A influência astrológica no desenvolvimento das civilizações
O estudo da astrologia indica a existência de ciclos e arquétipos no macrocosmo (Universo) e sua influência na evolução do microcosmo (ser humano).
No movimento, por precessão, do Sol pelos signos do zodíaco há ciclos maiores de 25.920 anos, divididos em doze menores de 2.160 anos. Cada ciclo, com suas peculiaridades astrológicas, influencia a consciência humana e sua manifestação física. A evolução de uma pessoa é moldada pela época na qual ela renasce.
Partindo de registros históricos de 4.000 a.C, encontramos os seguintes ciclos menores, chamados Idades (ou Eras) e sua regência astrológica estabelecendo as características culturais, sociais e religiosas das civilizações:
IDADE DE TOURO (3.800 a.C a 1.650 a.C)
Touro, regido por Vênus, é um signo da terra. Juntamente com escorpião, seu signo oposto, imprimiu as características da humanidade daquele período.
Do ponto de vista coletivo representa a consolidação material de uma nação, a fusão dos recursos do povo com os recursos da terra. O signo de touro rege a estabilidade material.
O exemplo marcante de uma civilização taurina é o Egito, que se desenvolveu numa região desértica, fertilizada pelas cheias do Rio Nilo.
Do signo de escorpião, oposto a touro, o Egito antigo recebeu a influência religiosa: o culto ao boi Ápis, a relação com a morte, ocultismo, reencarnação, conhecimentos secretos. Osíris, deus dos mortos e dos subterrâneos, era representado por meio de um homem com cabeça de touro.
IDADE DE ÁRIES (1.650 a.C a 500 d.C)
Áries é um signo de fogo, regido por Marte, o deus da guerra. Seu oposto é libra, que fomenta o sentimento de justiça e codifica o comportamento social por meio de leis e normas.
A economia das civilizações regidas por áries era baseada nas guerras de conquistas e seu mais evidente exemplo são os povos persas, gregos e romanos.
Áries é representado pelo carneiro. Moisés, em algumas figuras antigas aparecia com cornos na cabeça. As legiões romanas quando marchavam para uma batalha levavam carneiros.
Por outro lado, as nações necessitavam de leis para a manutenção da paz social e de sua unidade. Aí percebe-se a influência de libra, signo oposto a áries. Alguns exemplos marcantes encontramos na Lei Mosaica, no Direito Romano e no Código de Hamurabi.
IDADE DE PEIXES ( 500 d.C a 2.660 d.C,)
Peixes é um signo da água, regido por Netuno e Júpiter. Sua influência começa com a queda do Império Romano e a expansão e consolidação do cristianismo.
É o signo representante da fé, da religiosidade, do misticismo. No Oriente floresceram as filosofias de Buda, Lao Tsé e Confúcio, cujos ensinamentos uniram grupos étnicos e tribais.
Na Idade de Peixes, a igreja cristã procurou manter sua hegemonia por meio dos dogmas, da ortodoxia, Inquisição, guerras religiosas, absolutismo, obediência irrestrita à hierarquia, autocracia e centralismo. Foi o auge da influência eclesiástica.
Com o decorrer dos séculos, porém, a influência do próximo signo, aquário, começou a despertar o sentimento libertário, intelectual e inovador do ser humano. São características de Urano, planeta regente desse signo.
Do século XVIII até os dias de hoje, a influência aquariana começou a acelerar embora ainda vivamos na Idade de Peixes.
Urano foi descoberto em 1781, nos primórdios da Revolução Industrial, movida pelo vapor e depois pela eletricidade, novas matrizes energéticas.
Irromperam revoluções libertárias nos Estados Unidos (1776), França em 1789 (Revolução Francesa), Rússia em 1917. As colônias das Américas conquistaram sua independência. Fim do Absolutismo e avanço dos estados democráticos.
Declaração dos Direitos do Homem; abolição do escravagismo; lutas pelos direitos das mulheres e das minorias. Avanço da ciência, energia atômica, conquista espacial, cibernética.
Rebelião contra os costumes, tabus e crenças, estilos de vida alternativos, globalização.
Tudo isso é resultado da influência aquariana, quando as vibrações da Idade de Peixes vão gradativamente perdendo sua força.
E a futura Idade de Aquário? O que fazer agora?
Talvez a resposta esteja no musical Hair: “LET THE SUNSHINE”.
Por Gilberto Silos
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