O seu cilício, o meu silício e o nosso silencio.

O seu cilício, o meu silício e o nosso silencio.

Você curte a dor voluntária
E eu, a dopamina que dá prazer
e o silen-cio reina involuntário
nesse impasse sem (n)exo.

Suas crenças
limitam seu espaço-tempo
minhas descrenças
movem-se em mim dando-me o presente.

Caminhamos juntos
como cúmplices de um crime
que nunca cometemos.

Como parceiros em todas
as conversas eternas
e as vãs filosofias.

Fomos companheiros um dia?
Talvez!
Ao redor daquela fogueira
ou no girar da roda
onde nos encontramos aqui e ali
para dar um abraço apertado
e um beijo ar-dente
só para provar
que a gente se merece.

Somos amigos para sempre!

Elizabeth de Souza
170826

Les Amants René Magritte 1928

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Sobre Elizabeth Souza 457 Artigos
Elizabeth de Souza é coordenadora e editora do Portal Entrementes....

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