempre com as Daltopiniões.
Dalto FidencioAuthor
01/05/2021 at 14:02
Que comentário rico e inspirado! São feedbacks assim que fazem o trabalho de um crítico valer a pena. Grazie mille!
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Obrigada pelo seu comentário!