Maluco de BR

Maluco de BR

Pode parecer coisa dos anos 70, mas eles estão por aí, alguns os consideram loucos. Mas qual é o parâmetro para julgar a sanidade de alguém?

É impossível viver uma experiência com eles e não sair diferente ou pelo menos se questionando sobre a vida, consumo e quem somos nós na sociedade.

Não são simplesmente rimas
Ou palavras de verdade,
Filosofia de vida,
Estranha realidade.
Também não é ilusão,
Passa além da razão
E vira insanidade.

Aprende com os irmão
Arte que não se ensina
E tem como galeria
Qualquer praça ou esquina.
Tá no sangue, na cultura
Tá na alma, na loucura
De quem nasce com essa sina

Tudo que se pode ver
É simplesmente estrada,
Pulsando no coração
A liberdade e mais nada.
Calor do sol, luz da lua,
Assim mesmo nua e crua
Vai a vida sem parada

Construindo com as mãos
Ganha assim seu sustento,
Com raça, suor e vontade
Cada um tem seu talento,
Sua loucura e brisa
Numa vida que precisa
Só da direção do vento

Precisamos entender
São humanos são artistas
Só não vivem o seu normal
Nem são capas de revistas
Mas muita gente ignora
Seus direitos tão de fora
Mesmo que em leis previstas

Infelizmente pra uns
Nem considerado gente
Coisa de quem não aceita
Aquele que é diferente
Eles romperam o sistema
Só se prendem a um lema
Deixar liberta sua mente

Chame de micróbio, hippie
Ou maluco de BR
Porém, veja um ser humano
Nisso não quero que erre
Em procissão pelo mundo
Sentem a vida no profundo
Até que ela se encerre

William Prado

 

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