A poética de Renato Alberto Moore
Renato Alberto Moore, Ramoore. Poeta, autor e ator, fundador do GRUTA, Grupo de Teatro Amador, nos anos setenta. Participou da Fundação Cultural Cassiano Ricardo. Atualmente, além da briga pela vida. De quando em quando, um novo poema, ou a edição de arquivos de meu acervo.
Superação
Fugi do não olhar,
Ou, do fingir não notar da lágrima…
Ri de mim, longe de ti.
Ramoore
Quando
Não
Mais um dia meio ao meio,
Sem permeio do meio inteiro na terra,
Sem planos no ar da noite…
Ramoore
Vigília
Na espreita, fica só,
Quem deita em pernoite na cama alheia!
Olhe da rua e pule…
Ramoore
Enigma
Dos astros feito rol,
O brilho, etéreo arrebol,
Traz do vermelho, a vida…
Ramoore
Esse seu jeito
De andar ao meu encontro,
Faz do amor, um só trejeito,
Meio sem jeito, mas, te amo!
Ramoore
Canto
Da vida não ter fim,
Em caminhos tão nossos,
Na não troca de pares!
Ramoore
Da lágrima
Não escondo o olhar,
E assim, meio sem fazer jeito,
Tropeço e soluço!
Ramoore
Piegas, ou ausência…
Não sei de sentimentos…
meio profano
De dizer sem meias palavras, o ato do te amo
E, em carícias, no afago doentio
Na contra-mão do encontro faço confronto
Em passos, meio trôpego, saio do caminho
E tropeço em quase sentimentos do vir sem ir
Do sorriso feito amarelo à lágrima presa
Que teima do desabafo, cair do ninho
Sem asas, meus dizeres, que não sabem do vôo
Meio cego, olho do nada, feito dois
Sem somar da conta, faço de conta, sem traço
Fujo do embaraço, em linhas sinuosas e nuas
Já na me importa da porta, ou da janela
De forma singela, rio e saio correndo pelas ruas!
Ramoore
06/11/2025
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Joka, gostaria de saber notícias do Ramoore. Perdi o áudio dele, declamando um poema meu, de maneira tão bonita.