Coletivo Noroest estreia espetáculo de dança “Manifesto de Concreto” no Teatro Paulo Eiró

Coletivo Noroest estreia espetáculo de dança “Manifesto de Concreto” no Teatro Paulo Eiró

Espetáculo que une dança, teatro e circo revisita a Greve dos Queixadas, uma das mais importantes mobilizações de trabalhadores do país, para refletir sobre memória, território e as lutas das periferias no presente

Coletivo Noroest leva à cena a memória e a resistência de Perus em “Manifesto de Concreto”

Manifesto de Concreto – Crédito – Gil Douglas

O concreto que ergueu fábricas, abriu ruas e marcou a paisagem de Perus também guarda histórias. Histórias de trabalho, resistência e organização coletiva que atravessaram gerações e permanecem vivas na memória de quem construiu o território. É a partir desse chão que o Coletivo Noroest (@coletivonoroest) apresenta “Manifesto de Concreto”, espetáculo que une dança, teatro e circo para investigar as relações entre corpo, território e memória.

A estreia acontece no dia 14 de agosto de 2026 (sexta-feira), às 20h, com entrada gratuita, no Teatro Paulo Eiró, em Santo Amaro, Zona Sul. A temporada é gratuita e segue com apresentações em 25 e 28 de agosto (terça e sexta-feira), às 20h, no CEU Perus; 03 de setembro (quinta-feira) às 20h, no Centro Cultural da Penha. E no dia 04 de setembro às 10h e 14h, novamente no CEU Perus.

“Manifesto de Concreto” é inspirado na história da Greve dos Queixadas, que é considerada a greve mais longa da história do Brasil. O espetáculo propõe um reencontro com um passado que ainda pulsa no presente. A partir de uma investigação cênica construída sobre corpos periféricos, o trabalho resgata histórias que atravessam gerações e estabelece um diálogo direto com os desafios enfrentados pelos trabalhadores e moradores das periferias na atualidade.

Em cena, o concreto deixa de ser apenas matéria e se torna símbolo: das fábricas que moldaram o bairro, das ruas que sustentam vidas, dos muros que separam oportunidades e da força daqueles que insistem em permanecer, criar e transformar. Os corpos revelam marcas, cicatrizes e estratégias de sobrevivência, expressando a chamada “sevirologia”, que é a sabedoria de seguir em frente e reinventar caminhos mesmo diante das desigualdades.

Além de revisitar um episódio histórico para o bairro e para o país, “Manifesto de Concreto” busca ativá-lo como ferramenta de futuro. O espetáculo convida o público a reconhecer a potência dos saberes populares, da cultura periférica e da organização coletiva, fortalecendo a identidade do território e inspirando novas gerações a se tornarem guardiãs de suas próprias histórias.

O Coletivo Noroest apresenta uma obra poética e política, onde cada gesto reafirma que memória é resistência e que todo corpo periférico carrega, em si, a capacidade de transformar o mundo ao seu redor.

As ações fazem parte do projeto ‘Manifesto de Concreto – Território de Saberes’ contemplado pela 9ª Edição do Programa de Fomento à Cultura da Periferia da Cidade de São Paulo da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

Informações: www.instagram.com/coletivonoroest

Manifesto de Concreto – Crédito – Gil Douglas

Serviço: Estreia “Manifesto de Concreto”

Com Coletivo Noroest

Sinopse: O espetáculo investiga a memória do território de Perus por meio da dança, do teatro e do circo. Inspirada na histórica Greve dos Queixadas e nas lutas que ainda atravessam as periferias brasileiras, a obra acompanha corpos que resistem, reinventam caminhos e transformam adversidade em potência. Entre ruínas, concreto e movimento, o espetáculo conecta passado e presente para afirmar que a memória coletiva é um ato de resistência, fortalecendo a identidade do território e inspirando novas gerações a reconhecerem sua própria história como ferramenta de transformação.

Duração: 50 minutos. Classificação Livre. Grátis

14 de agosto de 2026 (sexta-feira) às 20h – Teatro Paulo Eiro – Av. Adolfo Pinheiro, 765 – Santo Amaro – Zona Sul de São Paulo (SP). Capacidade: 600 lugares. Acessibilidade: Parcial. Não possui estacionamento

25 e 28 de agosto de 2026 (terça e sexta-feira) às 20h – CEU Perus – Rua Bernardo José de Lorena, S/N – Vila Fanton – Zona Noroeste de São Paulo (SP). Capacidade: 350 lugares – Não possui Estacionamento – Acessibilidade: Sim.

03 de setembro de 2026 (quinta-feira) às 20h – Centro Cultural da Penha – Largo do Rosário,20 – Penha – Zona Leste de São Paulo (SP). Acessibilidade: Sim. Estacionamento: Não. Capacidade: 100 lugares.

04 de setembro às 10h e 14h – CEU Perus – Rua Bernardo José de Lorena, S/N – Vila Fanton – Zona Noroeste de São Paulo (SP). Capacidade: 350 lugares – Não possui Estacionamento – Acessibilidade: Sim.

Ficha Técnica – Direção Artística: Igor Souza. Intérpretes-Criadores: Edvan Soares, Laura Berteli, Munique Tavares, Elias Soares, Igor Souza e Bruce Cardoso. Trilha Sonora: Nine Nine e Bruce Cardoso. Técnico de Som: Nine Nine. Concepção e Operação de Luz: Elves Ferreira. Figurino: Coletivo Nada é Fácil, Julia Morinaga, Keila Moreira e Elba Lacerda. Colaboração: Daniel Cantanhede. Concepção de Cenário: Coletivo Noroest. Colaboração em Cenografia: Thiago Silva, Munique Tavares, Jovani Almeida e Thiago Roger. Fotografia: Gil Douglas. Videomaker: Victor Godoi. Designer Gráfico: Lusca. Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini. Produção Executiva: Júnior Cecon – Plural Produtora. Espaços Colaboradores: Ocupação Artística Canhoba, CMQUEIXADAS, CEU Perus, Comunidade Cultural Quilombaque, Casa do Hip-Hop Perus.

Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini de Souza – Whatsapp (11)99568-8773 – luciana.gandelini@gmail.com

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