O seu cilício, o meu silício e o nosso silencio.
Você curte a dor voluntária
E eu, a dopamina que dá prazer
e o silen-cio reina involuntário
nesse impasse sem (n)exo.
Suas crenças
limitam seu espaço-tempo
minhas descrenças
movem-se em mim dando-me o presente.
Caminhamos juntos
como cúmplices de um crime
que nunca cometemos.
Como parceiros em todas
as conversas eternas
e as vãs filosofias.
Fomos companheiros um dia?
Talvez!
Ao redor daquela fogueira
ou no girar da roda
onde nos encontramos aqui e ali
para dar um abraço apertado
e um beijo ar-dente
só para provar
que a gente se merece.
Somos amigos para sempre!
Elizabeth de Souza
170826

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